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Categoria: Nacional
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PROMOVER trabalho informativo e formativo do nosso povo é um dos desafios que o Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou na noite de ontem na Matola à Televisão de Moçambique (TVM) durante a cerimónia de gala que marcou a passagem dos 35 anos de existência da principal estação televisiva nacional.

Criado a 3 de Fevereiro de 1981, a TVM desempenha hoje um papel preponderante na veiculação de informação que ajuda na aglutinação das comunidades moçambicanas, razão pela qual o Chefe do Estado disse ser importante encorajar a mais antiga estação de televisão a produzir conteúdos que estimulem a preservação da paz, a soberania, a unidade nacional, o pregresso social, a democracia e a tolerância.

"Há que incentivar a TVM a continuar a promover e estimular o debate organizado e sério de ideias, a participar na criação de uma opinião pública informativa, patriótica, crítica e, sobretudo, responsável, por ser uma instituição que transporta um referencial histórico-cultural por ser detentora do maior acervo de imagens sobre o passado recente e presente da nossa Pátria", disse.

Nyusi desafiou a TVM a operar mudanças profundas e adaptar-se aos novos tempos onde o consumidor interage com conteúdos apresentados através de diferentes plataformas disponíveis com os avanços tecnológicos que o mercado apresenta.

“É nosso desejo que as transformações sejam, tanto qualitativas, quanto quantitativas. Entendemos que a prestação do serviço público de televisão, cuja continuação encorajamos, deve ser acompanhada por uma postura e atitude de inovação permanente. Pensamos que é possível garantir o serviço público e atrair simultaneamente audiências. Apesar de toda esta conjuntura à volta do fenómeno televisivo, não poderemos encorajar a Televisão de Moçambique a um posicionamento irresponsável perante a necessidade de manter o povo unido, em paz e harmonia.”, disse o Chefe do Estado, para quem a necessidade da unidade entre todos os moçambicanos e a defesa dos interesses supremos da Pátria não se compadecem com um jornalismo sensacionalista.

Segundo o Presidente da República, não se pode encorajar a TVM a levantar muros político-sociais, mas sim a fazer pontes pelas quais passarão todos os moçambicanos desfrutando a harmonia, longe dos fantasmas divisionistas.

“A TVM deve ser o canal pelo qual circulam todos os moçambicanos, a janela de vidro transparente que transmite a certeza dos factos narrados, a porta pela qual entram as denúncias das incorreções e pela qual saem boas práticas que contribuem para o crescimento de Moçambique,” afirmou.

Para Filipe Nyusi aquele canal televisivo não deve servir de arma de arremesso político ou ideológico contra o povo de qualquer que seja o partido, tendo deixado claro que o Governo não gostaria que fosse a partir da TVM que o país começasse a ser despedaçado ou esquartejado porque esta estação não é palco da desunião, mas sim deve promover o diálogo.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da TVM, Jaime Cuambe, disse que foi na procura de chegar a todos os moçambicanos e transmitir valores que engrandecem os moçambicanos que esta estação criou laços de confiança com os telespectadores que com eles tem assinalado sinais de crescimento.

Apontou como exemplo deste crescimento o facto de ter conseguido nos últimos dois anos fechar o ciclo de instalação de delegações nas capitais provinciais, com a produção de conteúdos em línguas nacionais, para além de conceber o primeiro plano estratégico que vais orientar o funcionamento da instituição.