Director: Júlio Manjate

O Município de Chimoio, em Manica, prevê criar no segundo semestre deste ano uma empresa municipal de construções, destinada a executar obras projectadas pela edilidade nos domínios das vias de acesso, pontes, fontes de água e edifícios de diversa utilidade.

A iniciativa visa poupar custos, garantir celeridade das obras, promover a urbanização e o rápido crescimento da cidade.

A revelação foi feita ao “Notícias” pelo edil local, João Ferreira, o qual afirmou que, com esta empresa, a edilidade vai prescindir da contratação de empreiteiros, além de garantir a qualidade necessária aos empreendimentos municipais e evitar casos de corrupção e o abandono de obras, que era frequente naquela autarquia.

Com efeito, João Ferreira disse prever a chegada à cidade do equipamento apropriado e de última geração, importado da China, para capacitar a referida empresa, que também vai integrar técnicos qualificados, que para tanto serão recrutados e treinados dentro deste semestre.

Dos equipamentos a serem importados, Ferreira destacou uma central de betão, dois camiões misturadores de betão, uma máquina de fabrico de pavés, uma central de asfalto, um camião pulverizador do asfalto, uma pá escavadora, três cilindros compactadores e uma retroescavadora.

Também constam do lote dos equipamentos da primeira empresa municipal a ser constituída no país, uma pá carregadora, dois camiões equipados de artefactos para limpar e varrer areias nas estradas, um camião plataforma, normal e outro para transporte de máquinas, para além de uma máquina para a abertura de furos de abastecimento de água.

A iniciativa tem suporte financeiro do Governo, através do Fundo de Desenvolvimento Autárquico e conta com o apoio monetário do projecto PRODIA, suportado financeiramente pelo Governo do Reino dos Países Baixos, que está a patrocinar a construção de infra-estruturas e garantir apoio institucional às autarquias no país.

Com efeito, o governo moçambicano desembolsou mais de 66 milhões de meticais, enquanto o Reino dos Países Baixos comparticipou com 800 mil dólares norte-americanos, o correspondente a aproximadamente 50 milhões de meticais.

VICTOR MACHIRICA

Comments

A INSTALAÇÃO de uma central fotovoltaica com a capacidade para gerar 200kW de energia eléctrica, a construção de um pequeno sistema de abastecimento de água potável, bem como a manutenção da estrada para viabilizar o tráfego rodoviário entre a localidade de Unango e a sede do posto administrativo de Matchedje, distrito de Sanga, renovam as esperanças de melhores dias para a população residente naquela parcela do Niassa, com potencial para o desenvolvimento do turismo e agro-processamento.

A nossa Reportagem apurou que a central fotovoltaica em processo de implantação desde o último trimestre do ano passado, com fundos do Governo, terá a capacidade de fornecer energia eléctrica a todas infra-estruturas habitacionais e de diferentes actividades económicas existentes na vila-sede do posto administrativo de Matchedje.

Daimone Hassane, chefe do posto, acrescentou que neste momento decorre a obra de construção do edifício onde será instalado o equipamento da central fotovoltaica que vai receber a corrente eléctrica transformada a partir de raios solares produzidos a partir de 920 painéis. A implantação dos painéis solares está dependente da conclusão das obras da central, neste momento na fase final.

Em funcionamento, a central fotovoltaica vai fornecer energia eléctrica à vila de Matchedje e vizinha localidade de Khenda, distrito de Songuea, na Tanzania, que dista, por estrada, cerca de cinco quilómetros.

Daimone Hassane mostra-se optimista que, com a entrada em funcionamento da nova central,  fica removido o obstáculo ao desenvolvimento da actividade do turismo, que tem potencial para gerar postos de emprego, fundamentais para promover melhorias na qualidade de vida da população.

As instâncias turísticas existentes em Matchedje funcionam a meio gás, devido a escassez de energia eléctrica fiável.

“Os turistas que demandam a vila de Matchedje querem aprofundar o conhecimento sobre o processo da luta armada de libertação nacional conduzida pela Frente de Libertação de Moçambique, mas temos outros que querem simplesmente conhecer o nosso país e a vizinha República da Tanzania. Se tivéssemos aqui mais instâncias turísticas em pleno funcionamento, tenho a certeza que os ganhos seriam maiores”, vaticinou o dirigente, acrescentando que a energia eléctrica fiável é fundamental para dinamizar o desenvolvimento socioeconómico.

Entretanto, decorrem a bom ritmo as obras de construção do novo sistema de abastecimento de água potável em Matchedje, sendo que a fase final em curso contempla a edificação da torre para sustentar os depósitos para a reserva da água. A população de Matchedje terá acesso à água potável a partir de 13 fontanários, mas o projecto contempla ligações domiciliárias, segundo dados em nosso poder.

 A estrada que liga Unango à vila-sede do posto administrativo de Matchedje, com a extensão estimada em 185 quilómetros, beneficia neste momento de obras de manutenção localizadas e as mesmas consistem na abertura de novas valas e limpeza das existentes para drenagem das águas pluviais.

Além das visitas ao local histórico de Matchedje, os turistas escalam igualmente algumas coutadas existentes em Sanga, as quais contam com uma parcela que integra a área de conservação da Reserva Nacional do Niassa com abundância de animais de espécies raras e protegidas por lei, nomeadamente elefantes, mabecos, búfalos, leões, leopardos, entre outros.

(Carlos Tembe)

Comments

Três cidadãos foram linchados pela população esta segunda-feira nos bairros Mateus Sansão Mutemba e Chingodzi, na cidade de Tete, capital da província homónima.
As vítimas são acusadas de serem malfeitores que assaltavam residências e cidadãos indefesos naquela urbe.
Um dos suspeitos foi linchado em plena luz do dia, quando foi surpreendido com mais de 300 metros de cabos eléctricos que, alegadamente, acabava de sabotar nas diferentes linhas de transporte de corrente eléctrica, aproveitando-se da escuridão, durante a noite.
Os restantes foram linchados no bairro Chingodzi e os corpos carbonizados terão sido descobertos, ontem, por populares que têm machambas nas proximidades do rio Revúbuè. Curiosos foram ao local, mas sem conseguir identificar as pessoas que perderam a vida por linchamento, devido à severidade das queimaduras.
“Não levamos para a esquadra da PRM porque os ladrões não ficam nas celas. Você queixoso é que sofre, porque os ladrões voltam e fazem ameaças. Por isso, a população prefere queimar para diminuir o número de ladrões”, disse um cidadão.
“Antes de ser morto, o cidadão linchado confessou que corta os cabos não só para vender, mas também para que à noite a zona esteja escura para facilitar os assaltos. Esse indivíduo é assassino. Por isso, a solução que os residentes encontraram foi de lhe eliminar fisicamente”, afirmou outra testemunha.
Questionada sobre o assunto, a chefe das relações públicas da Polícia da República de Moçambique em Tete, Deolinda Matsinhe, disse que as autoridades condenam os cidadãos que decidem fazer justiça pelas próprias mãos, pois existem instituições competentes para julgar esses casos.
“Reconhecemos que, de facto, não se pode sabotar um bem público, como a energia eléctrica, mas também condenamos a atitude dos populares”, disse.
Vincou que nenhum cidadão tem o direito de tirar a vida de outrém. “É crime punível nos termos da lei. Esta é a razão pela qual vamos trabalhar para identificar os autores deste crime macabro para a sua responsabilização”.
Segundo Deolinda Matsinhe, este é o primeiro episódio em que são linchadas três pessoas no mesmo dia. Por isso, as autoridades manifestam a sua preocupação com o recrudescimento da violência.

(Notícias/AIM)

Comments

Duas pessoas morreram e 21 contraíram ferimentos nos últimos 13 meses, na sequência do conflito Homem-fauna bravia no distrito de Mossurize, sul da província de Manica.

Entre aos animais selvagens mais problemáticos figuram crocodilos, elefantes, leões, serpentes e búfalos, que amiúde   se envolvem em conflitos com o Homem, segundo indicou o administrador distrital, Fernando Simões.

A fonte explicou que os búfalos, em Mossurize, chegam a introduzir-se nas  manadas de bovinos, de onde atacam os criadores. Outros búfalos surpreendem as vítimas nas machambas.

Por exemplo, Vailete Muxanga contraiu ferimentos graves quando um búfalo a surpreendeu na sua machamba, na região de Chicuecuete, a mais povoada por búfalos no distrito.

Ela contou que o aninal surgiu de repente no seu campo de milho, quando se encontrava inclinada a sachar e lhe desferiu várias cornadas na face e no abdómen. Quando a vítima tentou fugir, caiu numa vala, mas o búfalo a perseguiu e continuou a desferir  coçadas na face e noutras partes do corpo, tendo na sequência disso fracturado a coxa e o antebraço.

A vítima encontra-se neste momento internada na enfermaria de cirurgia do hospital distrital de Mossurize, onde, igualmente, está em tratamento a idosa Bete Muxunga, que também contraiu ferimentos graves na mão esquerda na sequência de uma picada  de cobra.

Bete explicou que após ter sido picada pelo réptil, capturou-o e matou-o de seguida, mas a ferida viria a infectar-se por ela não ter se dirigido imediatamente à unidade sanitária, segundo confirmou fonte médica.

Além do conflito Homem-animal, o administrador de  Mossurize refere que em Chicuecuete, no posto administrativo de Chiurairue, leões estão a dizimar bovinos de criadores locais.

Maior parte do conflito Homem-animal regista-se em Chiurairue, com 12 casos, seguido de Dacata, com seis.

No informe apresentado à governadora de Manica, que ontem terminou a sua visita ao  distrito de Mossurize, diz-se ter sido abatido um elefante, após este ter morto uma pessoa,  semana passada, ainda em Chiurairue.

Em Mossurize os animais selvagens, sobretudo os herbívoros, também devastam culturas agrícolas, agravando os focos de insegurança alimentar que são reportados no distrito.

Comments

Mais de vinte e oito mil pessoas estão desprovidas de assistência sanitária no posto administrativo de Chitunda, distrito de Muidumbe, em Cabo Delgado, devido à acção dos insurgentes que destruíram duas unidades sanitárias naquela região, noticiou a RM.

O sector de Saúde, Mulher e Acção Social afirma estar a enfrentar dificuldades de como colocar profissionais e medicamentos, uma vez que os dois centros de saúde que garantiam o provimento de cuidados médicos foram vandalizados.

O director daqueles serviços em Muidumbe, Ismael Manhiça, explicou que tentaram criar brigadas que, duas ou três vezes por semana, iriam trabalhar nas comunidades afectadas, mas devido à deterioração das condições de segurança a medida foi interrompida.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction