Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

ONZE viaturas da Polícia da República de Moçambique (PRM) passam a realizar patrulhas móveis nos corredores rodoviários onde possam ocorrer acidentes de viação no país. Leia mais

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TRINTA e uma jovens moçambicanas da Girl MOVE Academy, que concluíram em Portugal os Estágios de Vida, foram recebidas, terça-feira, pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, que destacou a responsabilidade que cada uma tem no país e a importância da mulher moçambicana na mudança e desenvolvimento positivo e sustentável do mundo. Leia mais

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A Hidráulica de Chókwè (HICEP), na província de Gaza, está a enfrentar sérios problemas financeiros para dar resposta às necessidades operacionais de manutenção do sistema de regadio, uma situação que já está a colocar centenas de agricultores apreensivos face à campanha agrícola que arrancou oficialmente há dias, com uma previsão de produção de mais de 100 mil toneladas numa área de pouco mais de 4 mil hectares. 
A empresa necessita de pelo menos 40 milhões de meticais para a limpeza de um total de 33 canais secundários que transportam água aos campos de produção e drenagem de valas anexas às infra-estruturas hidráulicas.
Para a execução da actividade deverão ser mobilizadas pelo menos seis máquinas escavadoras, necessitando, para o efeito, de quantidades consideráveis de combustíveis e lubrificantes.
Enquanto isso, pequenos produtores que operam no regadio de Chókwè clamam por apoios em factores de produção, incluindo a preparação da terra, adubos e herbicidas, em virtude dos enormes prejuízos registados na última safra, devido aos problemas causados por pragas e doenças que dizimaram culturas, como milho e arroz.
“É urgente que algo seja feito para que o sonho do nosso saudoso Presidente Samora Machel se torne realidade, transformando este Chókwè em celeiro do país. Conhecimentos e cultura de trabalho estão aqui disponíveis. Contudo, razões alheias à nossa vontade tornaram o pequeno agricultor impotente, devido a dificuldades de vária ordem”, lamentou David Ngovene, agricultor afecto no “Dique 5”.
Por outro lado, o presidente da Associação dos Produtores do “Dique 9” de Massavassa, Milagre Machava, entende que numa altura em que tanto se fala de aumento da produção e da produtividade, por forma a se reduzir as importações de alimentos, não faz sentido que os agricultores continuem a passar por este leque de dificuldades.
Na campanha agrícola 2015/2016 a HICEP geriu um orçamento de cerca de 140 milhões de meticais e, este ano,  tem apenas disponíveis pouco menos de 50 milhões de meticais.
Entretanto, de acordo com fontes ligadas à empresa, tudo está sendo delineado internamente para que nos próximos três anos a HICEP possa ser auto-suficiente em termos financeiros, por forma a garantir a obtenção de receitas suficientes para custos operacionais e ainda produzir lucros.
Para o efeito, diferentes projectos estão a ser desenvolvidos, designadamente, a aquisição recente de uma fábrica de processamento de arroz, onde a HICEP detém 40 por cento das acções. 
A outra fonte, para o mesmo efeito, são os Serviços Agrários do Vale do Limpopo (SAVAL), uma entidade provedora de insumos, para além da participação, a partir da presente safra, na produção de culturas de alto rendimento, caso da cana sacarina, já com mercado garantido. 
Segundo a AIM, trata-se de iniciativas cujos frutos apenas poderão surtir efeitos a médio prazo, mas, segundo fontes, até lá a HICEP continuará a precisar de subsídios inerentes  ao défice de exploração, que a empresa enfrenta neste momento.

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A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), uma organização não-governamental moçambicana, alerta para os perigos da prevalência do elevado índice de desnutrição crónica infantil no país, que, segundo um estudo conduzido por aquela instituição, se situa na ordem dos 43 por cento em crianças de zero a cinco anos de idade. 
O estudo aponta como principais causas do fenómeno a insegurança alimentar, os cuidados inadequados às mulheres grávidas e crianças e o provimento deficitário dos serviços de saúde, água e saneamento em quase todo o país, situação que concorre para a eclosão de doenças infantis, nomeadamente, hidrocefalias, anacefalias e espina bífida.
“O cenário da desnutrição crónica no país é bastante preocupante e os números são assustadores. Cerca de 43 por cento são assoladas por este mal e isso significa que as necessidades fisiológicas de nutrientes não estão sendo atendidas”, disse a directora executiva da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Zélia Menete, em declarações à AIM.
“A ausência de um acompanhamento nutricional, boa alimentação das mulheres grávidas, lactantes e  crianças de 0-5 anos é a causa principal deste problema”, vincou Zélia Menete, falando da necessidade de dotação orçamental pela Assembleia da República (AR), Parlamento, para as actividades ligadas aos desafios de nutrição em Moçambique, no âmbito do Plano Económico e Social (PES-2019).
De acordo com a fonte, as consequências que advêm da falta de investimento no combate à desnutrição crónica em Moçambique são os riscos de morte materno-infantil, doenças infecciosas e degenerativas (obesidade e diabetes) e diminuição do desempenho cognitivo, bem como a baixa produtividade.
“Este problema causa 26 por cento de mortes de crianças de 0-5 anos. Este problema está directamente ligado ao fraco desempenho académico nas crianças. A desnutrição crónica nas crianças representa um atraso de quatro anos de escolaridade”, explicou.
Segundo o estudo, cerca de 60 por cento da população adulta em Moçambique sofreu de desnutrição infantil e, como consequência, hoje enfrentam um outro problema de diminuição da capacidade de trabalho, que se salda na perda de produtividade, de 10 por cento do PIB, calculado em 1,6 mil milhões de dólares/ano. 
A fonte afirma que para a resolução da problemática da desnutrição crónica em Moçambique exigem-se recursos e compromisso a longo prazo entre todos os intervenientes e vontade política expressa ao mais alto nível.
“As estratégias sectoriais devem priorizar a nutrição, monitorar-se a inclusão de acções sensíveis à nutrição nos PES e garantir o orçamento. Investir-se num sistema de informação (monitoria e avaliação) eficaz  ao mais alto nível”, defendeu.
Recentemente, o FDC realizou um encontro de advocacia para a nutrição em Moçambique com os deputados da Assembleia da República, no sentido de chamar a sensibilidade dos parlamentares em relação à problemática da desnutrição, como um fenómeno que deve merecer atenção daquele órgão legislativo.
 

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A II edição do festival de carne realizado no sábado, no distrito de Magude, província de Maputo, não foi apenas um momento de lazer para as centenas de pessoas que ali afluíram, mas também uma oportunidade para expor e negociar uma das mais importantes riquezas de que o distrito tanto se orgulha- o gado bovino. Leia mais

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