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Categoria: Nacional
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A central solar de Mocuba (CESOM), na província da Zambézia, deverá entrar em operação até finais de Março de 2019, gerando 40 Megawatts (MW) de energia eléctrica, que serão lançados à rede nacional de distribuição no centro e norte do país.

Trata-se da primeira central de produção de energia eléctrica em grande escala a partir da radiação solar sobre painéis, implantados num campo com mais de 170 hectares.

O empreendimento, no seu todo, assenta numa área global de 200 hectares, segundo dados avançados ontem durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra de construção da central.

O evento foi testemunhado pelo governador da Zambézia, Abdul Razak; ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela; presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM), Mateus Magala; representantes da Embaixada da Noruega, principal financiador do projecto, entre outros convidados.

As obras de Mocuba, segundo apurámos, começam numa altura em que a EDM anuncia estar para breve o fecho financeiro para o nascimento de projecto similar em Metoro, província de Cabo Delgado.

Falando ao “Notícias”, Mateus Magala disse que o fecho financeiro para Metoro deverá ocorrer até Dezembro, de modo a que a construção inicie no próximo ano, permitindo que a matriz energética nacional passe a contar rapidamente com duas unidades solares de geração de electricidade.

A CESOM é fruto de uma parceria entre a EDM, Scatec Solar e o Norfund, estando a sua construção avaliada em 76 milhões de dólares norte-americanos disponibilizados pelas partes.

Magala disse ainda que a construção da central, com período de vida útil estimado em 25 anos, vai elevar a qualidade e disponibilidade da energia no centro e norte do país, podendo alargar o acesso ao recurso.

O ministro Max Tonela, por seu turno, apontou que a linha centro-norte, que parte de Tete, passa a ser abastecida de fonte alternativa, e as obras vão gerar 300 postos de emprego na fase de construção.

Os parceiros do projecto enalteceram a aposta da EDM e do país em avançar para novas fontes de geração e garantiram disponibilidade para apoiar iniciativas desta natureza.

O governador da Zambézia, Abdul Razak, reconheceu que a província precisa de mais energia para alimentar projectos em curso e outros em carteira, a exemplo do Porto de Macuse e a construção de 300 casas em Quelimane, pelo Fundo para o Fomento da Habitação (FFH).

José Chissano, na Zambézia