Raiva mata 15 pessoas em Manica

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QUINZE pessoas morreram vítimas da raiva de Janeiro até esta parte na província de Manica. O facto foi anunciado hoje em Sussundenga, pelo director provincial da Agricultura e Pescas de Manica, nas celebrações do dia mundial de luta contra a raiva, que se celebra sob o lema: “Raiva sim aos factos, não ao medo”.

Entre as vítimas mortais há crianças e mulheres e três pereceram no primeiro semestre deste ano. Falando em representação da governadora de Manica, Francisca Tomás, Ernesto Lopes afirmou que a situação é dramática em todo o mundo que regista uma média anual de 59 mil mortos, na sua maioria em África e Ásia.

Dos mortos ao nível global, cerca de metade são crianças, segundo a fonte, que refere que em Moçambique, pelo menos 45 pessoas morrem anualmente vítimas desta doença provocada pela mordedura canina.

No evento realizado na sede da localidade de Munhinga, distrito de Sussundenga, Lopes afirmou que a prevenção é o melhor remédio e apelou a população a aderir à campanha de vacinação e a tudo fazer para evitar contrair raiva.

Por isso, exortou aos criadores de cães e gatos a afluírem aos postos de vacinação por ser a principal medida de prevenção da doença. Durante a campanha que ontem arrancou oficialmente, a província de Manica prevê vacinar 4.622 cães. Até este momento já foram imunizados 2.271 caninos.

Lopes disse que a raiva é absolutamente fatal mas é cem por cento prevenível. Para o efeito, aconselhou os criadores de cães e gatos a vacinarem os seus animais e a quem for mordido, para se dirigir imediatamente a unidade sanitária mais próxima a fim de apanhar a vacina anti-rábica.

Declarou que a raiva constitui neste momento um dos grandes problemas de saúde pública, daí que apelou a população e as autoridades a todos os níveis, a aderirem a campanha de vacinação em curso e cujo lançamento oficial coincidiu com as celebrações do dia mundial de luta contra a raiva.

O administrador de Sussundenga, Tomás Razão, congratulou a iniciativa tendo dito que a mesma vai garantir que cada vez menos cãessejam imunizados e deste modo não transmitam a doença aos humanos.

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