Director: Lázaro Manhiça

Mais de um terço das localidades do Centro do país é vulnerável a inundações, segundo um novo estudo da Organização Internacional das Migrações (OIM) sobre os riscos de Moçambique face a desastres naturais, consultado ontem pela Lusa.

"A análise mostra que a população de 38% das localidades sob risco é ameaçada por inundações", que em Março de 2019 provocaram muitas das cerca de 600 mortes durante a passagem do ciclone Idai.

O estudo abrangeu 498 localidades das províncias de Tete, Manica, Zambézia e Sofala, a maior parte das quais afectadas pelo Idai, e conclui que 191 são vulneráveis a inundações.

Só três distritos do Centro  ficaram de fora deste estudo, nomeadamente, Gorongosa, Gondola e Marínguè, correspondentes a uma zona afectada por violência armada.

Um total de 71% das povoações é ainda vulnerável ao vento e chuva forte e cerca de metade enfrenta dificuldades de acesso, com vias danificadas.

O estudo publicado este mês baseia-se em entrevistas realizadas em Novembro de 2019, durante as quais ficou patente que 70% das localidades tem planos de evacuação em caso de desastre natural e 82% dispõe de edifícios públicos que podem servir de abrigo em caso de emergência.

"Foi indicado que há 2394 edifícios públicos que podem servir de abrigo de emergência para 601224 pessoas", conclui o estudo.

A época das chuvas (de Outubro a Abril), em Moçambique, é invariavelmente marcada por intempéries que provocam vítimas e elevados prejuízos.

Na presente temporada, o número de mortos já vai a 31, anunciou na terça-feira o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

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