De Cabo Delgado: Assistência humanitária vai abranger a todos deslocados

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O GOVERNO vai prestar assistência humanitária a todas as pessoas forçadas a abandonar as suas zonas de origem em consequência do terrorismo, em Cabo Delgado, para refugiar-se em locais seguros como a cidade de Pemba e as províncias do Niassa, Nampula, Zambézia, Manica, Sofala e Inhambane.

A garantia foi dada ontem, em Maputo, pelo primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, na sessão da Assembleia da República (AR) de perguntas ao governo.

O governante disse que, até ao momento, cerca de meio milhão de pessoas foi forçado a abandonar a sua zonas de residência, razão pela qual foi activado o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) e suas unidades a nível provincial e distrital para coordenar as operações de acolhimento dos deslocados.

A operacionalização deste mecanismo de coordenação multisectorial, permitiu ao governo estar no terreno a garantir a assistência humanitária aos cidadãos afectados pelas acções terroristas.

O primeiro-ministro disse que a intervenção do governo, em articulação com os parceiros de cooperação e organizações da sociedade civil, incide principalmente no acolhimento e assistência humanitária, através do fornecimento de abrigo, bens alimentares e não alimentares.

“Concedemos, igualmente, assistência humanitária aos afectados pelas acções terroristas que estão em famílias de acolhimento. Também criamos centros de acomodação transitórios, de onde os deslocados são encaminhados para zonas de reassentamento, em coordenação com as autoridades locais”, disse.

Acrescentou que para a normalização gradual da vida destes cidadãos, já foram demarcadas, nos locais de reassentamento, áreas para a prática da agricultura nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, de modo que estes comecem a produzir e deixem de depender da assistência alimentar.

As acções terroristas em Cabo Delgado ocorrem desde 2017, nos distritos à norte da província, caracterizando-se pela decapitação indiscriminada, de pessoas indefesas, queima de casas e destruição de infra-estruturas públicas e privadas.

Carlos Agostinho do Rosário disse que dada a barbárie dos actos terroristas, a comunidade internacional tem vindo a condenar estas acções, solidarizando-se com o povo e o Estado moçambicano.

O primeiro-ministro encabeçava uma delegação do governo que incluía os ministros da Saúde, Armindo Tiago, da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Osvaldo Machatine, da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, dos Transportes e Comunicações, Abdulai Janfar, do Género, Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane, da Defesa Nacional, Jaime Neto, da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida.

Os governantes prestaram esclarecimentos às questões colocadas pelas bancadas parlamentares da Frelimo, Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), sobre a situação política, económica e social do país. A sessão de perguntas ao governo prossegue hoje, último dia, para a apresentação de respostas às questões de insistência.

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