Neusa Matos: Fiquei perturbada ao saber que estava a ser investigada

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A declarante Neusa Matos, antiga directora do gabinete do Primeiro Ministro e tendo assumida vários cargos no Governo disse, em sede de produção de provas do caso “dívidas não declaradas”, que quando ficou a saber que está a ser investigada pela Procuradoria Geral da República (PGR) ficou perturbada.

Dirigiu-se ao seu gabinete, na sua residência, para conferir os seus documentos para saber se teria ou não recebido dinheiro que não fosse do seu salário. Segundo suas palavras, lá constatou que realmente teria recebido sim dinheiro que não fosse do seu salário, quando vendeu uma casa ao seu colega Renato Matusse, réu nos presentes autos.

Esclarece que na sua conta bancária recebeu cerca de 300 mil dólares americanos, quando na verdade devia ter entrado 150 mil dólares americanos da venda da casa. Quando viu esse montante, tal como referiu ao Tribunal, ficou assustada e foi procurar esclarecimento junto do seu gestor de conta.

Matos explica que a ideia de vender a sua residência era na perspectiva de comprar outra maior porque acabava de ter ser mãe pela terceira vez e o seu sonho era de ver os seus filhos a brincarem à vontade.

Ainda de acordo com a anitga directora do gabinete do Primeiro Ministro, o seu colega Renato Matusse, réu nos presentes autos, só soube que ela estava a vendar uma casa através de um agente imobiliário, porque os funcionários da Presidência da República são uma boa equipa, mas não são amigos.

A uma pergunta do Tribunal, representado pelo juiz do caso, Efigénio Baptista, a declarante disse que o réu Renato Matusse fez algumas viagens à Dubai e ela não participou, com o fundamento de contenção de custos.

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