NUM dia como hoje, perdeu a vida o poeta e político moçambicano Marcelino dos Santos, que por ocasião do primeiro aniversário da sua morte, a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) organiza um rol de actividades marcadas para hoje e amanhã como forma de celebrar sua vida e obra, sob o lema “Um Ano Celebrando Marcelino dos Santos”.
Neste sentido, a agremiação organiza, às 17.30 horas de hoje, uma mesa redonda denominada “Kalungano - Poética da Liberdade”, que terá como oradores, a professora e pesquisadora da literatura moçambicana Fátima Mendonça, o escritor e político Óscar Monteiro, bem como o poeta angolano Lopito Feijó.
A conversa que será transmitida através da plataformaonline ZOOM, sob a moderação do presidente da Fundação Marcelino dos Santos, João Leopoldo da Costa.
“A mesa tem como objectivo reflectir sobre a obra do poeta Kalungano, seu valor estético e contributo para o mosaico da literatura e cultura moçambicanas, bem como as leituras contemporâneas que se podem fazer dos seus textos, além dos diálogos com futuras gerações de poetas e escritores moçambicanos”, lê-se na nota enviada pela associação ao “Notícias”.
A AEMO também prevê oferecer amanhã, um conjunto de obras da literatura moçambicana à Escola Secundária Marcelino dos Santos, localizada no distrito da Namaacha, província de Maputo, “a fim de beneficiar estudantes e corpo docente desta instituição e aos jovens deste distrito”, conforme referencia a agremiação comandada pelo escritor Carlos Paradona.
A instituição também pretende lançar a segunda edição do único livro de poemas do considerado herói nacional, intitulada “Canto do Amor Natural” e publicado pela primeira vez em 1987, sob chancela da Associação dos Escritores Moçambicanos, a qual foi membro-fundador.
Marcelino é também celebrado pela Alcance Editores, que disponibilizou o livro “Marcelino dos Santos: personalidade multifacetada e homem do povo”, assinado pelos autores João da Costa, Simão Jaime, Hélder Juauna e Agostinho Manganhele, para celebrar a vida e obra de Marcelino dos Santos, através de seus depoimentos e de diversas personalidades.
Nascido a 20 de Maio de 1929, na Ilha de Moçambique, província de Nampula, o tambémcombatente da luta de libertação nacional, que repousa na Praça dos Heróis Moçambicanos, perdeu a vida a 11 de Fevereiro do ano passado, vítima de paragem cardíaca.
Foi membro-fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), onde ocupou o cargo de vice-presidente e, depois da independência, ministro de Planificação e Desenvolvimento e presidente da Assembleia Popular.
Com os pseudónimos Kalungano e Lilinho Micaia publicou textos no jornal Brado Africano e faz parte de duas antologias publicadas em Lisboa (Portugal), pela Casa dos Estudantes do Império.
