O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirmou ontem a destituição do Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, devido à declaração da lei marcial em Dezembro.
Yoon “não só declarou a lei marcial, como cometeu actos que violaram a Constituição e a lei, incluindo a mobilização de forças militares e policiais para impedir a Assembleia Nacional de exercer a sua autoridade”, afirmou o tribunal na sua decisão.
A decisão foi anunciada na sede do tribunal, em Seul, num evento transmitido em directo pela televisão, com a presença do público, num dia que poderá ser um novo ponto de viragem na turbulenta história política recente do país.
A confirmação da destituição de Yoon requeria o apoio de seis dos oito juízes do Tribunal Constitucional.
A Coreia do Sul terá agora de convocar eleições presidenciais antecipadas no prazo de 60 dias.
Uma eleição em que o claro favorito será o líder da oposição, Lee Jae-myung, absolvido na semana passada, em recurso, num caso que poderia ter custado a sua elegibilidade política.
A polarização em torno do caso tem sido intensa. Milhares de pessoas participaram em manifestações a favor e contra o Presidente suspenso desde a sua destituição pelo parlamento.
A polícia activou o nível máximo de emergência e mobilizou todos os operacionais, anunciaram as autoridades.
Tribunal Constitucional destitui PR sul-coreano
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