Director: Júlio Manjate

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, afirmam que a vacina contra a SARS-CoV-2, administrada através de um adesivo do tamanho da ponta de um dedo, gera anticorpos considerados suficientes para neutralizar o vírus.

Uma vacina demonstrou em ratos uma resposta positiva capaz de neutralizar o novo coronavírus.

Os dados foram publicados, esta quinta-feira, pela EbioMedicine e permitem, o que parece ser, um grande avanço no controlo desta doença que, à data de hoje, já afectou mais de um milhão de pessoas e causou mais de 50 mil mortos em todo o mundo.

Os cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, afirmam que a vacina contra a SARS-CoV-2, administrada através de um adesivo do tamanho da ponta de um dedo, gerou anticorpos considerados suficientes para neutralizar o vírus.

"Tínhamos uma experiência anterior com o SARS-CoV em 2003 e o MERS-CoV em 2014. Esses dois vírus, que estão intimamente relacionados ao SARS-CoV-2, ensinaram-nos que uma proteína específica, chamada proteína de pico, é importante para induzir imunidade contra o vírus. Sabíamos exactamente onde combater esse novo vírus”, explicou a co-autora desta investigação Andrea Gambotto.

"Portanto, é importante financiar a investigação de vacinas. Nunca se sabe quando irá surgir a próxima pandemia", afirmou.

(Notícias/RM/NMinuto)

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Os médicos moçambicanos defendem a revisão do valor de subsídio de risco para todo pessoal de saúde, sobretudo no actual contexto da propagação do novo Coronavírus no país.

A posição foi colocada este sábado, no âmbito da comemoração do Dia do Médico Moçambicano.

O representante da Associação dos Médicos de Moçambique, Milton Pantim, apontou que a proposta deve-se ao facto da classe estar exposta a contrair várias doenças, principalmente, neste momento, em que o país e o mundo estão a ser assolados pela pandemia do Covid-19.

“Pedimos ao nosso Governo para que nos apoie, adoptando meios de trabalho que nos permitam salvar a população, e nos protejam como seres humanos. Pedimos também que se reveja o valor de subsídio de risco que é atribuído aos médicos e profissionais de saúde", disse Pantim.

O médico apelou àsociedade para que se mantenha calma e siga as recomendações da Saúde para se precaver do novo Coronavírus.

Por sua vez, o Bastonário da Ordem dos Médicos, Gilberto Manhiça, indicou que a luta contra a Covid-19 deve ser de toda a sociedade.

“Esta epidemia não é para ser combatida, apenas, pela equipa de Saúde, mas por cada um de nós”, apontou.

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A SOBREVIVÊNCIA da espécie humana reside na coesão, cooperação, interajuda e solidariedade, valores que caracterizam a missão da classe médica que, à escala planetária, assume a dianteira na luta que o mundo trava contra a pandemia da Covid-9, colocando a vida e a saúde sempre acima de quaisquer interesses inerentes ao ser humano.

Esta apreciação é do Presidente da República, Filipe Nyusi, que na sua mensagem por ocasião do Dia do Médico, que hoje se assinala, toma o ensejo para reconhecer que, com a emergência da Covid-19, é a classe médica que, juntamente com outros profissionais da saúde, se desdobra em intervenções e consente imensuráveis sacrifícios, com amor e dedicação, mantendo intacto o supremo valor que é a vida, e honrando o solene juramento de Hipócrates.     

“Quando se escolhe ser profissional de saúde, especialmente a área de Medicina, optamos por um amor profundo pelo ser humano, uma dedicação intensa ao aprendizado que tem em vista salvar vidas. É uma opção solene, estudar e aprender permanentemente, pelo resto das nossas vidas, tendo como foco melhorar o atendimento ao paciente que nos procura. O médico moçambicano revê-se, nitidamente, neste paradigma”, lê-se na mensagem do Chefe do Estado.

Por ocasião da data, o Presidente da República rende homenagem à classe médica e, através dela, a todos os profissionais de saúde que, nesta complexidade, plena de riscos, “tudo fazem para que o nosso Sistema de Saúde seja acessível e à altura das necessidades dos que dele precisam e dependem”.

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Vinte mil unidades de testes do novo coronavírus foram entregues esta quinta-feira ao Ministério da Saúde, para reforçar a capacidade de diagnóstico da doença nos laboratórios do Instituto Nacional de Saúde (INS).

Os meios são uma doação da Fundação Jack Ma, da China, que também disponibilizou 100 mil máscaras e igual número de kits de protecção individual para os profissionais de saúde.

Segundo a directora nacional de Saúde Pública, os meios de diagnóstico estão dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e serão redistribuídos por várias unidades sanitárias do país.

“Estamos a criar condições para testar o novo coronavírus em todo o país e tornar o Serviço Nacional de Saúde ainda mais abrangente. À posterior, as amostras são analisadas no Instituto Nacional de Saúde (INS), tendo em conta as particularidades da tecnologia empregue no diagnóstico”, disse Rosa Marlene.

No habitual briefing de actualização da situação da Covid-19, Rosa Marlene referiu que nos 43 testes feitos nas últimas 24 horas não foi detectado nenhum caso positivo de coronavírus.

Contudo, as autoridades da Saúde estão a fazer o acompanhamento de 96 pessoas, todas da cidade de Maputo, que tiveram contacto com os sete infectados registados até quinta-feira. Deste número, seis casos são importados e um resulta de transmissão local.

A incidência do coronavírus no país e no mundo continua a exigir esforços para a contenção da pandemia. Até quinta-feira tinham sido confirmados 436 mil casos no globo, dos quais 49.200 nas últimas 24 horas, com um saldo cumulativo de 20.384 mortos.

No continente africano foram registados 83 mortos e 254 recuperados num universo de 3.243 casos confirmados até às 09 horas de ontem. O Ministério da Saúde reitera os apelos à prevenção, de modo a conter o avanço da Covid-19.

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O que significa estar em autoquarentena?

AUTOQUARENTENA é um processo em que o indivíduo fica em sua casa num compartimento sem mais ninguém. Não havendo essa possibilidade, ele deve manter um distanciamento de aproximadamente dois metros com os outros. A ideia da quarentena é de não transmitir o vírus. Quarentena não é para pessoas doentes, é para aqueles indivíduos saudáveis que não sabemos se estão infectados. Estando em quarentena não deve partilhar utensílios com os outros, e é preciso implementar medidas de desinfecção. É uma medida de distanciamento social.

Quanto tempo o vírus resiste fora do organismo ou no ambiente?

Este vírus transmite-se por gotículas, geradas por espirros ou tosse, que ficam suspensas no ar ou contaminam superfícies. Um estudo publicado esta semana (semana passada) sugere que em gotículas no ar o vírus pode ficar até três horas suspenso ou no chão. Os tempos de sobrevivência divergem em relação ao tipo de superfícies se for cartão, alumínio ou aço. Em algumas superfícies ele pode ficar até três dias. É por isso que se deve higienizar as mãos com frequência e evitar tocar na cara. É preciso deixar o espaço arejado, com boa ventilação e circulação do ar.  O vírus é altamente transmissível.

Qual é o tempo de incubação do vírus?

O registo dos casos até agora verificados pelo mundo mostram que o período de incubação em média é de cinco dias, mas pode ir até 14 dias.

Em caso de tosse, febre ou fadiga devo me dirigir ao hospital?

Haverá conselhos diferentes consoante a fase da epidemia e a gravidade da doença. Numa fase sem casos confirmados,  solicitamos a quem tem sintomas ligeiros para ligar a um dos números que o MISAU disponibilizou. Numa fase em que já estaremos com vários casos identificados a recomendação poderá mudar. Pessoas com sintomas leves deverão ficar em casa para não sobrecarregar o sistema de saúde e reduzir a transmissão.

Em relação ao tratamento, já há alguma descoberta?

Neste momento não há tratamento específico. O tratamento é sintomático, isto é, damos o suporte que as pessoas precisam para vencer a dificuldade respiratória e a febre. Alguns falam de cloroquina, antiretrovirais, etc. Estes tratamentos ainda não estão cientificamente provados. Há, por exemplo, um estudo recentemente publicado numa revista científica de renome internacional que mostra que os antiretrovirais não têm efeito positivo sobre a doença.

Fonte: Ilesh Jani, investigador coordenador do Instituto Nacional de Saúde

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