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Director: Lázaro Manhiça

A CHUVA que tem vindo a cair nos últimos dias poderá comprometer as projecções feitas pelo Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), que previa, no distrito de Mandlakazi, controlar a comercialização  de cerca de seis mil toneladas da castanha de caju e 16.500 em toda a província de Gaza na campanha 2020/21.

De acordo com Florêncio Cote, fiscal do IAM afecto em Mandlakazi, a primeira quinzena de Janeiro e de comercialização da castanha de caju naquele distrito foi caracterizada por uma grande oferta em quase todos os postos administrativos, o que culminou com a colecta de cerca de 500 toneladas, durante aquele período.

Cote disse que face à precipitação que se tem registado houve um ligeiro abrandamento dos níveis de compra da castanha de caju, o que, segundo afirmou, traduz uma desproporcionalidade em relação à oferta existente localmente.

O nosso interlocutor descreveu que o aparente recuo dos compradores tem a ver com o facto de a castanha ter tendência de aumentar os níveis de humidade, fora dos 12 a 12,5 por cento, tidos como normais, aumentando temporariamente o seu peso. 

“Da avaliação primária feita, antes da chuva registada nas últimas duas semanas, constatou-se que a castanha apresentava-se com uma qualidade aceitável, neste caso com um nível de 46.7 libras, cenário que poderá se inverter caso a situação climatérica não volte à normalidade”, revelou.

A fonte acrescentou que o maior risco, na eventualidade de a chuva continuar a cair, é baixar a qualidade da castanha para níveis críticos, 42,0 libras, o que pode prejudicar sobremaneira os produtores e comerciantes.

Entretanto, Absalão Come, um dos potenciais compradores da castanha de caju, enalteceu a organização e harmonia existente entre os compradores iniciais e intermediários, mostrando-se confiante em relação a uma boa campanha. 

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A ADMINISTRAÇÃO Nacional de Estradas (ANE), delegação de Cabo Delgado, está a levar a cabo uma campanha de proibição de construção de infra-estruturas nas bermas das estradas nacionais e não só. São visadas as edificações feitas sem a observância mínima de distanciamento das rodovias, exigido por lei.

Para o efeito, a ANE iniciou já em Cabo Delgado a colocação de placas de proibição ao longo da Estrada Nacional númeroUm, num esforço que visa sensibilizar a sociedade para se abster de construir infra-estruturas privadas e não só a escassos metros das estradas sob gestão desta entidade estatal.

De acordo com o delegado da ANE em Cabo Delgado, Robat Jane, para além de colocação de placas, a outra estratégia da campanha é a promoção de debates radiofónicos e palestras junto às comunidades que vivem ao longo das estradas, principalmente as mais movimentadas.

“Primeiro, dissemos que construir casas e outras infra-estruturas nas bermas da estrada é um risco de vida, porque vários acidentes que acontecem nas nossas estradas ocorrem nas aglomerações populacionais, onde se nota movimentação de pessoas, havendocasos em que viaturas se despistam e derrubam residências matando seus ocupantes”, explicou Jane.

A fonte disse,por outro lado,que a construção de infra-estruturas nas bermas das estradas impede futuros projectos de ampliação de estradas, alegadamente porque constitui empecilho na viabilização de financiamentos para empreitadas das mesmas por encarecer seus custos.

“Quando se apresenta projectos de construção de estradas a potenciais financiadores, estes muitas vezes dizem que não podem porque há custos adicionais no meio dos projectos, pois é necessário indemnizar ou fazer compensações a proprietários das infra-estruturas. Penso que são coisas que podemos evitar”, disse Jane.

Jane referiu que é preciso fazer valer as leis existentes,“porque as leis que proíbem este fenómeno existem”, referiu a fonte.

Jane indicou que a lei prevê que para as auto-estradas a distância seja de 50 metros, 30 metros para estradas primárias e secundárias e 15 metros para as terciárias, “como vê, tudo está acautelado, por isso iniciámos a sensibilização de toda sociedade para o cumprimento destas normas”.

O delegado da ANE explicou nesta primeira fase que a instituição não está a usar a força, “estamos a sensibilizar e a notificar os infractores, mas, num futuro próximo, teremos que tirar as pessoas que possuem bens existentes nas bermas das estradas de forma compulsiva, portanto, não teremos outra alternativa caso as pessoas não acatem as mensagens de sensibilização que estamos a fazer”.

Para o efeito, o delegado da ANE deu a conhecer que a sua instituição está a envolver,na referida campanha, outras instituições,com destaque para as de administração da justiça. “Nós,como ANE,estamos simplesmente a dizer as pessoas para se retirarem das bermas das estradas, caso não se cumpra o que estamos a dizer as instituições da administração da justiça entrarão em cena”, avisou.

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O SECTOR da agricultura no distrito de Pandaprevê fraca produção da castanha de caju,como consequência da queda das chuvas durante o período de floração dos cajueiros.

Para o sector, a produção de castanha de cajunesta campanha será afectada, visto que esta cultura não necessita de chuva, principalmente no momentoem que os cajueiros começam a florir.

A preparar a campanha, foram pulverizados mais de 73 mil cajueiros,para uma produção prevista de cerca de 2500toneladasda castanha de caju.

Apesar deste esforço, segundo odirector dos Serviços Distritais das Actividades Económicas(SDAE)em Panda, Gomes Raul,o distrito poderá não atingir aquela meta de produção.

Das cerca de 2500toneladas esperadas, as autoridades de agricultura dizem que a produção poderá baixar para 2000toneladas.

Entretanto, segundo Raul, o sector prevêque as perdas sejam recuperadas na segunda campanha,que inicia em Fevereiro próximo. Neste momento,os cajueiros estão a registar a segunda floração, o que relança a esperança para os produtores desta cultura de rendimento.

Em relação ao processo de multiplicação de mudas, o distrito conta com um viveiro local que tem a capacidade de produzir 20 mil plantas por cada campanha. Neste momentoestá a fazer-se o replantio,  uma vez que houve dificuldades na alocação atempada da semente.

Panda comercializou na campanha anterior mais de 3000toneladas de castanha de caju e arrecadou pouco mais de 150 milhões de meticais.

O distrito conta com cinco potenciais compradores dacastanha que a colocam depois no mercado nacional e internacional.

Para além destes, Panda contaainda com cerca de 50 intermediários que ajudam na dinamização da comercialização desta cultura.

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MAIS de quinhentos hectares de culturas diversas, entre cereais, tubérculos e hortícolas, são considerados perdidos na presente época agrícola 2020/21 nos distritos de Chibuto, Guijá e Chókwè, em Gaza, em consequência das inundações provocadas pelo transbordo do rio Limpopo e pelas chuvas intensas que assolaram a província nas últimas semanas.

O balanço preliminar das autoridades da província indica também que nos distritos de Chibuto e Chókwè, quatro pessoas perderam a vida, duas das quais crianças de cinco anos de idade e dois adultos. Registou-se ainda, nos três distritos, muitas infra-estruturas públicas e privadas destruídas, centenas de casas inundadas e algumas danificadas; uma dezena de estabelecimentos escolares inundados, assim como dezenas de estradas intransitáveis e material de produção agrícola, com destaque para mais de 15 motobombas perdidas. 

No distrito de Chókwè, o mais afectado pelas enxurradas, as autoridades locais estimam a inundação de 3465 hectares de campos agrícolas, com prejuízos significantes sobre as plantações de milho, arroz, hortícolas e de feijão, numa área de 414 hectares. Os danos nesse distrito, incluem também o alagamento de 884 residências e quase uma dezena de infra-estruturas públicas, afectando 4014 pessoas.

O vizinho distrito de Guijá somou 468 hectares com culturas diversas inundadas, dos quais 71 são dados como perdidos, afectando a 487 famílias. Neste distrito, muitas vias de acesso ficaram intransitáveis, provocando enormes constrangimentos na circulação de pessoas e de viaturas, sobretudo as vias que dão acesso ao interior do distrito, como é o caso da estrada principal para o posto administrativo de Nalazi que ficou cortada, deixando aquela parcela sem ligação rodoviária com a sede distrital.

Por sua vez, no Chibuto com um total de 2170 hectares inundados, o executivo local anunciou que vai perder cerca de seis por cento da sua produção agrícola prevista para presente época, com a destruição dos seus pontos estratégicos de produção, nomeadamente Chaimite, com 944 hectares inundados, seguido do posto administrativo-sede com 724 e Malehice com 421 hectares, levando 2212 produtores ao desespero.

As chuvas causaram, ainda, destruição de estradas urbanas, dificultando a circulação de viaturas e peões em diferentes bairros da cidade de Chibuto. O “Notícias” apurou no local que decorrem trabalhos de tapamento de ravinas, abertura de poços de retenção e drenagem das águas fluviais, acções levadas a cabo pelo Conselho municipal. 

Nesses pontos, os produtores garantiram à governadora Margarida Mapandzene Chongo, que semana passada efectuou uma visita aos locais afectados, no quadro da monitoria da época chuvosa, que apesar das perdas a moral ainda continua em alta. Porém, pediram mais ajuda em insumos e meios para a preparação da terra.

No terreno, Margarida Mapandzene Chongo acompanhou atentamente às preocupações da população, referindo que com a regularidade da chuva que cai na província, o foco é o apoio aos camponeses com a disponibilização das sementes de milho, feijão e hortícolas.

O executivo está também preocupado com o reassentamento das famílias afectadas pelas inundações em Chókwè e pela erosão no distrito de Chibuto, um processo que, como a governante disse, é bastante complexo e que requer muita atenção e responsabilidade.

“Muitas famílias que foram atribuídas espaços em zonas seguras nos anos anteriores, voltaram a estabelecer-se nas suas antigas áreas alegadamente em busca de alimento ou de outras condições de sobrevivência”, disse Mapandzene, acrescentando que, “temos que constantemente estar a resolver os mesmos problemas. Vamos continuar a trabalhar em conjunto para encontramos soluções para esta situação” referiu a governante.

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ESTÃO todos incrédulos, mas o sonho de um dia ter casa própria melhorada está concretizado. Depois de anos e anos de sofrimento e pobreza aguda, 74 famílias da localidade de Olinda, distrito de Inhassunge, Sul da Zambézia, já têm habitações condignas, construídas no quadro da responsabilidade social da empresa Africa Great Wall Mining Devolpment Companhay Lda que está a explorar areias pesadas na região.

Olinda é uma localidade remota de Inhassunge, onde a pobreza tem a face mais dura e a população não tinha esperança.

Ao receberem há dias as suas casas de tipo III, os beneficiários não conseguiram esconder a alegria. Háquem chorou de emoção.

Abordados pela nossa Reportagem após a recepção das chaves, todos afirmaram que,com recursos próprios,ter uma casa melhorada era uma miragem.

Para eles, sozinhos não seria possível ver concretizado o sonho de ter uma casa condigaprópria e 50 mil meticais para adquirir mobiliário.

É o caso da jovem Faira Nordino, de 21 anos, casadae mãe de dois filhos. Vivia no bairro Negro em Olinda,numa cabana onde era possível ver tudo o que estava dentro dela. Segundo ela, quando se falava de reassentamento para dar lugar àexploração mineira,nunca acreditou nas promessas nem do Governo,muito menos da empresa. “Pensavaque estavam a nos enganar. Que apenas queriama nossa riqueza e depois nos abandonariam”, disse Faira Nordino, que se mostra agora muito satisfeita,porque a empresa chinesa cumpriu a promessa.

A jovem mãe confirma ter recebido 50 mil meticais para comprar mobiliário e outras coisas de interesse. Afirmou que a decisão de compra está com o seu marido, que tem dese deslocar a Quelimane para fazê-lo.

“A nossa vida vai melhorar; agora temos uma casa de alvenaria e dinheiro para comprar cama, colchão e televisor”, afirmou emocionada.

Outra beneficiária, Albertina Vicente, 20 anos, disse quecasa era um dos maiores problemas que tinha. Vivia numa palhota vulnerável a ventos e chuvas. Mãede duas crianças, Albertina Vicente afirmou que nunca se imaginou dona de uma casa como a que recebeu.Acredita que Deus ouviu as preces da população porque ninguém acreditavaque os chineses construiriam as casas.

“O meu marido não tem emprego. Vive do que apanha. Às vezes vai à pesca”, disse, adiantando que com os 50 mil meticais recebidos, para além de comprar cama e colchão, “vamos iniciar um negócio para termos renda”.

O régulo de Olinda,  Juma Aquibo, disse que a comunidade já está em paz com a empresa,depois de fortes divergências no início da actividade de exploração das areias pesadas.

Explicou que, devido às experiências de reassentamento mal sucedidasem algumas províncias, a população insurgiu-se várias vezes contra a empresa. Mas quando o projecto de construção de casas foi ganhando forma as coisas mudaram. “Foi necessário primeiro ver as casas para acreditar”, disse Juma Aquibo,que também agradeceu o facto de os beneficiários terem recebido dinheiro que podem multiplicar ou adquirir os bens de que necessitam.

Na localidade de Olinda vivem14 mil pessoas. As primeiras 20casas foram entregues em finais do ano passado. Na última sexta-feira foi a vez de 54. A empresa chinesa investiu mais de 95 milhões de meticais para construir e alocar recursos para mobiliário. Leia mais

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

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