Director: Júlio Manjate

O GOVERNO reitera que o foco do país no combate ao novo coronavírus vai continuar a ser a prevenção, para evitar novas infecções. Na óptica do Executivo, esta é a arma mais importante para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde nacional que, a além do Covid-19, tem outras doenças com as quais deve lidar.

Ontem, uma equipa do Governo liderada pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, manteve um encontro com parceiros de cooperação internacional para avaliar o impacto económico e necessidades de apoio para que o país possa fazer face à pandemia, que está a registar rápida propagação à escala global e já com um caso positivo confirmado em Moçambique.

Na ocasião, o Primeiro-ministro disse que o país necessita de cerca de 700 milhões de dólares norte-americanos para responder aos desafios esperados nas componentes de saúde e da economia.

“Para além da prevenção e tratamento da pandemia, no domínio económico estão a ser feitos ajustamentos, pois as nossas projecções iniciais do Produto Interno Bruto (PIB) apontavam para um crescimento de 4.8 por cento, mas esta taxa será ajustada  para um intervalo que varia entre 2.2 por cento (num cenário pessimista) e 3.8 por cento (cenário razoável)”, disse.

Carlos Agostinho do Rosário afirmou ainda que o Governo pretende criar  infra-estruturas, para além de construir e apetrechar 79 hospitais distritais.

“Na componente económica, as prioridades vão para o apoio ao Orçamento do Estado para compensar a queda de receitas que vai resultar do ajustamento do PIB. Também vamos precisar de apoio para as micro e pequenas empresas se reerguerem dos impactos negativos da pandemia, sabido que estas representam cerca de 20 por cento das receitas cobradas no país”, afirmou.

Em declarações a jornalistas no final do encontro, o representante-residente do Fundo Internacional Monetário (FMI) em Moçambique, Ari Aisen, disse que a sua instituição abriu uma linha de crédito rápido de 50 biliões de dólares para todos os países em desenvolvimento e emergentes, incluindo Moçambique.

“O FMI e os parceiros de cooperação vão apoiar Moçambique. O país já está a implementar boas políticas: o Banco de Moçambique relaxou as reservas obrigatórias permitindo a injecção de recursos na economia”, disse.

Segundo ele, foi também anunciadapelo Banco de Moçambique a disponibilidade de uma linha de crédito em moeda estrangeira (em dólares norte-americanos),que permitirá que a economia tenha mais liquidez para satisfazer as necessidades das suas importações.

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