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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho de Rosário, afirmou na manhã de hoje, que, o maior desafio do momento, é assegurar a disponibilidade de água, para o consumo humano e de animais, para aumentar a produção de alimentos nas zonas mais propensas à seca.

“Encontrem ainda melhores formas científicas e tecnológicas, para utilização e gestão sustentável de recursos naturais nas zonas áridas e semi-áridas, com enfoque, para a provisão de água, reflorestamento, controlo da erosão, bem como, a recuperação e protecção das terras usadas”, acrescentou o Primeiro-Ministro.

Do Rosário falava na cerimónia de abertura do simpósio com o tema “Estratégias para o desenvolvimento integrado das zonas áridas e semi-áridas em Moçambique”, que junta várias entidades nacionais e estrangeiras, para a partilha de experiencias na área.

O dirigente disse esperar, que o evento venha a contribuir, para a identificação de modelos adequados de desenvolvimento, para as zonas áridas e semi-áridas de Moçambique.

A implementação destas acções irá requerer de vós, a identificação e busca de mecanismos de financiamento, para elevar a resiliência climática e tornar os distritos com características áridas e semi-áridas em zonas de desenvolvimento integrado.

Para a fonte, o simpósio enquadra-se na visão do Governo em criar condições, para a redução da vulnerabilidade de cerca de 2.8 milhões de pessoas, que vivem em 27 distritos do nosso país, com aquelas características climatéricas.

Na província de Gaza, foram abertos 21 reservatórios escavados para água, com capacidade de armazenamento de 25 mil metros cúbicos cada, bem como, instalados 56 pequenos sistemas de irrigação por aspersão, explicou.

Abrimos, igualmente, cerca de 45 furos multiusos em Gaza, Inhambane e Maputo, que estão a beneficiar mais de 12.000 famílias e 100.000 cabeças de gado bovino, com impacto também na produção massiva de hortícolas ao redor destas infra-estruturas.

Estas infra-estruturas estão a beneficiar mais de 4 mil famílias e cerca de 42.500 cabeças de gabo bovino, bem como, a contribuir para o aumento da área de produção em 360 hectares, nos distritos da zona norte da província de Gaza.

Enquanto isso, na província de Tete construímos 21 represas, que estão a beneficiar 15 mil pessoas, garantindo a irrigação de mais de 60 hectares e o abeberamento de cerca de 11 mil cabeças de gado bovino e caprino.

Com estas acções, estamos a registar o aumento da produção agrícola, sobretudo, hortícolas, o que está a concorrer para a segurança alimentar e melhoria da dieta das famílias nas zonas, ciclicamente, afectadas pela seca.

O evento coincide com as celebrações dos 20 anos do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades e houve uma exposição de equipamento usado nas operações desta instituição.