LUTA CONTRA AL-SHABAAB: UA projecta ampliar operações na Somália

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A UNIÃO Africana diz que vai estender e expandir as suas operações militares contra os islâmicos ligados à Al-Qaeda, na Somália, para incluir outros Estados-membros, já que seu actual mandato se aproxima do fim, em 31 de Dezembro.

A nação do Corno de África enfrenta uma nova instabilidade nos últimos meses, com um longo atraso nas eleições e uma contínua disputa entre o Presidente e primeiro-ministro, que mina a luta contra a insurgência “jihadista” do al-Shabaab.

Apesar da expulsão dos militantes de Mogadíscio há uma década, o governo somali controla apenas uma pequena parte do país, com a ajuda crucial de cerca de 20.000 soldados da Missão da União Africana na Somália (Amisom).

No domingo, a Amisom disse que o Conselho de Paz e Segurança da UA havia concordado em mudar para uma missão conjunta com as Nações Unidas, que possibilitaria que “outros Estados-membros da UA dispostos e interessados” se unam às operações contra os islâmicos.

O plano precisa ser endossado pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU e pelo governo de Mogadíscio.

A UA expressou “grave preocupação com o agravamento da situação de segurança na Somália”, onde se regista um “preocupante ressurgimento” das actividades do Al-Shabaab.

Em Março último, o CS estendeu o mandato da Amisom até Dezembro proximo, após negociações turbulentas entre os países ocidentais e os membros africanos do Conselho sobre o financiamento das forças de manutenção da paz.

Na sua declaração de domingo, a UA pede ao CS “para considerar uma transferência técnica do mandato da Amisom, enquanto as discussões continuam sobre os detalhes e modalidades para a transição para um acordo pós-2021.”

A declaração também exorta o Presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed (Farmajo), e o primeiro-ministro Mohamed Hussein Roble a resolverem as suas diferenças e “voltar a se concentrar na conclusão das eleições (atrasas) sem mais demora”. – (EWN)

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