Director: Lázaro Manhiça

Dois antigos juízes serão alvos de processos criminais por alegadamente terem se envolvido em actos de corrupção que lesaram o Estado em mais de três milhões de meticais, durante o ano passado, na província de Inhambane. Trata-se de Fernando Tomo, antigo juiz do Tribunal Judicial do distrito de Massinga, expulso da Magistratura Judicial, em Maio de 2019, por pretensamente ter ordenado a emissão de cheques destinados à devolução de valores, respeitantes à caução depositada por alguns réus, à favor de terceiros e depois apoderava-se dos referidos valores. O esquema, que se acredita ter sido liderado pelo acusado, permitiu a retirada de 328.933,65 meticais dos cofres daquele tribunal. Outro antigo magistrado, na mira das autoridades judiciais, é Alexandre Njovo, que em Janeiro de 2017 até finais de 2018 foi juiz presidente do Tribunal Judicial da Cidade da Maxixe. Foi expulso da magistratura em Outubro do ano passado. Uma acusação, que consta de um processo disciplinar, refere que o magistrado começou a apoderar-se dos fundos do tribunal a que estava afecto logo depois de assumir funções. Uma auditoria solicitada em torno do caso colocou a nú um esquema supostamente liderado pelo juiz Alexandre Njovo, através do qual ele e o escrivão de direito usaram, para fins pessoas, de mais de 2.7 milhões de meticais. Segundo a deliberação do Conselho Superior de Magistratura Judicial, a que oma imprensa teve acesso, Alexandre Njovo assinava cheques das contas de depósitos obrigatórios a favor de um escrivão de nome Francisco Cumbane. Posteriormente, o valor era partilhado entre ambos. A sequência de saques consideráveis da dupla em questão começaram a 15 de Fevereiro de 2018. A dada altura, os visados apoderaram-se, de uma só vez, de 303 mil meticais. Dois meses depois – a 3 de Abril – o juiz assinou a favor do seu escrivão outro cheque no valor de 354 mil meticais. Os saques não cessavam. No dia 16 de Maio, Alexandre Njovo e Francisco Cumbane emitiram outro cheque no valor de 100 mil meticais e o esquema foi descoberto. Depois de responderem a processos administrativos que culminaram com a expulsão, agora os antigos magistrados vão enfrentar a barra do tribunal. O Procurador-chefe provincial, Nazimo Mussa, disse à imprensa que um dos processos já seguiu para o tribunal e os arguidos foram acusados, enquanto o processo doutro está no Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GCCC) para os seus trâmites até chegar ao tribunal. A imprensa sabe ainda que, além dos antigos juízes em alusão, os respectivos escrivães de direito deverão responder em tribunal devido aos mesmos crimes. Comments

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na Zambézia tem disponíveis perto de vinte toneladas de produtos alimentares e kites de abrigo para assistir a dez mil e quinhentas pessoas abrigadas em  três centros de reassentamento das vítimas das cheias nesta província.

Os produtos, que compreendem doze toneladas de feijão, arroz, cinco mil caixas de sardinha enlatada, entre outros, destinam-se a assistir às famílias afectadas  nos distritos de Namacurra, Mocuba e Maganja da Costa, por um período de três meses.

A informação foi avançada na passada quarta-feira pelo delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na Zambézia, Nelson Ludovico, durante a visita efectuada pela Secretária de Estado e do Governador provincial aos armazéns do INGC. (RM)

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A província de Tete acaba de reforçar a sua capacidade de intervenção para fazer face a eventuais casos de ocorrência de incêndios e calamidades.

Para o efeito, foram formados quinze profissionais, cujo curso de encerramento teve lugar ontem, quarta-feira, na capital provincial.

Os formandos foram capacitados em matérias de socorro e salvamento de pessoas e bens em casos de incêndios e de fenómenos calamitosos.

O comandante da PRM em Tete, Sérgio Agi, disse, no encerramento do curso, que a capacitação é uma das formas encontradas pela corporação para fazer face à ocorrência de desastres naturais que ciclicamente fustigam a província, em particular, e o país, no geral.

Sérgio Agi fez saber que a formação de profissionais do Serviço Nacional de Salvação Publica (SENSAP) é uma demonstração da vontade das autoridades governamentais em socorrer aos que precisarem.

Por sua vez, os formandos, dentre os quais duas mulheres, disseram na sua mensagem de fim de curso que estão dotados de habilidades técnicas e físicas para levar a bom porto a sua missão de salvar.

Este é o primeiro curso do género realizado na província de Tete. (RM)

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Um ataque armado provocou, ontem, a morte de um camionista em Amatongas, distrito de Gondola, junto à principal estrada da região, a EN6, disseram ontem à Lusa testemunhas e autoridades.

Vários tiros foram disparados contra o pára-brisas do camião, atingindo o motorista, que seguia sozinho na viatura que fazia o percurso Gondola-Inchope, cerca das 05:00 horas.

"O camião tinha me ultrapassado quando eu estava a recolher passageiros e pouco depois encontrei-o fora da estrada. Pensei que tinha sido um acidente, mas depois percebemos que era um ataque e recuámos", contou à Lusa, Samuel Lourenço, que faz o transporte de passageiros no troço Chimoio-Inchope.

Inchope é o ponto onde se cruzam a EN1, que atravessa o país de Norte a Sul, e a EN6, corredor estratégico da Beira ao Zimbabwe.

A Polícia confirmou o ataque de ontem e voltou a atribuir a nova incursão à Renamo e ao grupo de seus dissidentes, a autoproclamada Junta Militar da Renamo, que tem uma direcção paralela ao principal partido da oposição desde Julho. A "junta" reivindica alterações ao acordo de paz assinado com o Governo.

"Quando a Polícia tomou conhecimento da ocorrência fez-se ao local de forma imediata, garantindo o restabelecimento da circulação de pessoas e bens e intensificando operações no terreno para identificar, neutralizar e responsabilizar criminalmente os autores", precisou Mateus Mindu, porta-voz daquela força de segurança, em conferência de imprensa.

O ataque ocorreu próximo de uma posição policial e condicionou a circulação de viaturas no principal corredor que liga o porto da Beira, no Oceano ĺndico,  e os países africanos do interior.

Este é o primeiro ataque que ocorre este ano na EN6.

A estrada é alvo de emboscadas a camiões e autocarros de passageiros desde Agosto. Os ataques também se registam nalgumas aldeias e já provocaram 22 mortos.

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A insegurança que se vive no norte e centro da província de Cabo Delgado contribuiu para o encerramento de algumas escolasno presenteano lectivo de 2020, mais concretamente as que se encontram localizadas nas zonas onde actuam grupos armados, segundo informação avançada pelo Secretário de Estado naquela província, Armindo Ngunga.

Citado pelo canal de televisão privada STV, Ngunga não avançou o número de escolas e de alunos afectados, mas manifestou sua preocupação com o caso.

Segundo consta, a deslocação das populações daquela região, alvo de ataques desde 2017,para outras mais seguras contribui para o presente cenário escolar que se vive naquele ponto do país.

Os ataques continuam em Cabo Delgado. Em menos de uma semana grupos terroristas armados  atacaram seis comunidades no distrito de Quissanga, na província moçambicana de Cabo Delgado.

Na tarde de quarta-feira, os insurgentes atacaram a vila de Ntaure, a cerca de dez quilómetros da sede do posto administrativo de Bilibiza, onde queimaram quase todas as casas.

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