Director: Lázaro Manhiça

O JUIZ Augusto Paulino, antigo Procurador-Geral da República, volta as livrarias com a obra “My Love da Fofoca Jurídica 2”, da colecção Panfleto, em que aborda, de forma crítica, temas de interesse social, económico e político do país. Neste livro, o autor apresenta textos de teor jurídico através de uma linguagem simples, na expectativa de atingir leitores leigos nestas temáticas. Justamente para o tornar mais próximo de quem desconhece a matéria, Juiz Paulino preferiu abdicar da citação de artigos, salvo num e noutro caso. Leia mais

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A ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, inaugura hoje o edifício do Arpac - Instituto de Investigação Sociocultural na província de Gaza.

Com esta inauguração, o "Arpac fortalece a sua expansão territorial no país, faltando apenas delegações em duas províncias", lê-se num comunicado do Ministério da Cultura e Turismo, a que a lusa teve acesso.

O Arpac é uma instituição de carácter cultural e científico que se dedica à pesquisa, conservação e divulgação de aspectos da cultura moçambicana.

"Além de gabinetes técnicos, a infraestrutura possui uma biblioteca para o acervo de especialidade da área de trabalho do Arpac", refere a nota.

A cerimónia de inauguração das novas instalações vai observar as medidas de prevenção da pandemia provocada pelo novo coronavírus, sendo de "participação restrita e devendo contemplar intervenções culturais mínimas e discursos oficiais", acrescenta o documento.

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O escritor chileno Luís Sepúlveda, morreu hoje na Espanha aos 70 anos, depois de passar um mês e meio hospitalizado por causa do coronavírus, informou a editora Tusquets.

O autor estava internado desde o fim de Fevereiro no Hospital Universitário Central das Astúrias, na região norte da Espanha, onde morava.

Ele apresentou resultado positivo para o novo coronavírus depois de retornar de um festival no norte de Portugal.

De acordo com a imprensa local, no dia 10 de Março, o escritor estava em estado crítico e, desde então, a família não divulgou mais informações sobre a saúde de Sepúlveda.

“Os profissionais da saúde fizeram tudo para salvar sua vida, mas não superou a doença. Meus emocionados pêsames para a mulher e a família”, escreveu no Twitter o presidente regional das Astúrias, Adrián Barbón.

Instalado na Europa desde os anos 1980, forçado ao exílio durante a ditadura de Augusto Pinochet, Sepúlveda conquistou o sucesso como autor de 20 romances, livros de crónicas e contos, com destaque para “O velho que lia romances de amor”.

Nascido em Outubro de 1949, em Ovalla, uma cidade ao norte de Santiago, ele militou na juventude comunista e depois em grupos socialistas, o que provocou sua detenção em 1973, durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Depois de um período conturbado, alternando dois períodos na prisão, outro em prisão domiciliar e quase um ano foragido na clandestinidade, em 1977 conseguiu sair do Chile, onde nunca voltou a morar. (G1)

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CRÓNICA DA RUA 513.2 é o segundo livro do moçambicano, João Paulo Borges Coelho, a ser publicado no Brasil pela Editora Kapulana, que se dedica a promoção da literatura luso-africana naquele país latino, através da série “Vozes de África”.

A obra, com 316 páginas, retrata a história de uma rua fictícia na antiga Lourenço Marques, actual cidade de Maputo, capital de Moçambique, a Rua 513.2, onde convivem personagens vivas e mortas.

Os mortos – espíritos nguluvi – antigos moradores das casas no período da dominação portuguesa, interferem no dia-a-dia dos vivos que, agora, no período pós-independência, ocupam as suas habitações.

No romance, vivos e mortos discutem, decidem e realizam tarefas que definem os rumos da rua e, por extensão do país. Quando esses antigos espíritos são substituídos por outros, a dinâmica histórica começa a mudar.

No livro, que recebeu o Prémio José Craveirinha – 2005, João Paulo Borges Coelho apresenta um retrato literário e cultural das relações entre história e ficção, numa sociedade em busca de sua própria identidade.

Um comunicado da editora brasileira Kapulana refere que o livro está disponível em formatos físico e electrónico (e-Book), nesta última versão como medida de prevenção da pandemia do novo coronavírus, e não só.

Ainda no reforço destas medidas de prevenção, a editora refere que as suas equipas estão a trabalhar, temporariamente, a partir das suas casas, mas continuam disponíveis para os seus utentes através de redes sociais e por email.

Para tal, foi criado um canal de comunicação para permitir que os escritores, ilustradores e outros colaboradores estejam em permanente contacto com os leitores, para entrevistas, leituras de livros e bate-papo.

O livro “Crónica da Rua 513.2” é o segundo do escritor João Paulo Borges Coelho a ser publicado no Brasil pela série “Vozes da África”. O primeiro foi o romance “As visitas do Dr. Valdez”, igualmente Prémio José Craveirinha, edição de 2006.

A série “Vozes da África” é composta por obras de ficção em prosa e poesia, dedicadas a crianças e a adultos. A iniciativa é fruto de um projecto da Editora Kapulana para divulgar a literatura africana no Brasil. Com esse propósito, a editora brasileira coordena, desde 2015, a publicação de livros de origem africana.

No Brasil, o livro “Crónica da Rua 513.2” leva o prefácio do Professor Nazir A. Can, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e capa de autoria de Mariana Fujisawa, com participação de Daniela Miwa Taira.

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MORREU na madrugada de hoje em Paris, na França, aos 86 anos de idade, o saxofonista camaronês Manu Dibango, vítima do covid-19.

Emmanuel N’Joké Dibango, seu nome de registo, foi hospitalizado, no dia 18 de Março, na França, depois de ter sido infectado pelo vírus, onde viria a perder a vida durante a madrugada de ontem, disse Thierry Durepaire, representante do artista em declarações a AFP.

Afirmou de acordo com a família do malogrado o funeral será numa cerimónia em privado e a sua homenagem será feita o mais breve possível.

Compositor de “Soul Makossa”, música que se popularizou na década de 1970, incluindo no país, Manu Dibango é o primeiro artista famoso que perde a vida vítima desta pandemia.

O Saxofonista actuou em várias palcos do mundo e em Moçambique, onde esteve por diversas vezes, a última das quais a convite do saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, actuando em concertos, masterclass e workshops na capital do país.

Em 2018 Moreira Chonguiça e Manu Dibango lançaram um álbum conjunto, intitulado  “M & M”, que chegou a ser nomeado para o South African Music Award (SAMA), na categoria de “Best African Artist Album”.

Nascido em Douala, Camarões, Manu Dibango foi membro do grupo de rumba congolês African Jazz e colaborou com muitos outros músicos, entre os quais Fania All Stars, Fela Kuti, Herbie Hancock, Bill Laswell, Bernie Worrell, Ladysmith Black Mambazo, Don Cherry e Sly e Robbie.

Manu Dibango influenciou várias músicas e artistas no mundo, incluindo “I wanna be startin ‘somethin", de Michael Jackson. Posteriormente, Manu Dibango acusou Michael Jackson de plágio no álbum “Thriller”. Os dois artistas chegaram a um acordo financeiro.

Em 2004, Manu Dibango foi nomeado artista pela paz pela  Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO).

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