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Quinta-feira, 18 - Agosto, 2022

IMPULSIONADA PELA ÓMICRON: África do Sul entra na quarta vaga da Covid-19

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A ÁFRICA do Sul entrou na sua quarta vaga da pandemia da Covid-19, impulsionada pela nova variante do vírus SARS-CoV-2, a Ómicron, anunciou ontem o ministro da Saúde do país, Joseph Phaahla.

“Há uma curva ascendente muito mais acentuada do que a observada nas últimas três ondas”, disse Phaahla numa conferência de imprensa virtual, assegurando, porém, que o país não se encontra ainda numa situação crítica em termos de disponibilidade de camas hospitalares.

“Neste momento, podemos dizer que mesmo em Gauteng (a província mais populosa e o epicentro desta nova vaga), responsável por 72% a 80% das novas infecções diárias, ainda não atingimos uma fase preocupante em termos de capacidade hospitalar por efeito de novas admissões”, afirmou.

Segundo Phaahla, a ocupação global das camas hospitalares no país é de 1,9%, e de 4,2% para as unidades de cuidados intensivos.

Entretanto, Waasila Jassat, especialista em saúde pública do Instituto Nacional de Doenças Infeciosas da África do Sul (NICD), afirmou ontem que, de acordo com os últimos dados, esta quarta vaga está a resultar num maior número de infecções de crianças com menos de cinco anos de idade do que a anterior. 

Na província de Gauteng, o número de infecções de menores de cinco anos é o segundo maior entre todos os grupos etários, atrás apenas dos maiores de 60 anos.

Esta tendência, segundo a especialista, coloca várias hipóteses de explicação. Pode dever-se ao facto de os médicos autorizarem mais admissões no início das vagas – quando os hospitais ainda não estão sobrecarregados de doentes – ao facto de a variante Ómicron afectar mais as crianças, ou ainda ao facto de estas estarem menos protegidas, pois na África do Sul apenas a população com mais de 12 anos de idade está a ser vacinada.

Os dados indicam também que o vírus está a replicar-se a uma taxa mais elevada do que em vagas anteriores, o que significa que “cada pessoa infectará mais do que uma pessoa”, segundo Michelle Groome, chefe de vigilância da saúde pública no NICD.

Em Gauteng, em particular, a taxa é de 2,33, “a mais alta que vimos desde o início da pandemia”, acrescentou Groome. – (LUSA)

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