Director: Lázaro Manhiça

O CONCEITUADO escritor Ungulani Ba Khosa é figura central da Feira do Livro de Maputo, edição 2021, cujo evento vai decorrer de 21 a 23 de Outubro próximo.

A decisão de prestar tributo a um dos mais importantes escritores moçambicanos e da língua portuguesa foi tomada há dias, de forma unânime, pela organização desta feira, que também decidiu ter Cabo Verde como país convidado de honra.

Ao homenagear Ungulani Ba Khosa, os organizadores vincam, mais uma vez, a importância da obra deste escritor moçambicano, autor de emblemáticos romances como “Ualalapi”, “Choriro” ou “Os Sobreviventes da Noite”, ao mesmo tempo que reconhece a sua influência literária e de pensamento para gerações de autores.

Premiado e distinguido dentro e fora do país, Ungulani Ba Khosa é daqueles escritores cujo trabalho literário e em prol das artes e cultura moçambicanas há muito ultrapassou a esfera doméstica para se situar no contexto da língua portuguesa e na esfera da produção literária mundial. Daí ser dos escritores mais estudados nos circuitos universitários e em pesquisas que conduzem à compreensão dos processos criativos da literatura moçambicana e, igualmente, da nossa história, tendo em conta que a sua lavra se situa entre a ficção e a realidade da nossa historiografia.

Nome tsonga (grupo étnico do Sul de Moçambique) de Francisco EsaúCossa, Ungulani Ba Ka Khosa nasceu a 1.º de Agosto de 1957, em Inhaminga, distrito de Cheringoma, província de Sofala, Moçambique.

Professor de carreira, exerceu funções importantes em Moçambique como as de director do Instituto Nacional do Livro e do Disco e director adjunto do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual de Moçambique. Durante a década de 90, foi cronista assíduo de vários jornais. Foi secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e director do Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD).

Publicou “Ualalapi”, “Orgia dos Loucos”, “Histórias de Amor e Espanto”, “No Reino dos Abutres”, “Os Sobreviventes da Noite”, “Choriro”, “O Rei Mocho”, “Entre as Memórias Silenciadas” e “Gungunhana”.

Arrecadou Grande Prémio de Ficção Narrativa, com “Ualalapi”;Prémio Nacional de Ficção, com “Ualalapi”; Grande Prémio de LiteraturaJosé Craveirinha, com “Os Sobreviventes da Noite” e Prémio BCI de Literatura, com “Entre as Memórias Silenciadas”.

Foi concedido a Ordem de Rio Branco, Grau de Comendador (2018) pelo governo Brasileiro, pelos 30 anos de carreira literária, iniciada com a publicação de “Ualalapi”, em 1987.

O seu livro “Ualalapi” foi considerado um dos 100 melhores romances africanos do século XX, em 2002.

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