ANC promete combate à corrupção e desenvolvimento local em véspera de eleições

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O PRESIDENTE do Congresso Nacional Africano (ANC), Cyril Ramaphosa, prometeu combater a corrupção e impulsionar o desenvolvimento local na apresentação do manifesto eleitoral do partido no poder para as próximas eleições locais.

“Nos últimos dois anos, fizemos progressos importantes para acabar com a captura do Estado e combater a corrupção, tanto no Governo como no ANC e estamos empenhados em fazer isso ao nível do governo local”, referiu o líder sul-africano, citado pela Lusa.

“Muitos municípios confrontam-se com a corrupção e a má gestão, que desviam recursos cruciais necessários para atender às necessidades da população”, adiantou.

Ramaphosa, que é também Presidente da República, disse ainda que o ANC “impulsionará” o desenvolvimento económico local, salientando que o partido no poder vai “melhorar os assentamentos informais” que proliferam nas grandes cidades do país.

Na apresentação do plano eleitoral a cinco anos, na capital do país, Tshwane (antiga Pretória), que o ANC perdeu nas últimas eleições locais para a oposição, Ramaphosa declarou que o partido no poder “está empenhado” em fazer com que “os funcionários municipais sejam competentes, experientes e que tenham o apoio necessário para o desempenho das suas funções no serviço às comunidades”.

Nesse sentido, Cyril Ramaphosa referiu que o futuro do país “depende da renovação e unidade do Congresso Nacional Africano”.

Ramaphosa frisou também que “o ANC está a acelerar a reforma agrária”, referindo-se à expropriação de terras privadas sem compensação financeira.

Sobre a falta de abastecimento de eletricidade, que se agravou nas últimas duas décadas no país com a captura da estatal Eskom pela grande corrupção pública fomentada por dirigentes do partido no poder, Ramaphosa referiu que “o ANC aumentará a contribuição da energia renovável para a rede”.

O líder partidário reconheceu também que “a qualidade da água continua a ser péssima em muitos municípios”, acrescentando que “o ANC vai melhorar a infraestrutura”.

“Agora é a hora de nos concentrarmos no governo local e pretendemos fazer exactamente  isso”, sublinhou.

“Como parte da promoção da coesão social, vamos reconstruir e reabilitar instalações desportivas, artísticas e culturais para criar programas e oportunidades, especialmente para jovens e mulheres”, frisou o presidente do ANC e chefe de Estado sul-africano.

“O ANC irá trabalhar com as comunidades para construir comunidades mais seguras e combater o crime e o consumo de drogas. No momento em que vos falo esta noite, a população de Tshwane está de luto pela morte trágica e brutal de Tshepo Motaung, um candidato do ANC para estas eleições e um vereador local em Mabopane”, salientou Ramaphosa.

O ANC, o partido no poder na África do Sul desde 1994, perdeu vários municípios para a oposição, em 2016.

Nas últimas eleições para o governo local, o ANC atribuiu a sua “incapacidade” em lidar com o desemprego, a pobreza, a violência e a desigualdade social “ao lento crescimento económico” do país, a economia mais desenvolvida do continente africano.

A África do Sul vai realizar eleições para o governo local em 01 de novembro, anunciou no início deste mês a ministra da Governação Cooperativa e Assuntos Tradicionais sul-africana, Nkosazana Dlamini Zuma.

Os dois maiores partidos da oposição na Assembleia da República sul-africana – o Aliança Democrática (DA, na sigla em inglês) e o EFF (Economic Freedom Fighters), de esquerda radical, divulgaram no passado fim-de-semana os seus manifestos eleitorais, centrando-se no combate do desemprego, superior a 34%, no país.

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