CRISE POLÍTICA: SADC empenhado na restauração da estabilidade em eSwatini

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A COMUNIDADE de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC) declarou  domingo (04) o seu apoio nos esforços do reino de Eswatini, palco de violentos protestos, no retorno à “paz e calma”.

Uma delegação de ministros de países do bloco regional, está a realizar uma visita a eSwatini (antiga Swazilândia), devido à grave onda de protestos que o país vivedesde finais de Junho.

O primeiro-ministro swazi, Themba Masuku, recebeu, na manhã de ontem, os representantes da SADC, liderados pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Botwana, Lemohang Kwape, refere a Efe.

“A SADC está pronta para apoiar o povo do reino de Eswatini na sua missão de trazer paz e calma”, disse Kwape, durante a recepção oficial, de acordo com um comunicado divulgado pelo governo swazi nas redes sociais.

Por seu turno, Masuku reiterou que o objectivo do país é garantir “paz e estabilidade”e disse que o Governo suazi formou uma equipa, liderada pelo seu ministro das Relações Exteriores, para trabalhar com a SADC.

A decisão de enviar esta missão ministerial foi anunciada na sexta-feira pelo Presidente do Botswana, Mokgweetsi Masisi, que é o actual líder da chamada “troika”da SADC para a Política, Defesa e Segurança, um dos dois órgãos rotativos que definem as decisões desta aliança de 16 países da África Austral.

“A SADC apela a indivíduos, grupos e organizações que desistam de actos de violência, ao mesmo tempo que exorta os serviços de segurança a exercer contenção na sua resposta para restaurar a ordem e normalidade”, disse a SADC na sua mensagem na sexta-feira.

Uma onda de protestos pró-democracia tem abalado opequeno reino, encravado entre Moçambique e África do Sul, nas últimas semanas, para exigir reformas políticas e gritar contra a brutalidade com que qualquer tentativa de dissidência na última monarquia absoluta na África é reprimida.

As mobilizações tornaram-se especialmente violentas desde o dia 28 de Junho, com saques, incêndios de camiões, campos e prédios e graves confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Em resposta, o governo ordenou um toque de recolher, cortou a internet e colocou o Exército nas ruas.

Pelo menos 20 pessoas foram mortas pelas forças de segurança e 150 foram hospitalizadas com ferimentos de balas, segundo a Amnistia Internacional (AI).

O Eswatíni, com uma população de pouco mais de um milhãode pessoas, a maioria jovens, está sob o comando absoluto de Mswati III desde 1986. -(LUSA)

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