A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) está a auscultar as comunidades locais e sociedade civil com vista a criar, até 2020, a Área de Protecção Ambiental (APA) da Costa dos Elefantes, na província de Maputo, sul de Moçambique.

A APA da Costa dos Elefantes é uma iniciativa de gestão de Terra e de recursos naturais, que tem benefícios, tanto para as comunidades locais, como para o Estado, na medida em que todos tornam se actores primordiais na gestão destes e vai abranger os territórios, onde, está a Reserva Especial de Maputo, Reserva Parcial da Ponta de Ouro, Ilha de Inhaca, posto administrativo de Zitundo, Machangulo e Bela Vista.
O substituto do Director-Geral da ANAC, Muhamed Haruna, exortou, quarta-feira, em Matutuine, província de Maputo, que todos temos, que trabalhar na conservação da biodiversidade, para o bem das gerações vindouras.
Haruna falava para uma plateia com mais de 200 pessoas, entre membros das comunidades locais, do governo distrital, líderes comunitários, quadros do Estado e operadores de turismo, que participava a auscultação pública.
Segundo a fonte, a região de Matutuine é parte integrante de uma área importante do globo terrestre, em termo da sua diversidade ecológica. Na parte terrestre, encontra-se uma riqueza faunística e o reconhecimento potencial turístico, que levou à criação, em 1960 da Reserva Especial de Maputo.
Na sua parte marinha, explicou Haruna, esta região é constituída por uma das oito áreas em África do leste de importância global em termos de diversidade biológica, com recifes de coral único, e a maior densidade de nidificação de tartaruga de couro de todo Moçambique.
“Este património natural, que ocorre nesta região, providenciou uma oportunidade de promover uma gestão integrada, de forma a estimular o incremento da renda, para o Estado moçambicano, através do turismo, pesca e a exploração sustentável de recursos naturais”, disse a fonte, para quem a pesca cria a diminuição da chamada economia azul.
Nós”, como Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER), dentro das nossas atribuições, pretendemos potenciar uma gestão integrada desta paisagem com qualidades estéticas, ecológicas e culturais específicas e excepcionais, incentivando o desenvolvimento de actividades, que beneficiem e promovam serviços importantes, para os seus residentes e vizinhos”, disse Haruna.
Com efeito, Haruna disse haver uma necessidade de categorizar esta região, de forma mais adequada e eficaz, em face da actual realidade no território, incluindo os desafios, em matéria de uso sustentável do património natural e cultural existente.
Na sua intervenção, o administrador do distrito de Matutuine Artur Muandule, reconheceu, que esta actividade faz parte do plano quinquenal do governo, no âmbito de promoção de boas práticas na gestão de terra, geração de renda, para as comunidades e para o Estado e, sobretudo, para a conservação da biodiversidade.
“Matutuine tem inúmeras infra-estruturas turística, por isso que há necessidade de se estabelecer regras claras, para evitar a destruição dos ecossistemas considerados únicos”, referiu Muandula.

 

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