Eswatini mobiliza exército para travar protestos estudantis

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SOLDADOS e polícias foram enviados segunda-feira às escolas em Eswatini (antiga Swazilândia), onde, há várias semanas, estudantes protestam exigindo reformas políticas, disseram grupos pró-democracia, na segunda-feira.

Desde o mês passado que os alunos da última monarquia absoluta de África boicotam as aulas e organizam protestos discretos.

Principalmente, eles pedem a libertação de dois parlamentares presos durante os protestos ocorridos no país em meados deste ano, e melhores condições de aprendizagem e educação gratuita.

O exército fora destacado “para intimidar, mas isso não deteve os estudantes”, disse à AFP Lucky Lukhele, porta-voz da Rede de Solidariedade da Swazilândia pró-democracia.

“Hoje (segunda-feira) foi reforçado”, acrescentou ele, alegando que 17 estudantes, incluindo um de sete anos, foram presos durante os protestos de segunda-feira.

O Partido Comunista da Swazilândia disse que pelo menos 10 manifestantes foram presos, com um estudante baleado na perna.

A porta-voz do exército, Tengetile Khumalo, confirmou a implantação, mas disse que os soldados “não eram inimigos do povo”.

Isso “não significa que haja guerra, mas apenas uma assistência às outras forças para manter a ordem”, disse.

Mduduzi Gina, secretário-geral do Congresso Sindical de Eswatini, disse que “os alunos pedem reformas políticas”.

“Ter o exército (…) e polícias implantados nas escolas vai piorar a situação em Eswatini”, alertou.

A sociedade civil e grupos de oposição protestaram nas capitais Manzini (económica) e Mbabane (política) em Junho, saqueando lojas e propriedades, algumas das quais pertencentes ao rei Mswati III.

Pelo menos 27 pessoas morreram em confrontos entre manifestantes e a polícia, num dos piores distúrbios na história do país da África Austral.

Cerca de 40 escolas participaram das manifestações de segunda-feira. Entretanto, o jornal “Times of Swaziland” escreveu que pelo menos 82 escolas foram fechadas segunda-feira por tempo indeterminado na sequência dos protestos estudantis de alunos.

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