Director: Júlio Manjate

A plataforma de Observação Eleitoral Conjunta “Sala da Paz” exige que a Polícia da República de Moçambique (PRM) identifique e prenda de imediato os mandantes do assassinato de Anastácio Matavel, como o mínimo que se pode fazer para dar algum conforto à família e colegas.

A exigência foi feita ontem, em Maputo, durante o informe sobre a avaliação final da campanha eleitoral que culminará com as eleições gerais e das assembleias provinciais de 15 de Outubro corrente.
Anastácio Matavel era director Executivo do Fórum de Organizações não-governamentais de Gaza (FONGA) e também ponto focal da “Sala da Paz”. Foi assassinado na manhã de segunda-feira na cidade meridional de Xai-xai quando acabava de proceder à abertura de uma formação de observadores eleitorais promovida pela “Joint”, organização da sociedade civil.
Segundo a AIM, apesar de ainda não se conhecer as reais causas do baleamento mortal de Matavel, a “Sala da Paz” acredita que o assassinato pode estar relacionado com o seu trabalho de observador eleitoral, e por isso, diz-se sentir intimidada.
“Este assassinato intimida-nos e deixa os observadores numa situação de vulnerabilidade em relação à garantia e segurança, uma vez que foi protagonizado por agentes da Polícia, de quem Anastácio Matavel e sua família, os observadores e todos os moçambicanos esperavam receber protecção”, disse Sheila Mandlate, representante do Fórum Mulher.
“Por outro lado, o silêncio dos nossos candidatos à Presidência da República face ao assassinato assusta-nos, sobretudo, porque eles dizem defender os direitos humanos”, acrescentou.
Anastácio Matavel foi morto por cinco indivíduos, dos quais quatro eram membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) e um civil.
Num outro desenvolvimento, a “Sala da Paz” disse estar preocupada com a lentidão na credenciação dos observadores eleitorais, principalmente nas províncias nortenha de Nampula e central da Zambézia, os maiores círculos eleitorais do país.

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A Comissão Europeia anunciou, ontem, a mobilização de mais dez milhões de euros para ajuda humanitária a Moçambique, na sequência dos ciclones Idai e Kenneth, que atingiram o país em Março e Abril deste ano.

O novo pacote financeiro da União Europeia destina-se, segundo um comunicado citado pela Lusa, a reforçar a ajuda alimentar e os serviços de saúde nas regiões atingidas, bem como os preparativos para novos desastres, nomeadamente, com a distribuição de 'kits' de emergência pelo país.

“Os ciclones tropicais Idai e Kenneth deixaram um rasto de destruição que ainda é sentido pelos mais vulneráveis em Moçambique”, disse o comissário europeu para as Crises Humanitárias, Christos Stylianides.

“Assumimos o compromisso de ajudar Moçambique durante o tempo que for preciso”, sublinhou.

A UE já mobilizou cerca de 17 milhões de euros em assistência humanitária após esta catástrofe para Moçambique (10,5 milhões de euros), o Zimbabwe (4,5 milhões de euros) e o Malawi (mais de 2 milhões de euros).

O Mecanismo de Protecção Civil da UE também foi activado em Moçambique, onde nove Estados-membros (Áustria, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Portugal, Espanha e Reino Unido) forneceram assistência humanitária inicial, tendo a UE financiado em 75% os custos de transporte, que ultrapassaram os quatro milhões de euros.

Os 28 providenciaram ainda ajuda de longo prazo para a reconstrução do país, tendo sido angariados, na Conferência Internacional de Doadores, que decorreu na Beira, em 31 de Maio e 01 de Junho, 200 milhões de euros, metade proveniente do Fundo Europeu para o Desenvolvimento e os outros 100 milhões estão disponíveis na forma de empréstimos do Banco Europeu de Investimento.

O ciclone Idai foi um dos piores desastres climáticos da África Austral. Quando atingiu a região, em Março, provocou inundações, deslizamentos de terra e ventos fortes, afectando quase três milhões de pessoas e causando quase 1000 mortes em Moçambique, no Malawi e no Zimbabwe.

No dia 25 de Abril, um segundo desastre, o ciclone tropical de categoria quatro, Kenneth, atingiu a parte norte do pais, afectando cerca de 300 000 pessoas, em Cabo Delgado, e deixando 40 mortos e 20 000 casas destruídas, segundo dados de Bruxelas.

 

 

 

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Pelo quinto dia consecutivo, uma avaria grossa deixou sem água a cidade de Tete, capital da província homónima.
O director do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG), Área Operacional de Tete, Adolcídio Mabote, garantiu ontem, à Reportagem da AIM, que os técnicos estão a trabalhar para o restabelecimento do sistema de abastecimento do precioso líquido às zonas afectadas.
A avaria afectou sobremaneira os bairros Francisco Manyanga, Mateus Sansão Muthemba, Josina Machel, e nas restantes zonas residenciais o fornecimento de água é feito com restrições.
A AIM ouviu alguns consumidores do FIPAG, que criticam a empresa, afirmando que no final do mês só apresenta facturas de água que não jorrou nas suas torneiras.
“Quando o sol desponta, nós não sabemos onde ir buscar a água. Os trabalhos de casa ficam adiados. Temos que andar de um lado para outro. Onde sai água cobra-se, são 20 meticais por um bidão de 20 litros . É muito dinheiro, por isso, pedimos ao FIPAG para que seja mais flexível na reparação da avaria”, disse uma cidadã.
“Estamos a usar fontes alternativas. Muita gente está a recorrer ao rio Zambeze, apesar do grande risco de vida que correm, devido aos ataques de crocodilos, principalmente nesta altura, em que as temperaturas da cidade de Tete rondam mais de 40 graus centígrados”, afirmou outro cidadão.

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O governo da província de Inhambane investiu cerca de 70 milhões de meticais para a reabilitação e expansão do sistema de abastecimento de água à vila de Quissico, distrito de Zavala.
O sistema foi inaugurado ontem pelo governador da província, Daniel Chapo, que explicou que as obras tiveram a duração de 10 meses.
A inauguração do sistema enquadra-se no âmbito do Programa de Água para a Vida (PRAVIDA) lançado no ano passado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que visa aumentar o índice de cobertura de água em todo o país.
“Por isso queremos ver este sistema de abastecimento de água como nosso. A população de Zavala é chamada a ver e a conservar o nosso património, porque sem água não há vida. Por isso, o nosso pai, nosso Presidente Filipe Nyusi, está a fazer este grande projecto para dar água à população”, disse, citado pela AIM.
O sistema tem capacidade para abastecer água à população da vila durante os próximos 20 anos.
“Foi feito hoje a contar que Quissico não terá mais problemas de água. Portanto, até 2040, Quissico vai ter água mais do que suficiente. Este é o objectivo principal do nosso governo, liderado pelo nosso Presidente Filipe Jacinto Nyusi”, disse.
Por sua vez, o inspector da construção, Carlos Caupers, explicou à imprensa que a fonte de água é subterrânea e contém furos com cerca de 200 metros de profundidade.
O projecto consistiu na construção de quatro fontanários e reabilitação de outros três, perfazendo sete.
“Decidimos reabilitar o antigo centro distribuidor para abastecer parte da população, com a expansão da rede existente e foi construído um novo centro distribuidor para alimentar uma nova rede de expansão”, disse Chapo, acrescentando que a rede velha e a nova estão interligadas.
Segundo a fonte, a água dos furos é encaminhada para os reservatórios, que são apoiados depois de receberem o tratamento químico e posteriormente bombeada para os tanques elevados para a sua distribuição, por gravidade.
O sistema vai beneficiar 2450 habitantes e prevê-se que até 2040 venha beneficiar 38 900 consumidores. A capacidade de distribuição em função da fonte é de 1476 metros cúbicos por dia, com 18 horas de bombagem.

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ARRANCARAM na semana passada as obras de reabilitação de raiz da ponte sobre o rio Revúbuè, que separa os distritos de Tete e Moatize, depois que esta infra-estrutura teveuma intervenção de emergência na sequência das cheias ocorridas a 8 de Março último, que colapsaram o tabuleiro do pilar 4, afectando parte do seu pavimento. Leia mais

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