O MINISTRO da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, adverte que o impacto das manifestações pós-eleitorais associadas a actos de roubo de bens nos estabelecimentos comerciais poderá conduzir à escassez de produtos durante a quadra festiva e especulação de preços.
“O impacto é muito grande, vamo-nos ressentir desta paralisação na disponibilização de produtos. A fronteira de Ressano Garcia é bastante importante para a nossa economia”, disse Moreno, em Maputo.
Haverá aumento de preços por falta de produtos. A fronteira de Ressano Garcia movimenta carga que vem da África do Sul de grandes operações na área mineira e produtos que vão para outros cantos do mundo.
“As consequências são inaceitáveis, vão ter efeito económico, na área social, pois o Malawi e Moçambique facilitam o comércio”, referiu Moreno.
O ministro falava em Maputo durante a II Sessão do Comité de Facilitação do Comércio. Este órgão integra, para além de vários ministérios, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
O encontro passou em revista o acordo feito recentemente na vizinha República do Malawi, o manual de acordo preferencial com a União Europeia, entre outros.
Por seu turno, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, diz que o acordo com o Malawi irá permitir um maior fluxo de negócios com este país.
“Mas também olhando para a situação do momento, fizemos propostas ligadas à passagem do ano, a curto prazo, tendo em conta que há pouco tempo submetemos ao Governo propostas ligadas a medidas administrativas, laborais, fiscais, aduaneiras, mas também de segurança”, referiu Vuma.
Explicou que o sector privado fez uma avaliação positiva, embora continue a aguardar pela integração de quase todos os actores da Função Pública na Janela Única.
“Daí que foi dito que a Janela Única Electrónica deve ser vista como uma plataforma do Governo que está sendo operada pelo sector privado”, disse. (AIM)


