Apoiantes formam “escudo humano” para impedir a prisão de Zuma

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A MEIA noite de ontem terminou o prazo de cinco dias ditado pela Justiça sul-africana, para Jacob Zuma se entregar à Polícia para cumprir 15 meses de prisão por desacato. Entretanto, era esperado que o ex-Presidente falasse ontem.

Centenas de apoiantes do ex-Presidente sul-africano continuavam ontem acampados em frente à residênciade deste em Nkandla, no KwaZulu-Natal.

“Não toquem em Zuma”, referiram os apoiantes, vestidos com as cores do histórico partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC), que passaram ali a noite, onde cantaram, dançaram e ameaçaram qualquer intervenção policial.

“Se a Polícia vier aqui prender Ubaba (o pai, em zulu), terá que começar por nós”, disse à AFP um deles, Lindokuhle Maphalala.

A sentença do Tribunal Constitucional que condena Jacob Zuma, de 79 anos, a 15 meses de prisão por desacato, após múltiplas recusas a testemunhar no âmbito das investigações por corrupção do Estado, obrigava-o a entregar-se atéontem às autoridades. Caso contrário, a Polícia tem três dias para fazer cumprir a sentença.

RECURSO

No entanto, o Tribunal aceitou no sábado um pedido do estratega político para reconsiderar o seu julgamento, tornando altamente improvável que Jacob Zumaseja colocado atrás das grades antes da nova audiência, marcada para o próximo dia 12.

Acreditando que os juízes extrapolaram os seus direitos e invocando a “sua saúde instável”, o ex-Presidente questiona, no seu recurso, uma sentença de prisão “cruel e degradante”, que considera inadequada para actos de desacato.

De acordo com especialistas, este novo recurso não suspende o julgamento e Zuma ainda se deve apresentar às autoridades.

Temendo tensões, o ANC enviou uma delegação à província de KwaZulu-Natal para pedir calma e a presença policial foi reforçada.

INDUNAS E REGIMENTO ZULU EN NKANDLA

Por outro lado, em uma declaração na noite de sábado, o príncipe Mangosuthu Buthelezi disse que o regimento zulu que foi a Nkandla agia em desafio às ordens do rei zulu.

Segundo Buthelezi, ele, o Rei Misuzulu ka Zwelithini, a Rainha Mãe, e a família Real Zulu, se distanciavam das acções dos indunas e do regimento Zulu, que foi a Nkandla se juntar aos simpatizantes do ex-Presidente.- (LUSA/NEWS 24)

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