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Categoria: Província Em Foco
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Um morto, sete camiões e duas máquinas empilhadoras incendiadas e vários bens roubados é o saldo preliminar de um ataque protagonizado por homens armados a um estaleiro de um madeireiro de nacionalidade vietnamita, ocorrido na manhã de segunda-feira, na vila de Dombe, distrito de Sussundenga, província de Manica.

A vítima é o um vietnamita afecto ao estaleiro de madeiras, que sucumbiu a um golpe à facada desferido pelos atacantes, que portavam cinco armas de fogo de tipo AKM.

Testemunhas entrevistadas no local, disseram ao “Notícias” que os homens armados, num total de sete, irromperam aquelas instalações por volta das cinco horas e a sua primeira acção foi arrancar os telefones de todos os trabalhadores, provavelmente para evitar a comunicação.

De seguida, segundo Manuel Alberto Jone, um dos trabalhadores do estaleiro, os malfeitores exigiram dinheiro e produtos alimentares e, não tendo sido satisfeitas as suas exigências de dinheiro, arrastaram para as matas um guarda e o vietnamita, a quem pensavam ser dono e caixeiro do empreendimento.

Já nas matas, o guarda escapuliu-se e os bandidos ficaram com o vietnamita que, ao não indicar o lugar em que estaria guardado o dinheiro, esfaquearam-no na região de tórax e não resistiu ao golpe e morreu no local.

Informações apuradas em Dombe e confirmadas pelos guardas do estaleiro indicam que três dos integrantes do grupo armado estavam vestidos com uniforme verde, semelhante ao dos homens da Renamo, enquanto os restantes dois estavam à paisana.

Um dos guardas do empreendimento que testemunhou os factos cita os atacantes como tendo dito que o acto que cometiam constituia uma forma de reivindicar assistência que o líder da Renamo, Ussufo Momade, não está lhes a prestar, usufruindo sozinho das mordomias conferidas pelo seu novo cargo.

Disseram que o ataque faz parte das acções de sobrevivência dos homens armados que Momade relegou a viver eternamente nas matas e acrescentaram ser portadores da mensagem de muitos dos seus correligionários que estão desesperados, abandonados e a sofrer na selva.

A Polícia da República de Moçambique, através do chefe das Relações Públicas em Manica, Mário Arnaça, convocou ontem os jornalistas para se pronunciar sobre o ataque, caracterizando-o como “vil e hediondo”.

Disse que a corporação accionou todas as suas linhas operativas no sentido de identificar, neutralizar e responsabilizar os autores do ataque, tendo acrescentado tratar-se de homens que adoram a violência, odeiam a paz e estão contra a tranquilidade e desenvolvimento económico e social dos moçambicanos.

O primeiro Secretário da Frelimo em Manica, TomásChithlango, condenou a violência e disse ser inexplicável como a Renamo pode destruir uma empresa, destruir bens e matar um estrangeiro, quando ele não tem nada a ver com os problemas políticos do nosso país.