DÍVIDAS NÃO DECLARADAS: Moçambique exportou atum por cerca de dois anos

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MOÇAMBIQUE capturou e exportou atum por cerca de dois anos, entre Dezembro de 2014 a 2016, tendo ganho no primeiro ano a título de receitas mais de quatro milhões de dólares americanos, com apenas nove barcos.

A informação foi revelada esta manhã pelo réu António Carlos do Rosário em declarações ao Tribunal sobre o caso das dívidas não declaradas, no âmbito do projecto da zona económica exclusiva moçambicana.

Durante a audiência de hoje, o advogado Alexandre Chivale quebrou o protocolo para lembrar ao juiz que os Mambas, a selecção nacional, joga hoje pelas 18 horas. Uma espécie de recado sobre a hora de encerramento da presente sessão de interrogatório, que está a ser dirigido

O réu António Carlos do Rosário assumiu ontem (07) a autoria do projecto de criação da Zona Económica Exclusiva (ZEE), contrariando as declarações dos co-réus Cipriano Mutota e Teófilo Nhangumele, de que foram eles a idealizar a iniciativa que está por detrás das dívidas não declaradas.

Antigo Director de Inteligência Económica do Serviço de Investigação e Segurança do Estado e Presidente do Conselho de Administração das empresas PROINDICUS, EMATUM e MAM, António do Rosário afirmou que a ideia da ZEE surgiu dentro do reforço da segurança das fronteiras nacionais, tendo se chegado à conclusão de que a área menos protegida era a costeira.

Os co-réus Cipriano Mutota e Teófilo Nhangumele disseram ter sido eles a desenhar o projecto e o submetido à direcção do SISE, ao mesmo tempo que o apresentaram no Comando Conjunto para aprovação. Ontem, Do Rosário desmentiu tal facto, afirmando que todos estes passos foram dados por ele.

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