PROFISSIONAIS de comunicação social que exercem as suas actividades na Televisão de Moçambique (TVM), centro de Nampula decidiram partilhar os seus testemunhos de uma vida dedicada à produção de informação.
Fizeram isso olhando para os desafios impostos pelo tempo e a qualidade dos equipamentos de trabalho, em face da comemoração dos 40 anos da televisão pública.
Tiorenço Nihoveque é um jornalista que entrou para o quadro de pessoal da TVM no ano de 1991, altura em que funcionava a Televisão Experimental (TVE), tendo assistido a passagem para o analógico e, agora, a transição para a era digital.
Nihoveque não quer lembrar o período da TVE. O trabalho era desgastante, diz, desde a qualidade do equipamento ao tempo necessário para terminar uma reportagem.
“Os noticiários eram emitidos a partir de Maputo e depois levados para Nampula para a sua difusão. Mais tarde, a produção dos conteúdos de informação passou a ser local, mas havia o trabalho de editar e gravar em cassete para enviar para Maputo”, disse.
A outra história de vida é partilhada por José Arlindo, operador de Câmara da TVM, um profissional admitido em 1994, altura em que o Centro de Nampula abriu as portas. Lembra-se das máquinas “arcaicas” desse período. Perdia-se muito tempo, o que influenciava na produtividade da empresa.
Segundo Nihoveque, a era digital trouxe vantagens incomparáveis pois o trabalho, antes desgastante, é agora reconfortante.
“Sinto que houve uma evolução maior. É verdade que cada fase é uma fase com os desafios típicos. A parte bonita é a experiência de trabalhar em equipa. A convivência ajudou a partilha de conhecimentos”, disse.
Agora celebra-se a era digital que representa o maior avanço, onde há condições de fazer as transmissões em directo.
José Arlindo louva a era digital, pois não requer muito tempo para editar uma matéria de reportagem. “Em pouco tempo é possível produzir dois a três trabalhos, para além de que os equipamentos ajudam a melhorar a qualidade das imagens e do próprio áudio”, frisou.
