HIV/SIDA continua a sobrecarregar SNS

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REDUZIU de 150 mil, em 2010, para 98 mil, no ano passado, o número de novas infecções pelo HIV em todo o país. Consequentemente, em uma década, as mortes relacionadas ao SIDA também baixaram de 65 mil para 38 mil.

Segundo o Secretário Executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS), Francisco Mbofana, no ano passado, 2 100 000 pessoas viviam com o vírus de HIV/SIDA, sendo que 90 por cento eram adultos.

De acordo com o relatório da ONUSIDA,  do total de pessoas infectadas pelo HIV no país, cerca de 1 556 000 correspondente a 83 por cento, conhecem o seu estado sorológico e 1 554 000, equivalente a 74 por cento dos infectados, estavam em tratamento antirretroviral.  A ONUSIDA indicou ainda que 1 407 000 pessoas tinham carga viral indetectável.

Com estes dados, Francisco Mbofana afirmou que o HIV/SIDA continua a sobrecarregar o Sistema Nacional de  Saúde (SNS) e o número de novas infecções mostra que o país ainda está longe de desacelerar o SIDA e alcançar a meta global de “Zero infecções” até 2030.

Mbofana lamentou que algumas pessoas não tenham acesso ao tratamento antirretroviral, apesar de cerca de 90 por cento dos infectados tenham sido retidos ao tratamento durante os primeiros três meses, com vista evitar o abandono precoce.

Por outro lado, a eclosão da Covid-19 impulsionou a medicação à distância, pelo que 80 por cento dos infectados  passaram a receber medicamento para um período de três meses, para assim reduzir aglomerados nas unidades sanitárias.

O Secretário Executivo  do CNCS falava no lançamento da iniciativa “Dezembro Vermelho”, que visa reflectir  sobre  a resposta ao HIV/SIDA no que diz respeito à prevenção, tratamento e mitigação da doença até 2030. As actividades referentes ao “Dezembro Vermelho” serão lançadas na província de Inhambane, no dia 1 de Dezembro, prolongando-se até 31 de Dezembro. 

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