Director: Lázaro Manhiça

NÁDIA Mulchande, 35 anos, é uma das 33 vítimas do fatídico acidente do voo TM 470, das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM),que fazia a ligação Maputo-Luanda, na sexta-feira da semana passada. A falecida vivia e trabalhava há um ano na cidade angolana de Benguela. Veio a Maputo há três semanas para renovar o seu visto de residência.

Em conversa com “Notícias”, ontem, o irmão da vítima, Danilo Mulchande, que vive na Itália há 22 anos e que se encontra no país para dirigir as cerimónias fúnebres de Nádia, afirmou que ficou a saber do falecimento da irmã pela Internet, depois de o seu pai o ter informado que o avião em que ela seguia não tinha chegado à Luanda, capital de Angola.  

Segundo Danilo, Nádia era uma pessoa muito próxima à família, visitava-a regularmente, e que granjeava simpatia de muita gente, pelo seu modo de ser. “Nádia era uma pessoa que tinha força de viver e sabia transmiti-la aos outros. Era uma pessoa alegre e que viveu como sempre quis, em busca dos seus sonhos”, afirmou visivelmente emocionado o nosso interlocutor. 

Danilo contou também que tinha falado com a sua irmã dois dias antes do acidente, e que a tinha prometido visitar em de Abril do próximo ano, algo que não mais poderá acontecer.

Nádia era licenciada em Gestão de Recursos Humanos e acabava de construir a sua casa na cidade de Maputo e, segundo seu irmão, ela tinha vários sonhos por realizar, mas infelizmente o “destino foi brutal com ela e não a deixou realizá-los”.  

PRIMEIRA E ÚLTIMA VIAGEM À LUANDA

O co-piloto Grácio Gregório Chimuquile é uma das pessoas que perderam a vida na sequência do despenhamento da aeronave da LAM.

Mano Grácio, como era carinhosamente chamado pelos mais chegados, tinha 26 anos e trabalhava na LAM desde 2011, altura em que terminou seus estudos como piloto, na Etiópia. Grácio teve a oportunidade de trabalhar por mais de dois anos como colaborador da MEX, a prestar serviços à LAM, onde conheceu vários destinos do país.

Há pouco mais de dois meses, o co-piloto foi chamado a integrar a grande equipa da LAM e ali fez vários voos para Joanesburgo, na vizinha África do Sul. Era a sua primeira viagem à Angola, e naquela manhã de sexta-feira despediu-se da família para mais uma jornada laboral e não mais voltou.

Edite Chimuquile, sua irmã mais nova, conta-nos que “mano Grácio” tinha planos de contrair matrimónio em Julho próximo, com  Lilieny Simba, sonho esse que foi deitado abaixo pelo sinistro.

Responsável, inteligente, e brincalhão nos momentos mais descontraídos, é assim como Edite descreve o seu irmão mais velho. Para seus pais, Grácio era o menino que deu o orgulho de ter um piloto na família.

Entretanto, a primeira-dama da República, Maria da Luz Guebuza, concluiu ontem o programa de visitas às famílias das vítimas do acidente, que vinha realizando desde quarta-feira. Nestas visitas, Maria da Luz Guebuza foi levando uma mensagem de conforto às famílias enlutadas.

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