Mswati III pede calma e abre-se ao dialogo

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O ÚLTIMO monarca absoluto de África apelou à calma e ao diálogo no reino de Ewsatini, após a visita de mediadores regionais para tentar resolver a crise nacional e os tumultos mortais.

A missão da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) à Eswatini anunciou no sábado que o Rei Mswati III mostrou-se aberto a um diálogo nacional depois da intensificação de protestos pró-democracia.

Enviados da África do Sul, Namíbia, Botswana visitaram Eswatini na quinta e sexta-feira e encontraram-se com o rei, o primeiro-ministro, organizações da sociedade civil, sindicatos e outros, disse a SADC em comunicado.

“O rei Mswati III aceitou a necessidade de diálogo nacional. Apelou à calma, moderação, respeito pelo Estado de Direito e pelos direitos humanos de todas as partes para permitir que o processo comece”, disse o Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, na sua qualidade de presidente do órgão da SADC sobre defesa, política e cooperação de segurança.

O monarca tem planos de convocar uma reunião no qual as pessoas possam expressar as suas queixas, disse um representante do rei à emissora estatal.

“Deixe o povo continuar a luta nobre por um novo país livre e democrático”, disse, por sua vez, Wandile Dludlu, secretário-geral do Movimento Democrático Unido do Povo (PUDEMO), da oposição.

Activistas dizem que Mswati III tem ignorado sistematicamente os pedidos de reformas que colocariam Eswatini, antiga Swazilândia, em direcção à democracia.

O rei nega as acusações de governo autocrático e de uso de dinheiro público para financiar um estilo de vida luxuoso no pequeno reino, que faz fronteira com a África do Sul e Moçambique. Em Julho, ele chamou os protestos contra seu governo de “satânicos”.

Os protestos recentes incluíram manifestações de estudantes, motoristas de  transportes públicos de passageiros, que bloquearam estradas e marchas dos diferentes sindicatos. -(VOA/SWISSINFO)

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