Mais de 300 toneladas de litchi exportadas para União Europeia

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A PROVÍNCIA de Manica, através da multinacional Westefália, com empreendimentos agrícolas nos distritos de Macate e Báruè, prevê exportar, até Dezembro próximo, mais de 300 toneladas de litchi para diferentes países da União Europeia.

A ser concretizada a referida meta, a província de Manica, considerada a maior produtora desta fruta, irá registar um aumento de 100 por cento nas exportações desta cultura, comparativamente à cifra do ano passado.

Os dados foram tornados público segunda-feira, no distrito de Báruè, na cerimónia de lançamento da primeira campanha de comercialização, cujo fomento conta com o envolvimento de empresas de capitais estrangeiros e nacionais.

A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, que procedeu ao lançamento da campanha de comercialização da referida fruta, aponta como desafio do seu executivo a criação de condições para o agro-processamento daquela cultura, cujos índices têm vindo a crescer a cada campanha.

Segundo a governante, com a campanha pretende-se, por um lado, estimular o aumento da produção da cultura de litchi e dos seus derivados e, por outro, incentivar os produtores dos sectores familiar e privado a aumentar a sua renda, apostando numa produção sustentável que assegure a harmonia entre a acção humana e a natureza, sem comprometer a qualidade de vida das gerações vindouras.

Francisca Tomás disse ser um evento de capital importância, pois representa a materialização dos objectivos estratégicos plasmados no Programa Quinquenal do Conselho Executivo Provincial 2020-2024, que pretende assegurar a transformação e modernização da produção e dinamizar a comercialização agrícola, como forma de garantir o escoamento da produção das zonas de produção para as de consumo.

Realçou que a comercialização do produto desempenha um papel importante na economia da província e do país, pois constitui uma das principais fontes de geração de rendimento da população nas zonas rurais, onde a principal actividade económica é a agricultura.

Além disso, segundo aquela dirigente, a cultura de litchi é uma das actividades impulsionadoras da ligação de mercados, dinamizando os sectores das estradas, transporte, finanças, energia, indústria, entre outros. “Neste âmbito, tendo em conta as potencialidades que a província dispõe na produção da litchi, um dos desafios que temos é o agro-processamento, que vai conferir uma mais-valia e elevar os padrões de qualidade exigidos pelo mercado”, disse a governadora de Manica.

Frisou que o processamento vai assegurar a comercialização da litchi, através dos seus derivados, nomeadamente sumos, refrigerantes, vinhos, entre outros produtos.

Disse ainda que que a litchi produz fármacos. Aliás, segundo a governante, estudos mostram que o fruto tem potencial para o tratamento de febres, alivia a tosse, problemas do fígado e estômago, dores de garganta, entre outras enfermidades ligeiras.

“Com vista à materialização do agro-processamento, o Conselho Executivo Provincial continuará a centrar os seus esforços na criação de um ambiente favorável para investimentos na cadeia-de-valor da litchi, através da expansão e modernização das infra-estruturas de apoio ao sector do agro-processamento, tal é o caso de estradas, da corrente eléctrica, bem como na redução dos processos burocráticos inerentes ao licenciamento e emissão de DUAT, entre outros incentivos”, disse.

Refira-se que, a Campanha de Comercialização da Litchi 2021-2022 ora lançada, decorre sob o lema: “Litchi de Manica, Tradicional, Única e Promotora de Agro-negócio.

Jornal Notícias
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