Director: Lazaro Manhiça

A Procuradoria-Geral da República emitiu ontem um mandado de captura internacional contra Momade Assif Abdul Satar, mais conhecido por Nini Satar.

Ao mesmo tempo, sob requerimento da PGR, o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo revogou a liberdade condicional de que Nini gozava no âmbito da pena que cumpria em conexão com os casos do assassinato do jornalista Carlos Cardoso, em 2000, e o desfalque de 14 milhões de dólares no ex-BCM, nos anos 1996.

Segundo um comunicado posto a circular na noite de ontem pela PGR, Nini Satar formou uma organização criminosa cujo propósito é raptar cidadãos moçambicanos para posteriormente exigir avultadas quantias em dinheiro. Para efeito, réu Nini aliou-se a J. Ali Coutinho e E. da Câmara Cylindo, arguidos num processo em instrução preparatória pela autoria material do crime de rapto dois cidadãos.

A PGR liga ainda Nini Satar a um dos dois reclusos que na manhã de segunda-feira foram resgatados por criminosos que atacaram a tiros, na baixa da cidade de Maputo, a viatura celular da Polícia em que eram transportados do Comando da cidade para a primeira esquadra.

Trata-se de J. Coutinho, alegado comparsa de Nini Satar, e A. Muchanga, sendo que o primeiro cumpria nas celas do Comando da PRM na capital do país uma pena de 16 anos de prisão maior por roubo concorrendo com cárcere privado e recentemente foi pronunciado pela autoria do crime de homicícido qualificado contra o procurador Marcelino Vilanculo, há cerca de um ano.

E. da Câmara Cylindo, entretanto em situação de reclusão, estará também envolvida no assassinato do procurador Vilanculo, segundo o comunicado.

O requerimento da PGR pedindo a revogação de liberdade condicional a Nini Satar, aceite pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo na sexta-feira, fundamentou-se – diz a entidade – na violação das insjunções impostas da sua conseção, principalmente no que se refere a não se fazer acompanhar de pessoas de má conduta e ao não cometimento de outros crimes.

Entretanto, a PGR recebeu do Comando da Polícia a nível da capital do país um ofício dando conta do ataque ao carro celular que transportava os reclusos A. Muchanga e J. Coutinho, culminando com o resgate destes por alegados comparsas do crime, que eram quatro indivíduos encapuzados e empunhando armas de fogo. Sobre estes foram igualmente iniciadas démarches visando a sua captura seja onde for que se encontrem.

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