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O CONSELHO Municipal de Chimoio, na província de Manica, lançou recentemente, um concurso musical via electrónica, para evitar o contacto físico entre artistas e espectadores, nesta altura em que se observa o estado de emergência, devido à pandemia do coronavírus. Leia mais
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Faleceu ontem na Casa Sacerdotal da Diocese do Porto, em Portugal, D. Manuel Vieira Pinto, arcebispo emérito de Nampula, aos 96 anos de idade.
O funeral do arcebispo emérito de Nampula será presidido por D. Manuel Linda, esta sexta-feira, às 12h00, na Igreja de Cedofeita, disse à Agência Ecclesia a Diocese do Porto.
Natural de Amarante, D. Manuel Vieira Pinto foi nomeado bispo de Nampula em 1967 e, na reorganização eclesiástica de Moçambique, com a criação de novas dioceses e elevação das dioceses da Beira e de Nampula a arquidioceses, foi nomeado arcebispo de Nampula, a 4 de Junho de 1984.
O prelado português resignou a 18 de Janeiro de 1998, permanecendo na arquidiocese moçambicana até à sua jubilação no ano 2000, regressando então a Portugal (16 de Novembro).
D. Manuel da Silva Vieira Pinto nasceu a 9 de Dezembro de 1923, em Aboim, Amarante, na Diocese do Porto. Foi ordenado presbítero na catedral da sua diocese por D. Agostinho de Jesus e Sousa a 7 de Agosto de 1949, tendo sido coadjutor da paróquia de Campanhã e assistente de vários organismos da Acção Católica.
Em 1955 foi nomeado director espiritual do Seminário Diocesano de Nossa Senhora do Rosário de Vilar e foi o responsável nacional do Movimento do Mundo Melhor, depois de “algum tempo em Roma, ao longo do ano de 1960”, para conhecer o movimento apostólico.
O Papa Paulo VI chamou-o ao episcopado a 27 de Abril de 1967 para ser bispo de Nampula e foi ordenado a 29 de Junho do mesmo ano na igreja da Trindade pelo núncio apostólico em Portugal, D. Maximiliano Furstemberg.
Em 2017, o então bispo do Porto D. António Francisco dos Santos publicou uma nota pastoral de “júbilo e gratidão” pelos 50 anos de ordenação episcopal de D. Manuel Vieira Pinto, destacando a “vida cheia de encanto e de doação a Deus e à Igreja para que o Mundo seja Melhor” do arcebispo português.
“D. Manuel Vieira Pinto esteve sempre do lado das pessoas, da sua dignidade, dos seus valores mais genuínos e da sua luta pela liberdade, pela democracia e pela paz em terra de gentes de bem que têm direito a ser felizes”, afirmou na ocasião D. António Francisco dos Santos.
Nesse ano, o missionário padre José Luzia publicou um livro sobre D. Manuel Vieira Pinto com o título “O visionário de Nampula”, destacando o contributo do arcebispo português para o dinamismo e renovação da Igreja Católica em Moçambique, nomeadamente na transição para a independência, onde se preocupava com a “defesa do povo e não da defesa de Deus”. Entrevistado no programa Ecclesia, o padre José Luzia, que trabalhou desde os 22 anos com o arcebispo de Nampula, recorda os “silenciamentos” e a “expulsão” de D. Manuel Vieira Pinto de Moçambique, em 1974, por levantar a voz contra a guerra colonial, a opressão e o sofrimento do povo moçambicano.
Em 1992, o então Presidente da República Mário Soares condecorou D. Manuel Vieira Pinto com a Ordem da Liberdade, por ocasião dos 25 anos da ordenação episcopal do bispo de Nampula.
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“O MELHOR é ficar em casa”! Foi assim que Roberto Chitsondzo, músico e vocalista principal da banda Ghorwane, se pronunciou numa conversa com o “Notícias” sobre a sua experiência no cumprimento da quarentena por ter estado, em Março último, em Portugal já com o registo de casos do novo coronavírus. Leia mais
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O MOÇAMBICANO Sérgio dos Céus Nelson representa Moçambique num concurso internacional de cinema em Nova Iorque, Estados Unidos da América, com o roteiro intitulado "Crossed Paths - Life just Happes". O nacional é finalista no New York Cinematography Awards (NACA), depois de ter sido seleccionado no “Rome Independent Prisma Awards”. Leia mais
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A ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, participa, hoje, numa reunião virtual dos ministros da Cultura, a partir de Paris.
Organizado pela UNESCO, a reunião tem como objectivos, dentre outros, discutir medidas e etapas a seguir com a finalidade de formular recomendações que visam mitigar o impacto da crise da Covid-19, no sector da Cultura a curto, médio e longo prazos, indica um comunicado de imprensa.
Materula, para além de colher experiências de outros países, irá intervir para partilhar com todos os participantes as medidas implementadas pelo Governo de Moçambique e, em particular, do sector da Cultura e Turismo, com vista a mitigar o impacto da Covid-19, incluindo desafios encarados pelos artistas, produtores e promotores de eventos culturais, bem como as acções subsequentes à área da cultura, lê-se no documento.
CommentsPR VOLTA A PRORROGAR O ESTADO DE EMERGÊNCIA
