OS governos do Mali e do Níger suspenderam dois tratados fiscais assinados com a França, antiga potência colonizadora, alegando serem contrários aos seus interesses.
Num comunicado conjunto, divulgado terça-feira na rede social X, os governos dos dois países acusaram a França de manter uma “atitude hostil persistente” contra si, algo que, afirmam, contraria o espírito de cooperação internacional e amizade que deveria presidir à assinatura dos tratados fiscais.
Ambos os governos disseram que as convenções causam perdas consideráveis para os seus países, pelo que decidiram pôr-lhes fim, num prazo de três meses, de modo a “preservar os interesses maiores dos malianos e dos nigerinos”.
Estas afirmações surgem num contexto de profunda deterioração das relações diplomáticas entre a França e várias das suas ex-colónias, especialmente o Mali e o Níger, que já suspenderam laços tanto diplomáticos como militares com Paris.
Os dois tratados, assinados em 1972 e 1962, respectivamente, têm como objectivo evitar a dupla tributação e estabelecer regras de ajuda e assistência mútua nos domínios dos impostos em matérias de rendimentos e sucessões, entre outras.


