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O Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado condenou, na última quarta-feira (19), três pessoas a 12 anos de prisão, cada, por caça ilegal de animais numa área de conservação

“A pena foi merecida e é uma decisão que desencoraja os inimigos da biodiversidade e todos os que um dia pretendam dizimar animais”, disse à Lusa, Agostinho Sithole, advogado da Reserva Nacional do Niassa.

Os fiscais da reserva do Niassa  detiveram os três caçadores furtivos em Setembro de 2018, num acampamento que servia de armazém para produtos de caça, na zona de Nakaka.

A equipa de fiscais encontrou 52 quilos de carne fumada de diferentes animais, uma cabeça de javali, oito cabeças de cabrito do mato e uma cauda de zebra.

Os caçadores tinham ainda 33 armadilhas mecânicas, das quais seis de cabo de aço para animais de grande porte, 27 de fibra sintética para animais de pequeno porte, uma motorizada, três bicicletas, duas catanas, farinha de milho e panelas.

Cada um dos três homens foi punido com uma pena de 12 anos de prisão, o mínimo para o crime cometido, segundo o advogado da reserva.

“A caça tem de ser permitida pelas autoridades competentes, mais ainda naquela reserva”, referiu Geraldo Patrício, juiz da causa.

A caça furtiva  tem sido uma grave ameaça à vida selvagem no país e reduziu drasticamente algumas espécies, segundo dados oficiais.

A Reserva Nacional do Niassa, criada em 1960, é a maior área protegida do país, com uma extensão de 42 400 quilómetros quadrados.

(Notícias/Lusa)

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