Director: Júlio Manjate

Dezassete mil pessoas enfrentam a escassez de comida, devido à seca, em consequência da falta de chuva no posto administrativo de Sábiè, distrito de Moamba, província de Maputo, e pedem a intervenção das autoridades para a resolução da crise.

A escassez de alimentos foi tornada pública, recentemente, quando a população de Mavunguane surpreendeu a administradora de Moamba, Guilhermina Kumagwhelo, pedindo para que ela, como dirigente máxima daquela parcela do país, possa intervir em acções concretas, com vista a fazer face à crise de fome que assola os habitantes de Sábiè.

O apelo foi apresentado num encontro que a administradora manteve com a população de Mavunguane e Langa Boy, na sequência da cerimónia de inauguração de dois corredores de tratamento de gado bovino e caprino.

Segundo Helena Chivite, chefe do posto administrativo de Sábiè, a falta de chuva que se verifica quase em todo o país deixa milhares de pessoas das localidades de Sábiè-Sede, Sunduine, Malengane, Matocanhane e Makaene sem alimentos, devido à seca generalizada.

Helena Chivite afirmou que a seca dos afluentes dos rios provocou a perda da produção das populações e, igualmente, reduziu as possibilidades de poderem praticar a agricultura nas zonas baixas, onde tinham suas hortas como fonte de busca de alimentos e neste momento não têm  onde recorrer.

A fonte explicou que, como o rio Incomáti secou, o Instituto de Gestão de Calamidades Naturais (INGC) é que assegura o fornecimento de água nos bairros onde a situação é mais acentuada, caso de Mavunguane, Mazuthulele e Langa Boy.

Informou que na tentativa de fazer face a esta crise está sendo implementado um programa denominado “Comida pelo Trabalho”, em que são desenvolvidas várias actividades, como abertura de vias de acesso e limpeza das mesmas e em locais públicos”.

Explicou igualmente que decorre também um trabalho de sensibilização, visando incutir na população, sobretudos os criadores, a ganharem a cultura e hábitos de abater o gado para a sua própria alimentação e venda, para que com o dinheiro resultante da comercialização da carne possam comprar outros produtos para o sustento das suas famílias.

“É muito triste ver famílias a passarem fome, mas com mais de 100 cabeças de gado no curral. Filhos sem roupa e sem meios para irem à escola, mas a desculparem-se da pobreza”- lamentou a chefe do posto.

O INGC alocou dois tanques de água em lugares distintos e trabalha com dois carros-cisterna que distribuem água, duas vezes por semana, o que não é considerado suficiente para as necessidades das populações, estando já em curso demarches com vista a aumentar a quantidade fornecida.

CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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