O Tribunal Judicial da Província de Nampula decidiu não levar a julgamento os dois arguidos do processo de assassinato do antigo edil da cidade de Nampula, Mahamudo Amurane.
Em despacho de seis páginas, datado de 8 de Agosto corrente, a juíza Adelina Pereira Vaz, da 6ª Secção Criminal, decidiu não pronunciar os arguidos Saide Aly Abdulremane Abdala e Zainal Abdina Abdul Satar, que foram constituídos arguidos pelo Ministério Público, por terem sido os últimos a estar com Mahamudo Amurane no dia 4 de Outubro de 2017, data em que foi assassinado a tiro na sua residência pessoal, na periferia da cidade de Nampula.
Na fundamentação da sua decisão, a juíza diz que a acusação não apresenta provas bastantes para incriminar os dois indivíduos.
“Na douta acusação deduzida pelo Ministério Público alega-se, entre outros factos, que os arguidos Saide Aly Abdulremane Abdala e Zainal Abdina Abdul Satar concertaram para pôr termo à vida do malogrado, e para o efeito traçaram um plano que consistia em tirar o malogrado da casa oficial para um local onde pudesse ser fácil tirar-lhe a vida…o co-arguido Saide Aly Abdulremane Abdala, auxiliado pelo co-arguido Zainal Abdina Abdul Satar Daudo, efectuou disparos contra o malogrado…Os factos, assim alegados, estão desacompanhados de elementos de prova (por confissão, testemunhal ou material) de terem sido eles os autores do crime”, diz a juíza.
Não tendo elementos objectivos, a juíza não teve outra opção e decidiu: “… não os pronunciar, devendo os autos aguardar pela produção de melhor prova”.
À data dos factos, um dos dois homens ora despronunciados era vereador do Conselho Municipal e outro era empresário do ramo de construção civil.

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