Director: Lázaro Manhiça

O SECTOR da agricultura no distrito de Pandaprevê fraca produção da castanha de caju,como consequência da queda das chuvas durante o período de floração dos cajueiros.

Para o sector, a produção de castanha de cajunesta campanha será afectada, visto que esta cultura não necessita de chuva, principalmente no momentoem que os cajueiros começam a florir.

A preparar a campanha, foram pulverizados mais de 73 mil cajueiros,para uma produção prevista de cerca de 2500toneladasda castanha de caju.

Apesar deste esforço, segundo odirector dos Serviços Distritais das Actividades Económicas(SDAE)em Panda, Gomes Raul,o distrito poderá não atingir aquela meta de produção.

Das cerca de 2500toneladas esperadas, as autoridades de agricultura dizem que a produção poderá baixar para 2000toneladas.

Entretanto, segundo Raul, o sector prevêque as perdas sejam recuperadas na segunda campanha,que inicia em Fevereiro próximo. Neste momento,os cajueiros estão a registar a segunda floração, o que relança a esperança para os produtores desta cultura de rendimento.

Em relação ao processo de multiplicação de mudas, o distrito conta com um viveiro local que tem a capacidade de produzir 20 mil plantas por cada campanha. Neste momentoestá a fazer-se o replantio,  uma vez que houve dificuldades na alocação atempada da semente.

Panda comercializou na campanha anterior mais de 3000toneladas de castanha de caju e arrecadou pouco mais de 150 milhões de meticais.

O distrito conta com cinco potenciais compradores dacastanha que a colocam depois no mercado nacional e internacional.

Para além destes, Panda contaainda com cerca de 50 intermediários que ajudam na dinamização da comercialização desta cultura.

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MAIS de quinhentos hectares de culturas diversas, entre cereais, tubérculos e hortícolas, são considerados perdidos na presente época agrícola 2020/21 nos distritos de Chibuto, Guijá e Chókwè, em Gaza, em consequência das inundações provocadas pelo transbordo do rio Limpopo e pelas chuvas intensas que assolaram a província nas últimas semanas.

O balanço preliminar das autoridades da província indica também que nos distritos de Chibuto e Chókwè, quatro pessoas perderam a vida, duas das quais crianças de cinco anos de idade e dois adultos. Registou-se ainda, nos três distritos, muitas infra-estruturas públicas e privadas destruídas, centenas de casas inundadas e algumas danificadas; uma dezena de estabelecimentos escolares inundados, assim como dezenas de estradas intransitáveis e material de produção agrícola, com destaque para mais de 15 motobombas perdidas. 

No distrito de Chókwè, o mais afectado pelas enxurradas, as autoridades locais estimam a inundação de 3465 hectares de campos agrícolas, com prejuízos significantes sobre as plantações de milho, arroz, hortícolas e de feijão, numa área de 414 hectares. Os danos nesse distrito, incluem também o alagamento de 884 residências e quase uma dezena de infra-estruturas públicas, afectando 4014 pessoas.

O vizinho distrito de Guijá somou 468 hectares com culturas diversas inundadas, dos quais 71 são dados como perdidos, afectando a 487 famílias. Neste distrito, muitas vias de acesso ficaram intransitáveis, provocando enormes constrangimentos na circulação de pessoas e de viaturas, sobretudo as vias que dão acesso ao interior do distrito, como é o caso da estrada principal para o posto administrativo de Nalazi que ficou cortada, deixando aquela parcela sem ligação rodoviária com a sede distrital.

Por sua vez, no Chibuto com um total de 2170 hectares inundados, o executivo local anunciou que vai perder cerca de seis por cento da sua produção agrícola prevista para presente época, com a destruição dos seus pontos estratégicos de produção, nomeadamente Chaimite, com 944 hectares inundados, seguido do posto administrativo-sede com 724 e Malehice com 421 hectares, levando 2212 produtores ao desespero.

As chuvas causaram, ainda, destruição de estradas urbanas, dificultando a circulação de viaturas e peões em diferentes bairros da cidade de Chibuto. O “Notícias” apurou no local que decorrem trabalhos de tapamento de ravinas, abertura de poços de retenção e drenagem das águas fluviais, acções levadas a cabo pelo Conselho municipal. 

Nesses pontos, os produtores garantiram à governadora Margarida Mapandzene Chongo, que semana passada efectuou uma visita aos locais afectados, no quadro da monitoria da época chuvosa, que apesar das perdas a moral ainda continua em alta. Porém, pediram mais ajuda em insumos e meios para a preparação da terra.

No terreno, Margarida Mapandzene Chongo acompanhou atentamente às preocupações da população, referindo que com a regularidade da chuva que cai na província, o foco é o apoio aos camponeses com a disponibilização das sementes de milho, feijão e hortícolas.

O executivo está também preocupado com o reassentamento das famílias afectadas pelas inundações em Chókwè e pela erosão no distrito de Chibuto, um processo que, como a governante disse, é bastante complexo e que requer muita atenção e responsabilidade.

“Muitas famílias que foram atribuídas espaços em zonas seguras nos anos anteriores, voltaram a estabelecer-se nas suas antigas áreas alegadamente em busca de alimento ou de outras condições de sobrevivência”, disse Mapandzene, acrescentando que, “temos que constantemente estar a resolver os mesmos problemas. Vamos continuar a trabalhar em conjunto para encontramos soluções para esta situação” referiu a governante.

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ESTÃO todos incrédulos, mas o sonho de um dia ter casa própria melhorada está concretizado. Depois de anos e anos de sofrimento e pobreza aguda, 74 famílias da localidade de Olinda, distrito de Inhassunge, Sul da Zambézia, já têm habitações condignas, construídas no quadro da responsabilidade social da empresa Africa Great Wall Mining Devolpment Companhay Lda que está a explorar areias pesadas na região.

Olinda é uma localidade remota de Inhassunge, onde a pobreza tem a face mais dura e a população não tinha esperança.

Ao receberem há dias as suas casas de tipo III, os beneficiários não conseguiram esconder a alegria. Háquem chorou de emoção.

Abordados pela nossa Reportagem após a recepção das chaves, todos afirmaram que,com recursos próprios,ter uma casa melhorada era uma miragem.

Para eles, sozinhos não seria possível ver concretizado o sonho de ter uma casa condigaprópria e 50 mil meticais para adquirir mobiliário.

É o caso da jovem Faira Nordino, de 21 anos, casadae mãe de dois filhos. Vivia no bairro Negro em Olinda,numa cabana onde era possível ver tudo o que estava dentro dela. Segundo ela, quando se falava de reassentamento para dar lugar àexploração mineira,nunca acreditou nas promessas nem do Governo,muito menos da empresa. “Pensavaque estavam a nos enganar. Que apenas queriama nossa riqueza e depois nos abandonariam”, disse Faira Nordino, que se mostra agora muito satisfeita,porque a empresa chinesa cumpriu a promessa.

A jovem mãe confirma ter recebido 50 mil meticais para comprar mobiliário e outras coisas de interesse. Afirmou que a decisão de compra está com o seu marido, que tem dese deslocar a Quelimane para fazê-lo.

“A nossa vida vai melhorar; agora temos uma casa de alvenaria e dinheiro para comprar cama, colchão e televisor”, afirmou emocionada.

Outra beneficiária, Albertina Vicente, 20 anos, disse quecasa era um dos maiores problemas que tinha. Vivia numa palhota vulnerável a ventos e chuvas. Mãede duas crianças, Albertina Vicente afirmou que nunca se imaginou dona de uma casa como a que recebeu.Acredita que Deus ouviu as preces da população porque ninguém acreditavaque os chineses construiriam as casas.

“O meu marido não tem emprego. Vive do que apanha. Às vezes vai à pesca”, disse, adiantando que com os 50 mil meticais recebidos, para além de comprar cama e colchão, “vamos iniciar um negócio para termos renda”.

O régulo de Olinda,  Juma Aquibo, disse que a comunidade já está em paz com a empresa,depois de fortes divergências no início da actividade de exploração das areias pesadas.

Explicou que, devido às experiências de reassentamento mal sucedidasem algumas províncias, a população insurgiu-se várias vezes contra a empresa. Mas quando o projecto de construção de casas foi ganhando forma as coisas mudaram. “Foi necessário primeiro ver as casas para acreditar”, disse Juma Aquibo,que também agradeceu o facto de os beneficiários terem recebido dinheiro que podem multiplicar ou adquirir os bens de que necessitam.

Na localidade de Olinda vivem14 mil pessoas. As primeiras 20casas foram entregues em finais do ano passado. Na última sexta-feira foi a vez de 54. A empresa chinesa investiu mais de 95 milhões de meticais para construir e alocar recursos para mobiliário. Leia mais

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A COMISSÃO Técnica do Triângulo de Comércio e de Negócios entre Moçambique, Malawi e Zâmbia reuniu-se em finais de Dezembro último, na cidade de Tete, com o objectivo de reactivar a conectividade comercial entre os três países.

No encontro foram apreciados os projectos de conectividade comercial, fronteiras com paragem única, fábricas de oleaginosas, cimento e fertilizantes, com fortes ambições de investimento dos agentes económicos estabelecidos nos três países, no âmbito da promoção e aprofundamento das relações de cooperação económica e de amizade, mutuamente vantajosas para os três Estados vizinhos.

Entrevistado há dias pelo “Notícias” sobre o encontro, Virgílio Ferrão, presidente do Fórum do Sector Privado no Triângulo de Desenvolvimento, disse que no mesmo foram igualmente analisados os instrumentos governativos da organização,a serem submetidos aos governos dos três países.

“Estamos perante uma diplomacia económica forte e proactiva, com o envolvimento do sector privado, com vista à identificação e aproveitamento de oportunidades de negócio, cooperação e parcerias multiformes existentes nas diferentes regiões dos três estados”,disse Virgílio Ferrão.

Segundo Ferrão, a Autoridade Tributária do Malawi explicou, na reunião, que o projecto de construção da fronteira com paragem única nos postos de travessia de Zóbwè/Mwanza, Calomue/Dedza e Mandimba/Chiponde,através das províncias de Tete e Niassa, encontra-se num processo bastante avançado, o mesmo acontecendo nas correspondentes do moçambicano- Zóbuè, Calomue (ambos na província de Tete) e Mandimba (Niassa), respectivamente.

“Depois dos encontros,para acertos finais,previstos para o presente ano, serão lançados novos instrumentos,a destacar, o acordo trilateral, a assinarpelos trêsEstados ainda neste semestre, peça fundamental para a agilização dos projectos em carteira dos investidores dos três países”,anunciou Ferrão.

O presidente do Fórum do Sector Privado no Triângulo de Desenvolvimento revelou aindaque serão incrementadas medidas com vista a promover o comércio inter-regional e o reforço da paz e segurança regional, ao mesmo tempo que são criadas as condições básicas para a divulgação das potencialidades económicas existentes no nosso país, bem como as oportunidades de investimentos,no âmbito daagenda nacional de facilitação doinvestimento directoestrangeiro, impulsionando novas parcerias entre o empresariado nacional e estrangeiro.

Os encontros servirão também para consolidar e identificar parcerias para investimentos, bem como reforçar as relações com os aliados de desenvolvimento, com vista a tornar o país mais atractivo ao investimento estrangeiro, através da simplificação de procedimentos para a melhoria do ambiente de negócios, bem como das infra-estruturas.

“Vamos, nos três Estados-membros do triângulo de desenvolvimento, encontrar fórmulas para simplificar os procedimentos, por forma a tornar o ambiente de negócios aliciante e mais atractivo”, promete Virgílio Ferrão.  

“Este intercâmbio de negócio é um dos marcos para a integração regional, no quadro da SADC(Comunidade de Desenvolvimento da África Austral)”,disse  Ferrão.

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FATALIDADES decorrentes do garimpo ilegal na área mineira concessionada à Montepuez Ruby Mining (MRM), no posto administrativo de Namanhumbir, distrito de Montepuez, continuam. No ano passado morreram 25 pessoas, na sua maioria jovens. Apesar destas tragédias, as invasões da zona não cessam.

As últimas informações provenientes de Namanhumbir indicam que garimpeiros ilegais provenientes de vários pontos país e não só continuam a chegar em massa às aldeias de Nanhupo, Nseue e Namanhumbir, à procura de rubis, sob olhar tolerante das autoridades que deviam combater o fenómeno.

As mesmas informações dão conta que chove muito na região, o que cria a apetência dos garimpeiros de invadir a área concessionada à MRM, alegadamente porque se lhes torna mais fácil cavar em busca dos rubis.

Mas, devido às chuvas, facilmente as covas ficam bloqueadas com camadas de solos, tornando assim um perigo para a vida dos garimpeiros no subsolo.

Há dias, a MRM disse,em comunicado de imprensa, que um garimpeiro proveniente de Mogovalas, província de Nampula, morreu soterrado em Namanhumbir. O texto diz ainda que o incidente foi de imediato comunicado à Polícia local e ao pessoal médico, para uma investigação mais aprofundada.

Segundo a MRM, as fatalidades envolvendo mineiros ilegais na sua concessão são uma grande preocupação para a empresa e para as comunidades locais, cujas aldeias se encontram sob pressão devido ao afluxo de mineiros ilegais de cidades distantes, províncias vizinhas e outros países.

 “As práticas inseguras dos mineiros ilegais, que são normalmente supervisionados ou coagidos por sindicatos de contrabando ilegal de pedras preciosas, financiados por comerciantes estrangeiros que operam na região, continuam a resultar na perda desnecessária de vidas humanas na região”,lê-se no comunicado.

No mesmo documento, a MRM diz que está desenvolver acçõescontínuasde comunicação para alertarpara os perigos da exploração mineira ilegal e insta os indivíduos a não se envolverem emtais actividades. A campanha de sensibilização dirige-se também às comunidades circunvizinhas, onde os mineiros ilegais temporariamente se abrigam.

Aspedras preciosas extraídas ilegalmente em Namanhumbir são vendidas na cidade de Montepuez, onde estão instalados compradores, na sua maioria tailandeses, que as exportam ilegalmente, sem pagar impostos ao Estado.

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