Director: Lázaro Manhiça

O Governo aprovou, ontem, uma resolução que ractifica o acordo de crédito de 10 milhões de euros destinados à reabilitação dos hospitais do Búzi e de Sussundenga, nas províncias de Manica e Sofala.

O montante provém do acordo de crédito entre o Governo moçambicano e o Erste Bank Group, da Áustria. Além da reabilitação das referidas infra-estruturas, o fundo será aplicado na formação de pessoal dos hospitais do Búzi e Sussundenga.

Segundo Helena Kida, porta-voz do Conselho de Ministros, a acção enquadra-se no projecto de reconstrução pós-Idai, que devastou Manica e Sofala em Março do ano passado.

Helena Kida é ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, recentemente empossada.

Na primeira sessão do Conselho de Ministros desta governação (quinquénio 2020-204), o Executivo apreciou ainda o calendário para a elaboração do Plano Econonómico e Social (PES) e do Orçamento de Estado (OE) para 2020, bem como a situação de emergência.

Em revista esteve também o relatório da participação de Moçambique na Cimeira de Investimentos Reino Unido-África, cujos resultados foram considerados positivos.

Comments

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, na última segunda-feira, uma cidadã indiciada de burla, no valor de mais de 400 mil meticais, com promessas de emprego e arrendamento de uma residência na cidade de Chimoio, capital da província de Manica.

Trata-se de Dercília Machava, de 35 anos de idade, natural de Maputo, indiciada de consumo em alguns restaurantes, cujos pagamentos efectuava com cheques falsos ou sem provisão.

A mesma cidadã arrendou uma residência, desde finais do ano passado, num dos bairros de elite, na cidade de Chimoio, onde igualmente emitiu um cheque sem cobertura.

A cidadã burlou três pessoas: Uma caiu no esquema com promessas de emprego e pagou um valor total de 110 mil meticais; outra foi o arrendamento de uma residência e lesou a proprietária no valor de 225 mil meticais; a terceira vítima, dona de uma estância hoteleira, somou um prejuízo avaliado em 15 mil meticais.

Carla Moti, proprietária de uma estância hoteleira, contou que Dercília foi ao seu estabelecimento, onde consumiu bebidas alcoólicas e alimentação, alojando-se no mesmo local durante dois dias. “Ela veio ao meu estabelecimento e fez algumas despesas. No fim passou um cheque. Fui ao banco, disseram que a assinatura não conferia”.

Judite Silva Moisés, outra vítima, explicou que caiu no esquema da suposta burladora porque queria emprego. “Ela disse que estava em Chimoio a trabalhar. Cobrou o dinheiro e podia arranjar-me emprego. Primeiro paguei 60 mil meticais e um mês depois entreguei mais 50 mil meticais. Também levou alguns documentos. De lá para cá nunca mais consegui o tal emprego”, disse.

Dercília Machava arrendou ainda uma residência, onde permaneceu cinco meses, com a promessa de pagar 45 mil meticais por mês. Mais tarde emitiu um cheque no valor de 180 mil meticais, também sem provisão.

“Viveu muito tempo em minha casa. Quando exigi o dinheiro ela passou um cheque. Levei ao banco, onde  fiquei a saber que a assinatura não conferia e não tinha nenhuma cobertura. Para além disso, causou-me outros prejuízos elevados”, referiu.

Entretanto, o porta-voz da PRM em Manica, Mateus Mindú, explicou hoje, em Chimoio, que a cidadã caiu nas malhas da corporação depois de denúncias feitas pelas vítimas.

"Algumas vítimas, depois de levarem os cheques ao banco e constatar a sua falsidade, comunicaram à corporação, que iniciou um trabalho de busca até à sua detenção", afirmou.

Mindú apelou à população a se manter vigilante para não cair em situações de burla com promessas de emprego.

"É importante que prestem muita atenção. Não podemos aceitar que as pessoas nos enganem prometendo emprego em troca de valores monetários. Emprego não se compra nem se paga'', alertou.

Comments

O distrito de Mutarara, na província de Tete, está isolado via rodoviária com o resto da província.

 O facto deve-se ao desabamento da ponte sobre o Rio Macalanga, na sequência da chuva que cai com intensidade na província.

Para além do desabamento da ponte sobre o Rio Macalanga, a Administração Nacional de Estradas, em Tete, diz que as águas galgaram a estrada no povoado de Munda e Sindjal, agravando a intransitabilidade no distrito de Doa. (Notícias/RM)

Comments

Mais de um terço das localidades do Centro do país é vulnerável a inundações, segundo um novo estudo da Organização Internacional das Migrações (OIM) sobre os riscos de Moçambique face a desastres naturais, consultado ontem pela Lusa.

"A análise mostra que a população de 38% das localidades sob risco é ameaçada por inundações", que em Março de 2019 provocaram muitas das cerca de 600 mortes durante a passagem do ciclone Idai.

O estudo abrangeu 498 localidades das províncias de Tete, Manica, Zambézia e Sofala, a maior parte das quais afectadas pelo Idai, e conclui que 191 são vulneráveis a inundações.

Só três distritos do Centro  ficaram de fora deste estudo, nomeadamente, Gorongosa, Gondola e Marínguè, correspondentes a uma zona afectada por violência armada.

Um total de 71% das povoações é ainda vulnerável ao vento e chuva forte e cerca de metade enfrenta dificuldades de acesso, com vias danificadas.

O estudo publicado este mês baseia-se em entrevistas realizadas em Novembro de 2019, durante as quais ficou patente que 70% das localidades tem planos de evacuação em caso de desastre natural e 82% dispõe de edifícios públicos que podem servir de abrigo em caso de emergência.

"Foi indicado que há 2394 edifícios públicos que podem servir de abrigo de emergência para 601224 pessoas", conclui o estudo.

A época das chuvas (de Outubro a Abril), em Moçambique, é invariavelmente marcada por intempéries que provocam vítimas e elevados prejuízos.

Na presente temporada, o número de mortos já vai a 31, anunciou na terça-feira o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

Comments

Quatro pessoas morreram e uma ficou ferida durante um ataque armado contra um centro de saúde na aldeia de Macorococho, no interior de Nhamatanda, Sofala,  disseram ontem à Lusa várias fontes.

Um grupo armado invadiu a aldeia no início da noite de segunda-feira, cerca das 19:00 horas  locais  e disparou contra o centro de saúde e as residências do pessoal técnico, nas imediações.

Depois, o grupo saqueou medicamentos e incendiou a unidade sanitária, contou uma testemunha.

"Estava a começar a escurecer e chovia quando muitos tiros foros disparados em direcção ao centro de saúde. Quando percebemos que era um ataque, fugimos", contou à Lusa, Sebastiana Mateus, que pernoitou com as duas filhas debaixo de uma árvore, numa mata próxima da aldeia.

António Chiranga, morador, afirmou que “quando chegaram ao centro de saúde começaram a disparar", descrevendo que a população "começou a fugir desorientada" parauma mata próxima, dizendo que havia vários mortos.

Em resultado do ataque, uma mulher que tinha saído de uma consulta hospitalar morreu e três homens foram atingidos mortalmente por uma"chuva de balas" nas imediações do centro de saúde, contou outro morador.

"Morreram três homens e uma mulher ficou gravemente ferida, perdendo a vida mais tarde", disse uma funcionária do centro de saúde, que sobreviveu ao ataque.

O marido de uma enfermeira do posto de saúde está desaparecido, contou a funcionária.

Um outro residente disse que a população que estava refugiada nas matas começou a deixar a aldeia de Macorococho no início da manhã de terça-feira e refugiou-se nas aldeias vizinhas de Mafufu, Macuácua e Ndindiri, após ameaças de novos ataques.

A zona onde ocorreu o ataque de segunda-feira fica perto do local em que  foi abatido a tiro, em Outubro, um agente da polícia durante o ataque ao posto policial de Metuchira,tendo sido roubada também uma arma.

A Lusa contactou o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Sofala, que disse não ter conhecimento da ocorrência.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo, uma facção dissidente da guerrilha do principal partido da oposição, ameaçou, em várias ocasiões, fazer ataques armados após a tomada de posse para o segundo mandato do Presidente Filipe Nyusi.

As estradas nacionais 01 e 06, nas províncias de Manica e Sofala, têm sido palco de ataques atribuídos a este grupo dissidente, desde 06 de Agosto, tendo já provocado 21 mortos.

A Renamo tem-se distanciado do grupo, classificando-o de desertor.

Comments

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

JORNAL DIGITAL


Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction