Director: Lázaro Manhiça

A província de Tete acaba de reforçar a sua capacidade de intervenção para fazer face a eventuais casos de ocorrência de incêndios e calamidades.

Para o efeito, foram formados quinze profissionais, cujo curso de encerramento teve lugar ontem, quarta-feira, na capital provincial.

Os formandos foram capacitados em matérias de socorro e salvamento de pessoas e bens em casos de incêndios e de fenómenos calamitosos.

O comandante da PRM em Tete, Sérgio Agi, disse, no encerramento do curso, que a capacitação é uma das formas encontradas pela corporação para fazer face à ocorrência de desastres naturais que ciclicamente fustigam a província, em particular, e o país, no geral.

Sérgio Agi fez saber que a formação de profissionais do Serviço Nacional de Salvação Publica (SENSAP) é uma demonstração da vontade das autoridades governamentais em socorrer aos que precisarem.

Por sua vez, os formandos, dentre os quais duas mulheres, disseram na sua mensagem de fim de curso que estão dotados de habilidades técnicas e físicas para levar a bom porto a sua missão de salvar.

Este é o primeiro curso do género realizado na província de Tete. (RM)

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Um ataque armado provocou, ontem, a morte de um camionista em Amatongas, distrito de Gondola, junto à principal estrada da região, a EN6, disseram ontem à Lusa testemunhas e autoridades.

Vários tiros foram disparados contra o pára-brisas do camião, atingindo o motorista, que seguia sozinho na viatura que fazia o percurso Gondola-Inchope, cerca das 05:00 horas.

"O camião tinha me ultrapassado quando eu estava a recolher passageiros e pouco depois encontrei-o fora da estrada. Pensei que tinha sido um acidente, mas depois percebemos que era um ataque e recuámos", contou à Lusa, Samuel Lourenço, que faz o transporte de passageiros no troço Chimoio-Inchope.

Inchope é o ponto onde se cruzam a EN1, que atravessa o país de Norte a Sul, e a EN6, corredor estratégico da Beira ao Zimbabwe.

A Polícia confirmou o ataque de ontem e voltou a atribuir a nova incursão à Renamo e ao grupo de seus dissidentes, a autoproclamada Junta Militar da Renamo, que tem uma direcção paralela ao principal partido da oposição desde Julho. A "junta" reivindica alterações ao acordo de paz assinado com o Governo.

"Quando a Polícia tomou conhecimento da ocorrência fez-se ao local de forma imediata, garantindo o restabelecimento da circulação de pessoas e bens e intensificando operações no terreno para identificar, neutralizar e responsabilizar criminalmente os autores", precisou Mateus Mindu, porta-voz daquela força de segurança, em conferência de imprensa.

O ataque ocorreu próximo de uma posição policial e condicionou a circulação de viaturas no principal corredor que liga o porto da Beira, no Oceano ĺndico,  e os países africanos do interior.

Este é o primeiro ataque que ocorre este ano na EN6.

A estrada é alvo de emboscadas a camiões e autocarros de passageiros desde Agosto. Os ataques também se registam nalgumas aldeias e já provocaram 22 mortos.

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A insegurança que se vive no norte e centro da província de Cabo Delgado contribuiu para o encerramento de algumas escolasno presenteano lectivo de 2020, mais concretamente as que se encontram localizadas nas zonas onde actuam grupos armados, segundo informação avançada pelo Secretário de Estado naquela província, Armindo Ngunga.

Citado pelo canal de televisão privada STV, Ngunga não avançou o número de escolas e de alunos afectados, mas manifestou sua preocupação com o caso.

Segundo consta, a deslocação das populações daquela região, alvo de ataques desde 2017,para outras mais seguras contribui para o presente cenário escolar que se vive naquele ponto do país.

Os ataques continuam em Cabo Delgado. Em menos de uma semana grupos terroristas armados  atacaram seis comunidades no distrito de Quissanga, na província moçambicana de Cabo Delgado.

Na tarde de quarta-feira, os insurgentes atacaram a vila de Ntaure, a cerca de dez quilómetros da sede do posto administrativo de Bilibiza, onde queimaram quase todas as casas.

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Está interrompida, desde a última segunda-feira, a travessia de peões no desvio em construção junto à ponte sobre o rio Montepuez, em Cabo Delgado, desabada na sequência das intensas chuvas que, nos últimos dias, têm vindo a cair à montante.

A interrupção resulta do facto de os pedregulhos colocados no referido desvio estarem a ser submersos pelas águas do rio, cujo caudal tem vindo a subir.

A interrupção da travessiade peõesno desvio em construção, foi confirmada ao nosso jornal pelo director provincial da Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos,Venâncio Taimo,que explicou que,neste momento, devido àsubida do caudal do rio, o ritmo dos trabalhos de colocação de pedregulhos reduziu.

“Tivemos que tomar precauções como abertura do canal para permitir que as águas fluam. O acesso da parte norte ficou também afectado, deixando suspensa a ponte móvel que tinha sido colocada. Mas os trabalhos continuam, embora os prazos de conclusão das obras não possam ser aqueles anteriormente previstos” – explicou Taimo.

O empreiteiro da obra, um consórcio de duas empresas locais constituídas pelas firmas Moza Construções e Varinda Construções, havia garantido,semana passada,ao Presidente da República,Filipe Jacinto Nyusi, durante a visita que defectuou ao local, que a reposição da travessia seria concluída dentro de três a quatrodias, promessa que não pode ser cumprida devido a este imprevisto.

Na ocasião, Filipe Nyusi anunciou que,em Março próximo, o governo vai iniciar as obras de construção da ponte de raiz sobre o rio Montepuez, fase que vai ser de resolução do problema de transitabilidade. “O que estamos a fazer agora são obras de emergência.Já iniciamos a primeira fase que já vos permite atravessar a pé;a segunda vai permitir a passagem de camiões”, referiu o Chefe do Estado moçmbicano.

A ponte sobre o rio Montepuez desabou há sensivelmente ummês, na sequência das chuvas intensas que estão a cairdesde Dezembro do ano passado, isolando,por estrada, novedistritos nas zonas centro e norte de Cabo Delgado,nomeadamente Macomia, Muidumbe, Mueda, Nangade, Mocimboa da Praia, Palma, Ibo e Quissanga.

(JONAS WAZIR)

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Ano lectivo arranca

com 134 novas salas

JOCAS ACHAR

CENTO e trinta e quatro novas salas de aula de construção convencional vão entrar em funcionamento em todos os distritos da província da Zambézia no presente ano lectivo que hoje inicia no país.

Trata-se de infra-estruturas construídas no ano passado e outras concluídas recentemente, que foram apetrechadas com o respectivo mobiliário com vista a conferir qualidade ao ensino e proporcionar melhores condições e aprendizagem aos alunos e professores.

Caunda Mutecomala, chefe do Departamento de Planificação e porta-voz da Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano, disse ontem, quando abordado pelo “Notícias”, que o número de salas ora construídas e que entram em funcionamento a partir de hoje reduziu em uma unidade, quando comparado com as edificadas no ano passado. Tal redução, segundo afirmou, é justificada com as limitações orçamentais e outros constrangimentos.

Ainda este ano, de acordo com o nosso interlocutor, vão entrar em funcionamento 89 novas escolas, 70 das quais do ensino primário. Trata-se, segundo explicou, de escolas que eram salas anexas de outros estabelecimentos de ensino, mas que devido ao crescimento do efectivo foram transformadas em escolas.

Todas estas escolas são de construção convencional, algumas das quais contaram na sua edificação com o envolvimento comunitário, conforme explicou a nossa fonte.

Na ocasião, Mutecomala deu a conhecer que as cerimónias centrais de abertura do ano lectivo nesta província terão lugar na Escola Primária Completa de Mucoia, no distrito de Mocuba.

Zambézia vai contar este ano com um efectivo de 1.873.744 alunos. Destes, 1553.309 são do ensino primário, 82.589 do secundário, 882 dos institutos de formação de professores e 70.833 de educação de adultos. Estes alunos serão assistidos por 33.859 professores, dos quais 23.707 para o ensino primário e os restantes para o secundário, formadores e educadores de adultos.

O plano de produção e distribuição de carteiras escolares para este ano indica uma meta de 60 mil carteiras que serão produzidas com madeira apreendida no âmbito da “Operação Tronco”.

Sobre o livro escolar de distribuição gratuita, a fonte garantiu que este material já está nas escolas para ser alocado aos alunos e professores. A prioridade foi para os distritos com dificuldades de acesso por estrada, nomeadamente Chinde, Mopeia, Luabo, Derre, Inhassunge, Maganja da Costa, Pebane, Gilé e Namarrói.

Entretanto, o porta-voz da Educação apelou aos pais e/ou encarregados de educação no sentido de colaborarem para o sucesso dos seus educandos no presente ano lectivo, criando condições necessárias para que estes aprendam.

Segundo ele, enquanto a cerimónia central a nível da província tem lugar na cidade de Mocuba, em cada uma das escolas haverá também reuniões com os pais e/ou encarregados de educação,os quais foram solicitados a participar.

Questionado sobre as escolas que ficaram total ou parcialmente destruídas devido às chuvas, Mutecomala afirmou que assim que a precipitação abrandou as comunidades locais envolveram-se no trabalho da sua reconstrução para que o ano lectivo arranque sem grandes constrangimentos.

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