Director: Júlio Manjate

Garimpeiros ilegais emboscaram uma viatura pertencente à mineradora Montepuez Ruby Mining (MRM), em Cabo Delgado, provocando ferimentos graves a três funcionários uma agente de segurança privada e ainda incendiaram um veículo.
O acto ocorreu no sábado, em mais uma invasão de mineradores ilegais à área concessionada à MRM, companhia que se dedica à extracção de rubis em Namanhumbir, na província  de Cabo Delgado.
Nos últimos tempos, a companhia tem observado um aumento dramático e coordenado do número de mineiros ilegais que entram naquela concessão, incluindo mulheres e crianças.
No passado dia 11 do corrente mês, um grupo de mineiros ilegais arriscou a vida e introduziu-se nas minas da Ruby, acção que resultou na morte de pelo menos dezena de garimpeiros, soterrados durante as escavações ilegais, desencadeadas sem a observância de qualquer regra de segurança.
O director-geral da MRM, Harald Hälbich, lamenta o incidente e pede a quem de direito para resolver a recorrente acção dos ilegais dentro da mina.
“A MRM continuará a fazer campanhas para aumentar a consciencialização entre as comunidades locais, mas as acções perpetradas pelos mineradores ilegais ultrapassam as nossas capacidades, daí que pedimos o apoio do governo para a resolução deste problema, que tem causado enormes prejuízos à companhia”, disse Hälbich, em nota de imprensa emitida ontem e citada pela AIM.
O responsável não tem dúvidas de que a acção dos ilegais esteja a ser facilitada por sindicatos por detrás do comércio ilegal de rubis moçambicanos, que privam o Estado de arrecadar os devidos valores dos impostos provenientes do verdadeiro valor do mercado internacional de rubis.
“Os mineiros ilegais são normalmente controlados e geridos por sindicatos e intermediários que tiram vantagem da pobreza e do desemprego. As investigações da MRM descobriram que os mineradores ilegais são tipicamente recrutados por líderes sindicalizados ou intermediários bem financiados, que atraem os seus recrutas com promessas de fortunas de mineração de rubi”, referiu.
As mortes na sequência da invasão da mina de rubis concessionada à MRM são recorrentes. O primeiro acidente mortal do ano ocorreu no dia 04 do mês corrente, quando uma parede desabou durante a extracção de rubis. Na noite do dia seguinte, morreram outras na mesma área e outras ainda na quinta-feira, totalizando 11.
Desde o início do ano, de acordo com o inspector-geral do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Obete Matine, já morreram mais de 30 pessoas em acidentes de minas em todo o país, incluindo sete na semana passada, numa mina de ouro na província central de Manica.

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