BUSCA DE CASOS DE CORONAVÍRUS: Saúde reforça vigilância da infecção nas comunidades

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AS autoridades de saúde já estão a testar a presença do novo coronavírus em indivíduos que se fazem à unidade sanitária com infecções respiratórias leves, como forma de reforçar a vigilância da transmissão do vírus que causa a Covid-19 na comunidade.

A informação é partilhada num contexto em que o número de pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 subiu de 79 para 80 em Moçambique, com o anúncio, ontem, de mais um caso positivo.

Rosa Marlene, directora nacional de saúde pública, informou que o novo infectado é moçambicano, com idade entre 25 e 34 anos de idade, trabalhador da Petrolífera Total e está no acampamento em Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, o epicentro actual da transmissão do vírus em Moçambique.

A fonte que falava na conferência de imprensa de actualização da informação sobre a pandemia no nosso país e no mundo, referiu que o indivíduo não apresenta sintomas, estando a cumprir o isolamento domiciliar, enquanto se inicia o rastreio dos seus contactos.

“Hoje, (ontem) 3 de Maio, queremos partilhar que, até ao momento, em Moçambique foram testados 2.466 casos suspeitos, dos quais 129 nas últimas 24 horas. Dos novos casos testados, no laboratório de referência do Instituto Nacional de Saúde, 128 revelaram-se negativos e um positivo para a COVID-19”, disse.

Segundo Rosa Marlene, das amostras testadas de sábado para domingo, 95 são de Cabo Delgado, 10 da Zambézia, 13 de Inhambane e 11 da cidade de Maputo.

Entretanto, falando sobre a vigilância sentinela, Ilesh Jani, director geral do Instituto Nacional de Saúde, esclareceu que a colecta de amostras nos hospitais para testes do novo coronavírus era feita, inicialmente, a pacientes com infecções respiratórias graves.

“Iniciamos primeiro, ao nível da cidade de Maputo com casos graves e, gradualmente, fomos expandindo e já fazemos em todas as províncias. Há pouco tempo introduzimos a testagem numa proporção de casos mais ligeiros porque vemos nas nossas estatísticas, que são iguais em todo o mundo, que a maior proporção de casos são assintomáticos ou têm uma sintomatologia ligeira”, explicou, reforçando que, actualmente, os testes não são realizados a todos os doentes com sintomas leves.

Disse ainda que a ideia da vigilância sentinela é de se detectar se há ou não a transmissão do coronavírus nas comunidades, partindo do pressuposto de que, se houver uma cadeia de transmissão activa na comunidade, eventualmente, resultarão casos moderados que irão a uma unidade sanitária para buscar atenção médica e, nessa altura, através do sistema de vigilância sentinela, serem detectados. Por isso, o processo inclui a monitoria dos pacientes.

As novas abordagens na testagem do coronavírus em Moçambique, decorrem numa altura em que as infecções e as mortes causadas por este vírus continuam a crescer no mundo, particularmente, no continente africano onde há um cumulativo de 42.713 casos da Covid-19 dos quais 1.964 registados de Sábado para Domingo.

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