“Não sabia da proveniência da venda da casa”

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NEUSA Matos, que está a prestar declarações na 6ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, no âmbito do caso “dívidas não declaradas”, disse que não sabia que o dinheiro que recebeu da venda da sua casa era problemático.

O réu Renato Matusse, tal como disse ao Tribunal, insistiu para mandar o valor numa conta bancária no estrangeiro, mas por várias vezes não aceitou porque com o montante pretendia adquirir outro apartamento.

Tempos depois, segundo suas palavras, acabou facultado a conta bancária domiciliada no estrangeiro, de onde recebeu o valor da venda da sua casa.

Matos esclarece que quando se apercebeu que recebeu dinheiro a mais, foi ter com o seu colega Renato Matusse, que havia comprado a casa, para lhe informar da situação. O réu Renato Matusse mandou a declarante aguardar por três dias, tendo depois lhe pedido para passar um cheque do valor remanescente, no montante de 149 mil dólares americanos.

Ainda na sua explanação, refere que acabou não passando o cheque porque a gestora da sua conta, por sinal igualmente gestora da conta bancária do seu colega Renato Matusse, aconselhoo-a para que se fizesse uma transferência.

Neusa Matos diz que mais tarde levou o talão de transferência para o seu colega Renato Matusse como prova de devolução do valor que havia recebido a mais, e ele reagiu de com surpresa e de forma desagradável, questionando a declarante como é que teve os dados bancários da sua conta.  

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