PARA FACILITAR ASSISTÊNCIA NO TIGRAY: Quénia exorta ao fim “imediato das hostilidades” na Etiópia

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O QUÉNIA pediu, terça-feira na Nações Unidas, uma “cessação imediata das hostilidades” na Etiópia, de modo a facilitar a entrega de ajuda humanitária.

Em declarações à comunicação social após uma reunião do Conselho de Segurança (CS) da ONU, que presidiu, sobre a consolidação e manutenção da paz, o Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, sublinhou a necessidade de “uma resolução política” para o conflito no Estado de Tigray, na Etiópia.

“Não acreditamos que haja uma solução militar” e “há uma necessidade urgente de as partes se sentarem à mesa” para assegurar a abertura dos corredores de ajuda humanitária, defendeu o Chefe de Estado queniano, citado pela agência France-Presse (AFP).

“Continuaremos a pressionar nesse sentido. Não apenas em nome do Quénia, como vizinho e membro (não permanente) do Conselho de Segurança, mas também através da União Africana”, sublinhou Kenyatta.

O governo federal da Etiópia, do primeiro-ministro Abiy Ahmed, lançou uma intervenção militar em 04 de Novembro de 2020 contra a Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF, na sigla em inglês), o partido então no poder no Estado.

Agora, cerca de um ano depois, o conflito ameaça alastrar-se a outras regiões etíopes. Os rebeldes da TPLF têm realizado acções armadas nos Estados vizinhos de Tigray.

Por outro lado, segundo o Programa Mundial de Alimentação (PMA), 5,2 milhões de pessoas, mais de 90% da população de Tigray, necessita de assistência alimentar de forma urgente devido ao conflito.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), mais de 100 mil crianças poderão sofrer de desnutrição aguda potencialmente mortal durante os próximos 12 meses, 10 vezes a média anual. – (LUSA)

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