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Director: Lázaro Manhiça

FORMAR e produzir internamente como forma de rentabilizar os recursos existentes nas suas oficinas e caminhar rumo a uma autonomia financeira, é a grande aposta do Instituto Industrial e Comercial da Matola (IICM), uma entidade do ensino técnico- profissional baseada na província de Maputo.

Criada em Abril de 1979 pelo Presidente Samora Machel, com a finalidade de responder às necessidades do Parque Industrial da Matola, a instituição está actualmente vocacionada para ensinar o saber fazer e treinar técnicos à altura de gerar seus postos de trabalho e não dependerem exclusivamente do mercado do emprego, depois da sua graduação.

Porque o mercado de consumíveis, sobretudo do sector agrário tem sido alimentado por artigos importados, o “Notícias” procurou saber do director do IICM, Amosse Mabunda, o nível e perfil dos estudantes ali forjados, bem como a contribuição que eles dão ao mercado interno. Leia mais

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MOÇAMBIQUE poderá conhecer momentos sombrios dentro das próximas semanas, caracterizados pela eventual eclosão da terceira vaga da Covid-19, segundo Túlio de Oliveira, pesquisador da Universidade do KwaZulu-Natal.

Falando na II Conferência Científica sobre a Covid-19, organizadapelo Instituto Nacional de Saúde(INS),Oliveirajustifica o facto à proximidade e dependência que Moçambique tem em relação à África do Sul, país que neste momento apresenta uma evolução acentuada de contaminação e que já entrou para a terceira vaga da doença.

Para o pesquisador, a tendência de contaminação leva a concluir que os países vizinhos da província sul-africana de Gauteng, entre os quais está Moçambique, ressentir-se-ão desta nova vaga de infecções.

Recuou no tempo para explicar a tendência da propagação do vírus, afirmando que no final do ano passado a África do Sul não só exportou variantes para o resto do mundo, mais de 80 países, como também para a maioria dos países africanos, sobretudo da região Sul.

A propagação aconteceu quando muitos turistas ou pessoas que trabalham na África do Sul regressaram para os seus países de origem, já infectados. “Nós achamos que agora, com a terceira vaga, o fenómeno venha a repetir-se e como a África do Sul está com muitas infecções, provavelmente, nas próximas semanas, o número de infectados poderá crescer muito”, prevê. 

Explicou que na África do Sul, a segunda vaga começou pelo Estern Cape, Nelson Mandela Bay e rapidamente desceu a costa, até a província de Gauteng. Nesta terceira vaga, adianta, ela tem como ponto de partida Gauteng e está a propagar-se no sentido contrário, o que nos leva a concluir que nas próximas semanas poderá intensificar-se noutros países do Sul de África.

O alerta de Oliveira continua, chamando atenção para o facto de existir mais uma estirpe que está a dominar as infecções no Leste de África, denominado A23.1.Esta variante assola o Uganda e é responsável por muitos casos daCovid-19, para além de uma outra, no Oeste africano, designada B.11.525, que causa a maioria das infecções no Oeste de África.

Actualmente, avança, África está a identificar muitas novas variantes, algumas das quais com muitas mutações antes descritas na história do novo coronavírus.

O exemplo é da variante detectada em Angola, entre viajantes da Tanzania com  quase dobro das mutações, comparada com a que foi descoberta na África do Sul, num trabalho que envolveu pesquisadores deAngola, África do Sul e pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças em África.

Ainda na contextualização do roteiro docoronavírus em África, Oliveira citou dados do Ministério da Saúde das Maurícias, que dão conta de uma outra variante que causou todas as infecções locais ocorridas neste país, que era tido como exemplo no controlo dos níveis de propagação.

Entretanto, pesquisadores nacionais na área da Covid-19 garantem que as vacinas em uso em moçambique são seguras,eficazes e vão ajudar a evitar as formas mais graves da doença e, consequentemente, reduzirão os internamentos.

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O MINISTRO da Saúde, Armindo Tiago, confirmou hoje (21) a presença no país da variante Delta do novo coronavírus, originária da Índia e considerada mais contagiosa.

Tiago falava na manhã de hoje na abertura do seminário do Sistema de Informação de Saúde (SIS) de Moçambique, durante a qual afirmou que “as amostras enviadas para a África do Sul para testagem trouxeram resultados que dão conta da existência desta variante na região centro do país, mas concretamente na província de Tete”

“A situação na província de Tete é deveras preocupante. É nesta província onde também detectamos o primeiro caso da variante Delta que é mais transmissível de acordo com a experiência dos outros países. A província de Tete caminha a passos largos para uma situação de transmissão grave e disseminada a nível da comunidade”, alertou o ministro.

Dada a situação de tendência crescente de casos da Covid-19 no país, o ministro reiterou, uma mais vez, o apelo para o cumprimento das medidas de prevenção e combate desta doença que já matou mais de 848 pessoas em Moçambique.

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NÃO esperar que os exploradores de madeira façam a reposição das árvores, é a atitude das comunidades do distrito de Mopeia, província da Zambézia, como forma de reduzir o desmatamento.

 Outro método  adoptado pelos residentes de Mopeia, em busca de resiliência, é a aposta na produção de mudas, para repovoar todas as áreas que vão sendo devastadas em consequência do abate de árvores para extracção da madeira, quer por operadores autorizados quer por ilegais.

Vidal Bila, administrador de Mopeia, disse que pelo facto de a população recorrer, muitas vezes, a práticas que atentam ao meio ambiente, em busca de sobrevivência, as autoridades distritais criaram um grupo de poupança rotativa, que não só permite aos membros ter acesso ao valor para desenvolver outras actividades, como também visa afastá-los de acções de desmatamento por via da produção de carvão ou do corte de  lenha, com  frequência.

Porque nem tudo se resume na madeira, Mopeia potencia o programa “Escola na Machamba do Camponês”, onde a população pratica a agricultura de forma mais organizada, para obter maior rendimento, facto que os colocará cada vez mais longe de acções de degradação do meio ambiente, a pretexto de busca de sustentabilidade.

Na âmbito do seminário nacional sobre as mudanças climáticas, promovido pelo Ministério da Terra e Ambiente, Bila foi um dos convidados e partilhou o que há de melhor em Mopeia, no contexto da mitigação dos efeitos de eventos climáticos extremos. Destacou o papel da administração na definição de linhas de orientação a ser  implementadas pelas comunidades.

Sobre o número de árvores já plantadas neste programa, Bila falou de áreas que estavam completamente devastadas pelos madeireiros, mas que a população conseguiu restaurá-las plantando mais de mil espécies nativas.

“O madeireiro tinha preparado viveiros como mandam as normas, mas depois de extrair a quantidade de madeira que pretendia, abandonou a zona sem honrar o compromisso assumido como condição para a exploração da madeira. Assim, os comités conseguiram, com recurso àquelas mudas, fazer o repovoamento. O mesmo está a acontecer na região de Zanza, embora tenha sido com o apoio de um outro madeireiro”, disse.

 Reconheceu que ainda se deve trabalhar muito no programa de criação dos comités. “Este é o primeiro desafio. O segundo é aprimorar o projecto criado para construção de obras resilientes. “O nosso distrito é propenso a ventos e chuvas que por consequência provocam cheias para além de registar, nos últimos tempos, a ocorrência de sismos, ainda que sejam de pequena magnitude.

“Agora estamos a edificar uma escola na expectativa de que a obra não seja vulnerável e na eventualidade de sofrer  intempérie, o impacto seja menor”, finalizou.

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AS ministras da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze e da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, presidem amanhã (18) a reunião conjunta virtual dos ministros responsáveis pelo ambiente, recursos naturais e turismo dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

De acordo com uma nota recebida na nossa Redacção, o encontro tem por objectivo avaliar o cumprimento das recomendações da última reunião realizada a 25 de Outubro de 2019, em Arusha, na Tanzânia.

O comunicado acrescenta que serão verificadas acções desenvolvidas pelos Estados-membros nas áreas do ambiente, mudanças climáticas, florestas e fauna bravia, áreas de conservação e turismo.

O evento é antecedido pela reunião dos altos funcionários dos Estados membros da SADC.

Moçambique assume a presidência da organização regional desde 17 de Agosto de 2020.

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CONVERSAS AOS SÁBADOS

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Cezerilo Matuce

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