EM DOIS DISTRITOS: Comunidades exaltam contribuição da AMDER no desenvolvimento rural

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CARLOS TEMBE

As actividades desenvolvidas pela Associação Moçambicana de Desenvolvimento Rural Sustentável (AMDER) nos domínios de advocacia, posse e segurança da terra e assistência legal nos distritos de Majune e Nipepe, no Niassa, estão a galvanizar o desenvolvimento social e económico local.

A revelação é das comunidades locais e foi feita no decorrer da visita de monitoria efectuada, recentemente, pelos representantes da Ajuda do Povo da Noruega (APN), parceira da AMDER (extinta Oram) que financia alguns projectos desenvolvidos por esta organização não-governamental nacional que opera no Niassa.

No encontro com as comunidades do posto administrativo de Muiaquia-Pindura, em Majune, primeira escala dos representantes da APN, soubemos que a AMDER facilita a canalização dos fundos comunitários correspondentes a 20 por cento dos montantes pagos ao Estado pelos operadores faunísticos e florestais no acto do seu licenciamento ou resultante de receitas arrecadadas no exercício anual das suas actividades.

Para o efeito, conforme apurámos, aquela organização nacional promove a criação de comités de gestão de recursos naturais e facilita o processo de abertura de contas bancárias para a canalização dos fundos que aqueles órgãos que representam os interesses das comunidades têm direito da parte do Estado.

Manuel Assir, membro do Comité de Gestão de Muiaquia-Pindura, reconheceu que os fundos comunitários patrocinam a implementação de várias iniciativas visando suprir algumas necessidades que as comunidades enfrentam, sobretudo na componente de abastecimento de água, construção de infra-estruturas sociais e melhoramento das vias de acesso, acção fundamental para dinamizar a comercialização dos seus excedentes agrícolas, entre outras.

No povoado de Manlia, distrito de Nipepe, a comunidade local reconhece que o trabalho de sensibilização desenvolvido pela AMDER no domínio de gestão dos recursos florestais concorreu para a redução significativa das acções dos operadores ilegais. Adicionam que as acções de formação desenvolvidas por aquela organização parceira do Governo despertaram sobre o valor dos recursos naturais e, em particular, os florestais e faunísticos.

“Estamos atentos, nos últimos tempos, relativamente a qualquer movimento dos operadores florestais e faunísticos na região, porque se houver roubo dos recursos naturais não teremos o benefício dos valores que o Governo nos reserva”, disse Samuel Amisse, membro da comunidade de Manlia.

Garimpeiros idos das províncias de Nampula e Cabo Delgado escalam Manlia para explorar os recursos minerais existentes na região mas, segundo apurámos, a situação foi revertida porque a comunidade mantém o cerco apertado contra os promotores de actos ilegais que podem agravar as necessidades do povoado.

António Guido, director do Gabinete do Secretário de Estado na província, que integrou o grupo de trabalho para a monitoria das actividades da AMDER, exaltou o trabalho desenvolvido por aquele parceiro do Governo, salientando serem visíveis melhorias operadas na qualidade de vida da população envolvida na gestão de forma participativa dos recursos naturais.

Leonardo Abílio, delegado provincial da AMDER, no Niassa, destacou que os resultados positivos que a sua organização tem conseguido, no âmbito da implementação das suas actividades, inspiram no sentido de procurar mais parceiros nacionais e internacionais para desembolso de recursos financeiros para reforçar as suas acções em benefício das comunidades rurais, com destaque para a delimitação de terras fundamental para o aumento da produção e garantia da segurança alimentar e nutricional.

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