Moçambique e Cabo Verde fazem parte da lista de 41 países lusófonos, que precisam de assistência alimentar externa, uma informação tornada pública, esta quinta-feira (19), pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.
Os dois países de língua portuguesa estão na categoria de insegurança alimentar severa localizada, segundo o relatório Perspectivas de Colheitas e Situação Alimentar.
A situação em Moçambique, segundo a FAO, os ciclones e secas severas pioraram a situação nas regiões central e sul, onde cerca de 1,65 milhão de pessoas enfrentam insegurança alimentar, um aumento de 85% em relação ao mesmo período do ano anterior. Zimbabwe e Moçambique registaram os maiores aumentos nas necessidades de importação.
Cabo Verde é causada pelo baixo desempenho do sector agrícola e pastoril, no período entre Junho e Agosto, cerca de nove mil pessoas estavam na Fase 3, da Crise, um número, que representa cerca de 2% da população total do país.
Segundo a agência, não são esperadas grandes melhorias antes de Março de 2020, quando começa a época principal de colheita.
Os conflitos e condições climáticas adversas continuam sendo as principais causas dos altos níveis de insegurança alimentar nos países alistados, que inclui 31 estados africanos, que não mudaram nos últimos seis meses.
Cerca de metade dos países da lista são afectados por conflitos e violência, enquanto outros enfrentam um grande fluxo de refugiados de países vizinhos.
No continente asiático, o Afeganistão, 3,6 milhões de pessoas estão em níveis de emergência, com outros 10 milhões em níveis de crise. No Sudão do Sul, cerca de 6,35 milhões de pessoas, ou 54% da população total, estão em situação de insegurança alimentar severa.
Já na Síria, o aumento da produção de trigo melhorou a disponibilidade de cereais, mas cerca de 6,5 milhões continuam em situação de insegurança.
A crise na Venezuela agravou a situação alimentar. Ali, a inflação diminuiu o poder de compra dos cidadãos. Cerca de 4,3 milhões de pessoas deixaram o país e se estabeleceram nos países vizinhos, onde continuam tendo necessidades significativas.
A baixa precipitação, incluindo seca severa na África Oriental, está piorando a situação de insegurança alimentar em vários países da região.
A produção de cereais na África Oriental deve cair 5,6% em 2019, fazendo aumentar os preços em toda a região. Os piores efeitos são sentidos no Quênia e na Somália.
Na Mauritânia, a falta de chuva provocou os níveis de produção mais baixos dos últimos 20 anos. No Zimbabué, o número de pessoas com insegurança alimentar no início de 2020 deve ser o dobro do que era no mesmo período em 2019.
Na Coreia do Norte, deve continuar a baixa produção agrícola. Estima-se que cerca de 40% da população está em situação de insegura alimentar. (ONUNews)

