O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou ontem a disponibilidade da Unidade de Contraterrorismo da ONU, para ajudar Moçambique a combater grupos armados, que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado.

“Tive a ocasião de manifestar ao Governo de Moçambique a total disponibilidade da nossa Unidade de Contraterrorismo e Prevenção do Terrorismo Violento para colaborar” com as autoridades moçambicanas, disse António Guterres.

O secretário-geral da ONU falava momentos após ter sido recebido pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, no âmbito da visita oficial de três dias que ontem iniciou a Moçambique.

Para Guterres, a colaboração pode incidir na sensibilização das camadas mais jovens, evitando que se juntem aos grupos, que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado, desde Outubro de 2017.

O objectivo é criar condições, para que “as camadas mais jovens tenham uma acção positiva no combate ao extremismo e a radicalização, evitando que sejam vítimas deste mesmo extremismo e desta mesma radicalização”, declarou.

A província de Cabo Delgado, palco de uma intensa actividade de multinacionais petrolíferas, que se preparam para extrair gás natural, tem sido alvo de ataques de homens armados desde Outubro de 2017, que causaram a morte de mais de 200 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança.

Além do apoio no combate aos ataques em Cabo Delgado, Guterres manifestou a abertura das Nações Unidas, para ajudar o país nas negociações entre o Governo moçambicano e a Renamo, que estiveram em conflito militar pouco depois das últimas eleições gerais de 2014.

“Sem paz é sempre difícil o desenvolvimento”, frisou Guterres, destacando o papel do actual embaixador da Suíça e presidente do grupo de contacto nas negociações, Mirko Manzoni, que passará a ser enviado pessoal de Guterres para Moçambique nas negociações, depois de terminar a sua missão na embaixada suíça.

O Governo moçambicano e a Renamo esperam assinar um acordo até a primeira semana de Agosto, antes das eleições gerais de 15 de Outubro em Moçambique.

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