Director: Júlio Manjate

Moçambique pretende consolidar o papel de polo energético na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
O desafio foi anunciado ontem, em Maputo, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no seu discurso de investidura para segundo mandato de cinco anos, acto solene que contou com a presença de vários estadistas estrangeiros, na sua maioria da região.
“Queremos consolidar o papel de Moçambique como polo energético na região da SADC. Vamos aumentar a disponibilidade de energia, promovendo investimentos públicos e privados que assegurem, pelo menos, mais 600 MW em novas infra-estruturas de geração”, disse.
No seu discurso, Nyusi destacou que o desafio da electrificação continua presente, frisando que, durante este quinquénio, a energia deverá cumprir o seu papel de factor impulsionador do desenvolvimento social e económico, assegurando a agricultura e industrialização.
“Vamos garantir uma contribuição cada vez maior das energias renováveis. Prosseguiremos com a expansão e reforço da rede eléctrica nacional e construção dos primeiros 750 quilómetros da nova espinha dorsal do sistema de transporte de electricidade de alta tensão de 400 KV, ligando o norte ao sul do país”, afirmou.
Nyusi assumiu ainda o compromisso de electrificar todas as sedes dos Postos Administrativos, no quadro do Programa Energia para todos. No mandato anterior, o seu governo cumpriu o compromisso de electrificar as sedes de todos os distritos do país.


 

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O abate ilegal de elefantes na Reserva Nacional do Niassa registou uma diminuição considerável no ano passado, graças à melhoria da coordenação entre os fiscais e organizações internacionais parceiras dedicadas à conservação da biodiversidade.

Dados disponibilizados ao “Notícias” indicam que em 2019 foram encontradas, nesta área de conservação, pelo menos 15 carcaças de elefantes que se presume tenham sido mortos para retirar as suas presas.

Em 2015, nesta reserva com cerca de 42 mil quilómetros quadrados e uma das maiores do continente africano, registaram-se 115 casos de abate ilegal de elefantes. Contudo, a partir daquele ano as autoridades governamentais, em coordenação com parceiros de cooperação, reforçaram os mecanismos de prevenção e combate à caça furtiva do elefante.

Nos últimos anos foram adquiridas viaturas e aeronaves para fiscalização, assim como foram  recrutados mais fiscais florestais, sendo também que as autoridades judiciais se envolveram também em acções de sensibilização, com vista a educar as comunidades sobre a necessidade de preservarem  a biodiversidade. 

Através de denúncias relacionadas com a preparação e movimentação de furtivos dentro da reserva, visando o abate ilegal de elefantes, que é um animal protegido por lei, os órgãos judiciais começaram a julgar e condenar os implicados nos casos. 

O governo provincial destacou, no seu balanço relativo ao desempenho do ano passado,  que as procuradorias distritais, fiscais da direcção provincial da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural e a Policia da República de Moçambique, desenvolveram um trabalho brioso para garantir a redução substancial da caça furtiva.

Destacou igualmente o impacto da entrega às comunidades do fundo correspondente a aos 20 por cento do valor pago pelos operadores turísticos.

De acordo com a lei, qualquer operador turístico, florestal, entre outros exploradores dos recursos naturais, deve alocar 20 por cento da taxa de exploração para as comunidades locais da área onde está inserido.

O governo provincial  refere  ainda que operacionalizou, ao longo do último semestre do ano passado, o funcionamento de postos de fiscalização fronteiriço para travar o contrabando de troféus para os países vizinhos, nomeadamente  a Tanzania e o Malawi.

A construção de infra-estruturas, tais como fontes de abastecimento de água potável,  unidades sanitárias, escolas e alargamento da rede eléctrica através de painéis solares é vista como um factor positivo para incentivar as comunidades a se empenhar na preservação dos animais bravios.

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O InstitutoNacional de Saúde (INS), entidade que desenvolve pesquisas da saúde da população em Moçambique, alerta contra a ameaça séria das doenças cardiovasculares, com especial atenção para a doença reumática do coração que afecta 30 em cada 1000 crianças.

Esta doença é associada à pobreza que assola o país e pela sua gravidade só pode ser tratada através da cirurgia e em casos extremos leva à morte das crianças ou, doutra forma, os pacientes crescem com a doença em países como Moçambique por falta de condições para a realização de cirurgias.

A informação foi tornada públicaquinta-feira, em Maputo, pela médica cardiologista e investigadora sénior do INS, Ana Olga Mucumbi, durante a visita da presidente da Federação Mundial do Coração, Karen Sliwa, efectuada ao Hospital de Mavalane, para se inteirar da implementação de projectos de pesquisa em saúde cardiovascular.

“A febre reumática ou doença reumática do coração é uma séria ameaça para saúde pública e enquadra-se no grupo das doenças crónicas. Neste momento, uma das prioridades da instituição é a doença cardiovascular, concretamente o tipo que é associado à pobreza que é a doença reumática do coração”, disse a fonte.

Explicou que a doença em causa bloqueia as válvulas cardíacas e não permite que o sangue flua correctamente pelo corpo humano, levando o indivíduo à insuficiência cardíaca. Em Moçambique, a doença é muito prevalecente, atacando desde crianças com idade escolar, até adultos.

“A doença torna-se mais preocupante ainda porque as autoridades de Saúde não têm capacidade técnica, nem abrangência territorial para fazer tratamento a todas as pessoas enfermas. Estudos realizados em 2018 indicam que a doença afecta 30 em cada 1000 crianças no país”, disse.

O INS aponta a prevenção como uma das saídas para o problema das doenças cardiovasculares no país, mas reconhece igualmente que as comunidades são desprovidas de condições para a prevenção, o que torna a situação mais difícil, tanto para os que padecem da doença, como para as autoridades do pelouro.

Mucumbi afirmou que a comunidade cardiovascular de Moçambique, o Ministério da Saúde e o Instituto de Coração estão a envidar esforços para conhecer melhor o problema e tentar alimentar pesquisas capazes de apontar caminhos de prevenção seguros para o país.

“Temos que juntar sinergias para que a doença, que é prevenível, deixe de existir em Moçambique, tal como não existe em outros países”, anotou a fonte.

É no quadro dos esforços de controlo das doenças cardiovasculares que a presidente da Federação Mundial do Coração, Karen Sliwa, está de visita a Moçambique, concretamente para contribuir na redução da mortalidade causada por doenças cardiovasculares no país.

Karen Sliwa, no cumprimento da sua agenda, visitou, quinta-feira, a Unidade de Pesquisa do INS que funciona no Hospital Geral de Mavalane, na cidade de Maputo, e  participou  do seminário sobre a saúde cardiovascular da Mulher, evento que contoucom a participação de pesquisadores e profissionais que trabalham na área de saúde cardiovascular. -(AIM)

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O nível de enchimento das barragens dos Pequenos Libombos, Corumana e Massingir começa a preocupar as autoridades, numa altura em que as previsões sazonais apontam para chuvas abaixo do normal, receando-se, por isso, que não haja encaixes.

A Barragem dos Pequenos Libombos está actualmente com 26.23 por cento da sua capacidade, a de Corumana com 25.26 por cento, e a de Massingir 34.61 por cento, de acordo com a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH).

Agostinho Vilanculos, da DNGRH, aponta que a Barragem dos Pequenos Libombos, principal fonte de abastecimento de água à Região do Grande Maputo, tinha nível relativamente bom, mas as elevadas temperaturas nos dias que correm aumentam o ritmo de evaporação.

Embora já se tenha auxílio da de Corumana, a fonte recomenda que os cidadãos intensifiquem as medidas de racionalização da água da rede pública, evitando ao máximo lavar viaturas, regar jardins e outras actividades dispendiosas.

As descargas, na ordem de 3.09m3/s, garantem na totalidade o abastecimento de água para consumo humano e 30 por cento das necessidades agrícolas ao longo das margens do Umbelúzi. O ideal seria 4.5m3/s.

Embora os níveis sejam inquietantes, Vilanculos garantiu que no actual modelo de operação as duas barragens vão assegurar o abastecimento por mais 16 ou 18 meses, mesmo que não encaixem água até ao fim das chuvas em Março.

Contrariamente ao que se verifica no Sul, no Centro e Norte os níveis de armazenamento são satisfatórios, prevendo-se que algumas barragens atinjam 100 por cento até ao fecho da presente época chuvosa.

Cahora Bassa (HCB) e Chicamba, no Centro, registam nível de enchimento de 70.75 e 68.77 por cento, enquanto Nacala e Mugica, no Norte, situam-se nos 91.82 e 68.13, respectivamente. Nampula já está plenamente cheia. 

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Quatro pessoas morreram na província de Nampula, em consequência do mau tempo que se faz sentir na região, disseram ontem à Lusa fontes oficiais.

Três dos mortos são menores de quatro anos, o outro é um adulto de 30, todos vítimas da forte corrente das águas dos rios, que tem aumentado com as últimas chuvas que caem naquela província.

O primeiro caso ocorreu entre os bairros de Murrapaniua e Moatala, onde uma criança de quatro anos, que brincava próximo ao rio Nicuta, e um adulto de 30 anos, que tentava atravessar para a outra margem, foram arrastados pela correnteza do rio.

"As vítimas foram arrastadas pela fúria das águas do rio Nicute, que passa por vários bairros da cidade de Nampula", disse à Lusa o porta-voz da Polícia da República de Moçambique [PRM] em Nampula, Zacarias Nacute.

Um trabalho conjunto entre a PRM e o Serviço Nacional de Salvação Pública (Sensap) facilitou a localização dos corpos, que já foram entregues às famílias, acrescentou.

Por sua vez, no sábado, uma canoa que transportava quatro pessoas da mesma família naufragou num rio no distrito de Lalaua, matando duas crianças, de dois e quatro anos.

"As duas crianças morreram, apenas o pai e a mãe é que conseguiram salvar-se", disse à Lusa a administradora do distrito de Lalaua, Alzira Samuel.

Segundo a administradora, o corpo de uma das menores foi recuperado na segunda-feira e o outro no sábado.

O mau tempo que se regista em Nampula afectou cerca de 130 pessoas e destruiu total e parcialmente 37 casas.

Dados gerais avançados no dia 02 de Janeiro pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) indicavam que 47.572 pessoas foram afectadas, cinco morreram e outras 53 ficaram feridas devido aos efeitos combinados da época chuvosa em curso desde Outubro.

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