Director: Lázaro Manhiça

Deficientes visuais da província do Niassa clamam pela sua inclusão no acesso ao ensino, meios de locomoção, material de construção de infra-estruturas de habitação e financiamento pelo Governo, incluindo seus parceiros, para o desenvolvimento de pequenos projectos de geração de renda, com vista a aliviar a sua vulnerabilidade.

Num encontro promovido na última quinta-feira, na cidade de Lichinga, pela governadora do Niassa, Judite Massengele, com a delegação provincial da Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO), os membros da agremiação solicitaram apoios, sobretudo em máscaras e produtos de higiene, com vista a cumprirem com os procedimentos relacionados com a higienização das mãos, e não só, alegadamente porque não reúnem recursos financeiros para a sua aquisição.

Os presentes queixaram-se de sofrer de discriminação no seio das respectivas famílias e comunidades, que se consubstancia na limitação do acesso ao ensino formal, apoios em alimentos e vestuário canalizados por pessoas de boa vontade e organismos que cooperam com o governo.

Jaime Macuácua, deficiente visual, explicou que dentro da sua organização  há trabalhos visando eliminar focos de mendicidade, mas devido à falta de recursos financeiros essas iniciativas não avançam, propondo, por isso, a criação de condições mínimas por parte do governo visando devolver a dignidade à pessoa deficiente.

Segundo ele, a cegueira é uma deficiência que coloca a pessoa numa situação de dependência e, para além da família, só o governo pode ajudar na sua minimização, através da integração social.

“Enfrentamos dificuldades de acesso à alimentação e alojamento, e isso empurra os cegos para os passeios das estradas e portas de estabelecimentos comerciais para mendigar apoios de vária ordem para assegurar a nossa sobrevivência que dificilmente nos são canalizados, porque as carências no seio das famílias são de certa forma generalizadas”-disse Mussa Bonomar, outro deficiente visual presente no encontro.

Judite Massengele disse que algumas preocupações levantadas no encontro são legítimas, prometendo trabalhar com outras forças vivas da sociedade para mobilizar apoios, prioritariamente máscaras e produtos de higiene para distribuição aos cerca de 500 membros da ACAMO no Niassa.

(Inocêncio Mazula)

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