Director: Lázaro Manhiça

Sob o lema “Sistemas alimentares sustentáveis para a segurança alimentar e a nutrição”, celebra-se hoje o Dia Mundial Mundial de Alimentação. A efeméride acontece numa altura em que o país vive um paradoxo marcado por elevadas taxas de habitantes com desnutrição crónica e um outro segmento populacional a braços com a obesidade.

No âmbito do Dia Mundial de Alimentação, a nossa Reportagem ouviu Avone Pedro, nutricionista do Ministério da Saúde que revelou, citando um estudo feito pela instituição em 2010, que 44 por cento dos moçambicanos padecem de desnutrição crónica, 22.9 a braços com obesidade dos quais 35 por cento é dos habitantes das grandes cidades.

 “Infelizmente estamos a viver esse dilema e particularmente, os doentes que tenho recebido nas minhas consultas vêm referidos de outros departamentos que não podem finalizar o tratamento sem que a parte nutricional tenha sido resolvida”, disse.

Citou outro exemplo relacionado com dificuldades na cura, de doentes com problemas cardiovasculares ao mesmo tempo obesos, ou com problemas dos ossos ou ainda ginecológicos. “Enquanto não se ultrapassar o problema de excesso de peso por via nutricional dificilmente esses pacientes terão a almejada cura. Essa é a razão de um trabalho multissectorial”, disse.

Avone Pedro, defende a necessidade de uma abordagem mais agressiva de aspectos relacionados com a nutrição no seio da sociedade moçambicana, sobretudo nas escolas e em classes iniciais como forma de salvar uma geração.

“Não basta apenas termos os alimentos, mas é preciso saber como prepará-los, quando e como consumi-los é isso que ainda nos falta. Com base num exemplo prático chegamos à conclusão de que o problema não passa somente do acesso à comida”, explicou.

Frisou que a província do Niassa por exemplo é muito rica em termos de produção de comida mas, paradoxalmente, é lá onde se registam as mais altas taxas de desnutrição do país, sobretudo em crianças, o mesmo acontecendo com a Zambézia, uma província essencialmente agrícola.

“A nossa população precisa de aprender as boas práticas alimentares com base no que mais se produz nas respectivas regiões. A caracata por exemplo, farinha de mandioca é um alimento pobre em nutrientes, mas se ensinarmos os seus consumidores a adicionarem outros condimentos como o leite de coco, etc., ela pode se tornar num alimento bastante rico. São esses aspectos que devemos abordar na nossa sociedade”, apela.  

Pessoas saudáveis dependem

de hábitos alimentares saudáveis

 Dados globais referem que pessoas saudáveis dependem de sistemas alimentares saudáveis ao mesmo tempo que defendem a necessidade de uma maior atenção em cuidados alimentares a todos e em particular às mulheres em idade de gestação.

“As mulheres desnutridas têm maior probabilidade de dar à luz bebés menores que começam a vida com maior risco de deficiência física e cognitiva, sendo por isso, que a má-nutrição materna é um dos principais meios de transmissão da pobreza de uma geração à outra”, refere um documento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação FAO.

Entretanto, ainda de acordo com a fonte, pais obesos podem sofrer de deficiência de vitaminas e os seus filhos podem ter baixa estatura para a idade devido ao peso baixo ao nascer e às más práticas de cuidados e alimentação.

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